Mostrando postagens com marcador PLR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PLR. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de março de 2017

Propina não é propina


A propina paga pela burguesia à "crasse" trabalhadora deve ser entendida de forma diferente como tem sido feita. A fatídica palavra remete a gorjeta, tal qual entendem os povos de língua espanhola. Pedir propina não passa de  reles solicitação de um adjutório, perfeitamente integrado nos costumes locais dos hermanos. Na concepção pátria, no entanto, a propina ganha aura de política de distribuição de renda, quando não de expressão da velha luta de classes. Reagindo à alienação, como diria Marx, o capilé arrancado dos capitães da indústria traveste-se de mais valia, quando repassada aos representantes sindicais, agora sob a forma de Participação em Lucros e Resultados - a PLR. Não há nada de ilícito nisso. Aliás, há sólidos fundamentos a justificá-la. A previsão legal encontra-se no ordenamento jurídico brasileiro. Claro que no Brasil há singularidades não encontráveis em nenhum outro país. Por exemplo, a curiosa prática na Petrobrás de pagar a PLR aos petroleiros, mesmo quando a empresa dá prejuízo. 


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Petrobrás e a Participação nos Lucros e Resultados

O balanço que não era balanço divulgado pela Petrobrás tem estranhas conseqüências. O lucro apurado é lucro mas não é lucro. Se não for, haverá implicações para os acionistas. Mas haverá, também, para os marajás da empresa. Como, por exemplo, sustentar o pagamento da PLR - Participação nos Lucros e Resultados - a que fazem jus, e que corresponde a uma grana não desprezível, mesmo levando em conta as elevadas remunerações que a turma recebe? Os sindicatos petroleiros, todos ligados à CUT, e vassalos do lulo-petismo, cobrarão da Petrobrás as perdas decorrentes da corrupção institucionalizada? 

O nó a ser desatado está na promiscuidade da Petros com os quadrilheiros governamentais e empresariais. A exposição das entranhas do monstro poderia começar com a divulgação dos negócios que o fundo de pensão possui em inúmeras obras e atividades. Benzina (como se sugere em O Conde de Abranhos, de Eça, para a limpeza da política), toneladas de benzina, serão necessárias para desinfetar o ambiente. Verdade que a boa e tradicional creolina poderia ficar mais em conta. O odor característico desta substancia ficaria vinculado para sempre ao PT e ao petismo, essas baratas repugnantes.