terça-feira, 24 de outubro de 2017

O horror, o horror, o horror

A desfaçatez de Lula da Silva é algo de impressionante. Condenado por diferentes crimes e réu em mais meia dúzia de processos, em diferentes varas criminais, saltita pelo país a fora em sua permanente campanha eleitoral, sem qualquer questionamento por parte das autoridades. 

Ainda agora, à frente de seus mirmídones, percorre algumas regiões de Minas Gerais, vomitando sobre os ouvidos dos mineiros suas torpezas já sobejamente conhecidas. E ainda nos ameaça com a candidatura de Dilma Roussef nas eleições para o senado em 2018. Só de pensar em tal possibilidade vem à mente a expressão famosa do filme Apocalipse now: "o horror, o horror, o horror..."

Terá alguma graça, no entanto, acompanhar a movimentação da chapa petista, com Dilma pedindo votos para si e para Pimentel, este como candidato à reeleição ao governo de Minas. A recíproca também será impagável, com Pimentel no palanque da madame cassada por estripulias várias em 2016, endeusando sua correligionária estocadora de vento. Se, à dupla famigerada se juntar o nome de Lula para a presidência, os mineiros poderão alcançar a tríplice coroa: ficar livres, simultaneamente, de três das mais tenebrosas personagens já surgidas no quadro político nacional.   

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Propaganda de Pimentel


O governo de Minas, nas mãos de Pimentel, conseguiu realizar uma façanha incomparável: tornar política de Estado o atraso reiterado do pagamento devido aos servidores. Fornecedores, então, nem se fala; é caso tão pacífico que nem os parlamentares ditos de oposição, na Assembleia Legislativa estadual, se dão mais ao trabalho de apontar o estilo do governador, bem como as consequências de tais condutas para a moralidade pública. Digno de nota, também, é o silêncio sepulcral das entidades sindicais, outrora comandadas por professoras vociferantes e por iguais representantes de outras categorias do funcionalismo. 

Apesar da penúria do erário, quem quer que seja que ligue seu aparelho de rádio ou de TV, ou abra algum jornal, ou revista de cor amarela, constatará a máquina de propaganda de Pimentel operando a pleno vapor. O mais espantoso é o apelo permanente à serenidade, à eficiência, ao trabalho duro e outras categorias publicitárias vindas de um governante enroscado com graves acusações penais e políticas. E estas não provêm dos eventuais adversários ou inimigos políticos do governador mineiro. São questionamentos provindos de sócios e parceiros seus; gente, portanto, que vivia tranquila dentro da caverna de Ali Babá. Sabem, pois, por quais trilhos circulava, ou ainda circula, o governador mais honesto de Minas, somente equiparável a Lula da Silva, outro grande líder petista igualmente famoso pelo caráter e moralidade sem jaça.

Então, fica assim. Dinheiro para pagar funcionários, aposentados e pensionistas não existe. O salário da turma é pago à prestação. Já dinheiro para entupir os meios de comunicação de exuberante patrocínio, aí, sim, há grana de montão. Ao Ministério Público, tão zeloso de suas reais e supostas atribuições, não caberia questionar a conduta do governador?

Só por curiosidade: o MP também recebe seus subsídios parceladamente?

domingo, 15 de outubro de 2017

Tribunais superiores e a reforma política

Numa postura digna do Conselheiro Acácio, o STF decidiu que a Constituição Federal de 1988 ainda está em plena vigência, ora, ora vejam que coisa notável. Para chegar a tão insólita conclusão, suas excelências resolveram validar aquilo que expressamente consta no texto constitucional, no tocante às prerrogativas parlamentares. Deputados federais e senadores só podem ser presos se houver a chancela do respectivo corpo legislativo. 

A meia dúzia que votou pela Constituição enfrentou, claro, as forças do obscurantismo capitaneadas pelo ministro Barroso (sempre ele), em permanente debate contra o princípio da representação popular. Barroso, Fachin e Rosinha Weber julgando-se ungidos por não se sabe quem, resolveram aplicar a si próprios a chamada "teoria da representação presumida", não somente no caso em tela mas, também, em outras oportunidades, conforme fartamente divulgado pelos meios de comunicação. 

A conduta aberrante desses magistrados sem o voto que os legitimasse permite levantar forte suspeita. A reforma política que o Brasil precisa não deveria começar pelas mais altas Cortes, por exemplo, o STF e o STJ? 

Muita gente questiona os políticos tradicionais; postula-se sua remoção sumária dos postos que ocupam, do mais humilde vereador dos grotões até o mais alto cargo executivo da República. As ações dos vereadores, deputados e senadores, no entanto, estão em permanente escrutínio. Tais políticos, não se há de esquecê-lo, precisam submeter seus mandatos à vontade dos eleitores em eleições periódicas. 

Aliás, numa avaliação extensiva das trapalhadas dos políticos, uma das mais perniciosas tem sido a aprovação dos nomes indicados para o Supremo Tribunal Federal. Imagine-se a situação em que todos os políticos - todos mesmo, de cabo a rabo - sejam trocados nas duas próximas eleições. 

Com o STF e o STJ que aí estão postos, considere-se, o país não vai melhorar nunca. Os bacanas passam um dia inteiro para decidir um único caso sob sua apreciação. Ficam a ler enfadonhos votos nos quais nem eles próprios prestam atenção. Extenuados, passam à etapa gastronômica de seu mister. Um lanche farto ao final da árdua jornada e suas excelências se retiram para alguma viagenzinha pelo país, ou em alguma excursão no circuito "Elizabeth Arden" da diplomacia: Nova York, Paris, Londres, Roma ou Berlim. 

Os processos podem ficar para a volta. Afinal, estão bem guardados em amplas e sólidas gavetas.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Delenda Bolsonaro




A acreditar-se nas pesquisas de opinião que vêm sendo divulgadas nos últimos meses, um simples ex-oficial do exército brasileiro (atualmente deputado federal pelo Rio de Janeiro, cursando seu sétimo mandato consecutivo), já teria o apoio de trinta milhões de eleitores caso a próxima eleição presidencial, a se realizar em 2018, ocorresse hoje. Não é coisa de se desprezar. A magnitude dos números sugere um movimento de massa crescente.

Viajando pelo Brasil em aviões de carreira (ao contrário de outros que só se deslocam em jatinhos de empresários amigos, ou mesmo nas suas próprias aeronaves), o deputado Jair Bolsonaro transforma os saguões dos aeroportos em palco para o recebimento de apoio, além de olhares admirados e curiosos por parte do público que lá se encontra. 

A grande maioria, ao vê-lo, apenas pede para tirar uma selfie. O capitão Bolsonaro atende a todos com cortesia e paciência. Em vez da esperada fera, o que se nota é a mais cândida das belas. Os presentes engrossam, então, o coro dos que, à falta de palavra de ordem mais elaborada, apelam para o singelo e laudatório grito de Mito, Mito!  

Portador de um discurso fluido, em tudo contrário ao discurso viscoso de outros prováveis pretendentes, Bolsonaro nada de braçada no mar de lodo da política nacional. E o faz sem se deixar contaminar pelos resultados da obra perversa erigida pela gente imunda do lulo-petismo e associados, operantes há mais de três décadas em diferentes instâncias da sociedade e do Estado, conforme qualquer um pode constatar pelos fatos históricos que resultaram nos icônicos mensalão e petrolão.

Ao longo de sua vida política Bolsonaro continuou praticamente o mesmo. Proclama e proclamava referenciais caros e necessários a uma vida digna e, no entanto, tão negligenciados pelas elites pensantes nacionais. Aponta, sem pestanejar, para o papel crucial da segurança pública, dos valores da família, do papel reitor da escola e da honestidade como substrato imperativo das ações humanas. 

Efetivamente, Bolsonaro é o mesmo desde o princípio, pois traz consigo, incrustada, a herança cívica da vida militar. Quem mudou, de fato, foi a  sociedade brasileira, ao convergir para a mesma direção pregada pelo capitão deputado. As pautas se interpenetram como macho e fêmea, como goiabada com queijo, como Romeu e Julieta.

A sociedade brasileira parece pronta, agora, para ser dirigida pelo antigo oficial paraquedista. Daí decorre o desespero de outros líderes políticos (Lula, Marina, Alckmin, Ciro, Dória etc.), que não encontram um gancho por onde neutralizar Bolsonaro e seu incansável exército brancaleone. A única esperança dessa gente é liquidar o audacioso pretendente. 

Sim, delenda Bolsonaro. Sim, Bolsonaro deve ser destruído. Há mais de vinte séculos os romanos deram a senha, ao se referir a Cartago. Melhor faria o candidato se cuidasse de sua segurança. Para o seu próprio bem e o nosso.






terça-feira, 22 de agosto de 2017

Olá amigos, voltei

Após tenebroso inverno, estou de volta.

Grande abraço aos amigos e leitores eventuais.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Pimentel volta aos negócios


O governador Pimentel volta aos negócios em grande estilo. Acaba de inventar um mecanismo financeiro para permitir a utilização de imóveis de propriedade pública (algo do tipo vende e depois aluga), visando gerar caixa para seu governo medíocre. O cheiro de negociata é mais que evidente. Dará com os burros n'água pois, afinal, quem botará dinheiro de seu em alguma coisa gerida por Pimentel? Os fundos de pensão das estatais? Entidades financeiras internacionais? Empreiteiras amigas? 

A proposta do governo mineiro carece de um fundamento essencial para ter a chance de ser bem sucedido: a confiança. Um governador na bica de ser julgado e condenado por crimes infamantes - apurados pelas Operações Acrônimo e Lava Jato - conseguirá atrair algum incauto para financiar suas estripulias? Depois de tudo que se sabe a seu respeito? Cesteiro que faz um cesto, faz um cento. Esta é a melhor descrição do personagem que - até quando? - continuará a infelicitar o povo de Minas Gerais. Onde tem dinheiro e tem Pimentel não caberia outro julgamento: vai dar merda. 

O desespero do melhor amigo de dona Dilma tem uma sólida razão política oculta. Os resultados das últimas eleições municipais criaram um novo polo de poder em torno da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Prefeituras poderosas como as da capital mineira, de Contagem e de Betim, entre outras, relegaram Pimentel e sua turma de cafajestes a um papel político secundário. É em torno daqueles prefeitos que a sucessão de 2018 irá gravitar. O nome a ser destacado é o do sólido empresário  Vittorio Medioli, estrategista e realizador com capacidade de conduzir Minas Gerais ao patamar que o estado já teve em outras épocas.


terça-feira, 28 de março de 2017

O filho, da puta, do Brasil


O patético filme (O filho do Brasil), sobre a vida e obra de Lula da Silva - financiado , aliás, pelos empreiteiros que hoje mourejam para escapar dos tentáculos da Operação Lava Jato - receberá uma continuação em breve, agora mostrando a alma negra daquele personagem (o filho da puta do Brasil). Mas eis que o herói está questionando judicialmente a utilização de cenas realistas nas quais esteve envolvido (como sua condução coercitiva para depor na Polícia Federal, em março do ano passado), alegando que isso poderia afetar sua imagem pública, como se tal fosse possível. Reivindica, então, do juiz Moro a proibição de utilização daquelas imagens geradas pela polícia. 

Difícil encontrar palavras para comentar caso tão espantoso. Conduta tão asquerosa de censura prévia a uma obra cinematográfica deveria receber algum tipo de protesto da intelectualidade universitária e outros parasitas que gravitam em torno do pervertido de Garanhuns. Mas é inútil esperar que essa gente escrota vá assim se manifestar. Continuam, no mínimo, a sofrer os efeitos da dissonância cognitiva: a realidade se modifica mas a compreensão dela permanece inalterada. Caso psiquiátrico, a se ver.

Em espírito, figuras como Chico Buarque, frei Bofe e outros mais só estão a repetir o comportamento dos intelectuais franceses adeptos do comunismo, quando veio à luz o genocídio praticado na URSS por Stálin e seus mirmídones: ignoraram solenemente os fatos apontados por Kruchev em 1956, e mantiveram seu engajamento com a causa de um dos regimes políticos mais bárbaros que já existiu, capaz de fazer sombra aos piores crimes do nazi-fascismo. Ah, diziam, não se podia agir de maneira a favorecer o imperialismo capitalista, reiteravam os pensadores progressistas de então. Hoje o discurso é contra o neo-liberalismo.

E olhem que os lambe-cu esquerdistas, na Europa, eram gente do calibre de um Sartre e, não, de figurinhas tropicais menores, como Chauí, a bruxa plagiadora de Claude Lefort, a mesma que diz que o mundo se ilumina quandro as tripas de Lula expelem em gás  o resultado de sua atividade intelectual. Sim, Lula peida e Chauí corre para ficar de joelhos a aspirar o sublime fermentado em tão sagrado invólucro.