segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Teori, Eduardo Campos e Ulisses Guimarães


A morte do ministro Teori Zavascki acende, mais uma vez, o velho debate brasileiro sobre a ética na política. Veja-se o caso de Lula. Não foram poucas as críticas sofridas por ele a propósito das suas relações promíscuas com a plutocracia dominante. Sua conduta no mensalão e no petrolão chegou a ser objeto de escárnio para humoristas e artistas, conforme se pode ver na composição "Não é nada meu", do sambista Boca Nervosa.

Não é nada meu

Sim, talvez tenha razão o antigo metalúrgico (e é triste defender Lula em alguma coisa que lhe diz respeito), ao afirmar que não tinha apartamento no Guarujá, nem sítio em Atibaia e, muito menos, avião para passear pra lá e pra cá: é tudo de um "amigo meu". Os que o criticam, mais que de forma injusta e discriminatória, estariam somente exercitando nossa proverbial hipocrisia, vendo um cisco no olho alheio, esquecendo-se da trave nos próprios olhos. Outros, igualmente, se refestelam no uso gratuito de patrimônio de terceiros, sem que recebam maiores censuras por seus atos imprudentes. Paira, aliás, um silêncio quase obsequioso sobre o ocorrido com Teori Zavascki.

Ulisses viajava num helicóptero de um "amigo meu" quando aconteceu o acidente que o matou. O mesmo destino teve Eduardo Campos, também num jatinho de um "amigo meu". Agora, Teori se junta a eles, em suas tragédias comuns: também viajava numa aeronave de "um amigo meu" quando esta se espatifou no mar de Paraty, no Rio de Janeiro, para onde se dirigia em busca de edulcorado final de semana, juntamente com empresário amigo, secundados por duas damas anônimas, estas, de fato, vítimas inocentes que pouco ou nada devem ter contribuído para a configuração do acontecido.

Os meios de comunicação ainda repercutirão bastante o acidente. Afinal Teori era dos homens mais importantes da República, não só pelo alto cargo ocupado como, também, pela sua responsabilidade na condução do mais momentoso processo da história judiciária brasileira. Seu falecimento faz girar o caleidoscópio do destino de milhões de pessoas direta ou indiretamente afetadas pelo turbilhão. Uma coisa, porém, há-de estar clara na consciência de todos. Teori cometeu o mais fatal de seus erros. 

sábado, 21 de janeiro de 2017

Momento príncipe Charles


Algumas pérolas da música brega e de corno:

Musica de corno  - 1

Música de corno  -  2

Música de corno  -  3

Música de corno  -  4



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Fio de cabelo (Darci Rossi)


Morreu ontem em São Paulo o grande compositor sertanejo Darci Rossi. Dentre suas inumeráveis canções está "Fio de Cabelo", obra prima das chamadas "músicas de corno". Chitãozinho e Xororó imortalizaram-na.

Fio de cabelo

A propósito do acaso e a morte de Teori Zavaski


"Súbito então o sólio vê do Caos:
Sobre ele um pavilhão escuro, imenso
Na destrutiva profundez tremula.
A seu lado se assenta entronizada,
Trajando negro manto a antiga Noite,
De seu reinado companheira:
Demogórgon junto aos degraus, terrível,
Ades, e Pluto, o trono lhe circuncidam;
Seguem-se-lhes o Acaso, o Estrondo, as Iras,
A atroz Discórdia que confunde tudo,
A confusão que tudo desordena".

(in Paraíso Perdido, John Milton)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Escola com partido


Corre nas redes sociais debate sobre a partidarização das escolas, em especial as da rede pública. Dentro das universidades, no entanto, o assunto chega a causar perplexidade, dada a obviedade da questão. A partidarização no ambiente acadêmico é algo visto como natural, desde que os partidos envolvidos sejam PT, PC do B e seus puxadinhos (PSOL, PSTU, PCB e outros menos votados). 

Fiéis à vetusta tradição jesuítica - os fins justificam os meios - gente como o atual reitor da UFRJ se permite fazer tudo, tudo mesmo, que for necessário para impor concepções, detonar professores independentes e, sobretudo, perseguir sem qualquer escrúpulo aqueles que não rezam por sua cartilha, caluniando e difamando seus antagonistas. Há casos de sobra para contar. O que não há, infelizmente, são exemplos de atuação do Ministério Público, tal como se sabe  agora no Rio de Janeiro, chamando na chincha a companheirada depravada (ávida por um pixuleco), apesar de instado por denúncias concretas feitas de maneira não anônima. 

Em momentos eleitorais, especialmente quando se vota para presidente, a audácia de professores comuns, e de dirigentes, alcança grau de paroxismo. Já chegaram ao cúmulo de tanger os alunos, como se fossem gansos de ceva, para receberem no auditório de notória escola superior seu tóxico mingau ideológico. Jornais respeitáveis - como o Estadão -  noticiaram à época o uso de boletim oficial de comunicação da UFMG, para proselitismo partidário e eleitoral em favor da primeira eleição de dona Dilma. 

O padrão ético da turma pode ser aferido, ainda, pelas fuzarcas patrocinadas, com farta distribuição de bebidas alcoólicas (onde o Red Bell ocupava lugar de destaque), para professores e também para estudantes e funcionários, em exuberante boca livre ou 0800. Nunca se soube, aliás, a fonte que custeava as festanças. Tais libações extravagantes também mereceram questionamento jornalístico, vale afirmar, porém, nunca respondido por quem de direito. Simplesmente deram de ombros. Os bacantes jamais entenderam o conceito de responsabilidade, princípio fundante na preservação de uma ordem política constitucional. 

Constituição? Ora, que se dane, dizem os lassalianos com arrogância.      

O partido do reitor da UFRJ (O Antagonista)



O reitor da UFRJ está sendo processado por improbidade administrativa por ter organizado um ato contra o impeachment de Dilma Rousseff.

O Ministério Público Federal, em nota reproduzida pelo Estadão, explicou que o reitor, cujo nome é Roberto Leher, usou "a máquina estatal para satisfazer seus interesses pessoais, valendo-se do patrimônio público da UFRJ para promover sua visão político-partidária particular, contrária ao processo de impeachment".

E mais:

"Nunca houve lei autorizando a partidarização e politização da UFRJ, nem a utilização de seu patrimônio para a defesa de interesses particulares. Portanto, houve a clara transgressão ao princípio da legalidade administrativa, já que que o administrador não se submeteu à lei, extrapolando os limites de sua competência legal. (...) A ação conclui que o reitor da UFRJ violou o princípio constitucional da neutralidade, política e ideológica no uso do patrimônio público; os princípios constitucionais da legalidade, moralidade e impessoalidade e o princípio da finalidade pública".


Roberto Leher ainda não foi afastado do cargo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Pimentel, o amarelão

Pimentel não é um homem comum. Ao contrário, é um homem de muitas façanhas, de forte colorido numa só cor, que não é a vermelha, conforme se poderia supor.

1) Na área da Administração e da Ética: amarelou!

2) Na área da Saúde Pública: amarelou!

3) Na área da Educação Pública: amarelou!

4) Na área de Segurança Pública: amarelou!

Em suma, Pimentel revelou-se verdadeiro amarelão.