Os meios de comunicação revelaram
ontem que conhecida figura política de nosso país, em diálogo telefônico com
terceira pessoa, ofendeu gravemente a dignidade institucional do Poder
Judiciário, imputando a este tribunal a grosseira e injusta qualificação de ser
'uma Suprema Corte totalmente acovardada'. Esse insulto ao Poder Judiciário,
além de absolutamente inaceitável e passível da mais veemente repulsa por parte
desta corte suprema, traduz no presente contexto da profunda crise moral que
envolve os altos escalões da República, uma reação torpe e indigna, típica de
mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder, até mesmo em razão
do primarismo de seu gesto leviano e irresponsável, o temor pela prevalência do
império da lei e o receio pela atuação firme, justa, impessoal e isenta de
juízes livres e independentes, que tanto honram a magistratura brasileira e que
não hesitarão, observados os grandes princípios consagrados pelo regime
democrático e respeitada a garantia constitucional do devido processo legal, em
fazer recair sobre aqueles considerados culpados em regular processo judicial todo
o peso e toda a autoridade das leis criminais de nosso país. A República, além
de não admitir privilégios, repudia a outorga de favores especiais e rejeita a
concessão de tratamentos diferenciados aos detentores do poder ou a quem quer
que seja. Por isso, cumpre não desconhecer que o dogma da isonomia, que
constitui uma das mais expressivas virtudes republicanas, a todos iguala,
governantes e governados sem qualquer distinção, indicando que ninguém,
absolutamente ninguém, está acima da autoridade das leis e da Constituição de
nosso país, a significar que condutas criminosas perpetradas à sombra do poder
jamais serão toleradas e os agentes que as houverem praticado, posicionados ou
não nas culminâncias da hierarquia governamental, serão punidos por seu juiz
natural na exata medida e na justa extensão de sua responsabilidade criminal.
Lista dos 424 que querem Lula candidato!
Há 8 anos
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