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Pietá |
Amputação de mãos, crucificação, decapitação, enforcamento, chibatadas e outras fazem parte do acervo de punições dos retrógrados regimes teocráticos do Oriente Médio (Irã, Arábia Saudita, Síria etc.).
Israel, a única democracia constitucional daquela região, no entanto, é alvo de feroz oposição nos jornais, nas escolas e nos parlamentos. As práticas terroristas contra o povo judeu são apoiadas, quando não aplaudidas entusiasticamente, inclusive pelo mundo oficial.
Aqui no Brasil os ditos militantes dos direitos humanos sabem de tudo isso e não dão um pio em contrário. Nada falam nem quando a barbárie se volta contra meninas inocentes (a famigerada mutilação genital feminina ou, mesmo, quando ainda crianças são obrigadas a se casar com varões decrépitos). Nossos profissionais dos Direitos Humanos só parecem se interessar em defender bandidos de colarinho branco ou, então, os "inocentes" que a justiça consegue, quase sempre tardiamente, mandar para as prisões.
Este caso - do jovem preso aos 17 anos por protestar contra a fossilizada monarquia saudita é um exemplo acachapante das deformações ideológicas que impedem uma avaliação justa, honesta e responsável dos horrores pelos quais passam aqueles que pretendem exercer o direito à liberdade de opinião.
Os direitos humanos são para todos, diferente do que acham os relativistas. Não pertencem a esse ou àquele povo, nem a essa ou àquela classe social. São uma conquista universal. Só Obama, e os americanos, ainda podem fazer alguma coisa.
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Saudita condenado à decapitação |
"A mãe de um jovem condenado à decapitação por ter participado de
protestos contra a monarquia saudita pediu ao presidente americano Barack Obama
que salve seu filho, em uma entrevista veiculada nesta quinta-feira. A sentença
contra Ali al-Nimr, que tinha apenas 17 anos quando foi detido em fevereiro de
2012, atraiu atenção no mundo inteiro por sua idade e pela suspeita de que foi
torturado para confessar supostos crimes.
"Quando
visitei meu filho pela primeira vez, não o reconheci", explicou sua mãe,
Nusra al Ahmed, ao jornal britânico The
Guardian. "Vi claramente uma ferida em sua testa. Outra ao
redor de seu nariz. Eles o desfiguraram, seu corpo estava muito magro",
contou. "Ele urinou sangue por dias e disse que sentia muitas dores".
O pai de Ali, Mohammed al-Nimr, admite que seu filho participou das
manifestações, mas afirmou que é inocente das acusações de roubo, violência
contra a polícia e uso de coquetéis molotov.
A mãe
disse que a sentença - que decreta que seu filho seja crucificado após ser
decapitado - é "extremamente retrógrada". "Nenhum ser humano
normal e lúcido faria isso com um menino de 17 anos. E por quê? Ele não
derramou sangue, não roubou nada". Por fim, pediu a ajuda de Obama.
"Ele é um dos homens mais influentes do mundo e pode interceder para
resgatar meu filho", apelou.
O
menino é sobrinho de Nimr al Nimr, um religioso xiita - o regime saudita é
sunita - condenado à morte acusado de ser um dos mentores das manifestações que
abalaram o país há quatro anos, no período conhecido como Primavera Árabe,
quando países do Oriente Médio e Norte da África tiveram protestos pedindo por
democracia e mais liberdades civis". (Redação de VEJA).
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