Paul Virilio propôs a criação de um museu dos acidentes. Estes não teriam natureza contingente, mas necessária. A cada invenção humana cria-se, concomitantemente, a possibilidade (que variará ao longo do tempo), de um acidente peculiar. Barcos criaram a chance do naufrágio; trens de ferro, o acidente ferroviário; aviões, os acidentes aeronáuticos .
O mesmo raciocínio poderia ser aplicado às fraudes, trapaças, subornos, peita e outras formas notórias. Isso daria lastro para a criação de um Museu da Corrupção. Material para isso não faltaria. O foco do projeto ficaria restrito às façanhas nacionais. Cada país criasse o seu próprio museu. No futuro - quem sabe? - com a aproximação crescente entre países e povos, caberia pensar num modelo museológico transnacional devotado à corrupção. O Brasil, é importante destacar, tem legitimidade para liderar essa obra pioneira.
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Há 8 anos
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