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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Cegos conduzindo cegos


Talvez tão só pelo espírito burlesco ou, então, para novamente exercitar velhos pendores terroristas, passou a circular (não só em Minas Gerais), uma aterradora notícia. Dona Dilma Roussef pretende ser candidata ao senado da república nas próximas eleições de 7 de outubro. Enfeitaria, é o que o lulo-petismo imagina, com garbo e proficiência, a chapa de Fernando Pimentel (velho companheiro de armas e de atentados contra a ordem social então vigente nos idos dos anos 60 e 70 do século passado), pretendente à reeleição para tristemente continuar a governar, ou desgovernar (há dúvidas a respeito), o grande estado das Alterosas. 

O conchavo, se de fato se concretizar, pode colocar na liderança política dos mineiros dois personagens decididamente marcados pela incompetência e pelas fraudes. Uma consulta à "capivara" de ambos envergonharia e coraria um frade de pedra. Tem tudo para não dar certo a loucura. Um retorno aos Evangelhos permite vislumbrar o possível destino dos mineiros. 

Em Mateus (15:14), por exemplo, consta a profética visão do Senhor:

     Deixai-os; são como cegos, guias de
     cegos. Ora, se um cego guiar outro
     cego, cairão ambos no barranco.  

Pieter Bruegel, pintor holandês do século XVI, retratou tal parábola em obra notável que vale a pena examinar. Lá estão registrados os componentes de uma troupe de cegos se movendo em direção à queda. À frente, Dilma e Pimentel, ou suas involuntárias caricaturas, numa imitação grotesca da arte pela vida. 



Os cegos de Bruegel têm uma vantagem em relação aos dois deploráveis petistas: não parecem ser surdos como estes, incapazes de ouvir a voz do povo, que já os julgou e condenou nas manifestações de rua no decorrer dos últimos anos. Se as façanhas de Dilma Roussef são sobejamente conhecidas, vale destacar a mais proeminente presepada de Pimentel: pagar ao funcionalismo público salário à prestação, ao estilo das Casas Bahia: um pouquinho hoje, uma beirada amanhã, outro restinho mais à frente e o sagrado salário vai sendo quitado em fatias.

Pimentel e Dilma, ao contrário do que imaginam, vão acabar abraçadinhos, no fundo do buraco. Mineiros não são surdos, nem cegos.  




 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O horror, o horror, o horror

A desfaçatez de Lula da Silva é algo de impressionante. Condenado por diferentes crimes e réu em mais meia dúzia de processos, em diferentes varas criminais, saltita pelo país a fora em sua permanente campanha eleitoral, sem qualquer questionamento por parte das autoridades. 

Ainda agora, à frente de seus mirmídones, percorre algumas regiões de Minas Gerais, vomitando sobre os ouvidos dos mineiros suas torpezas já sobejamente conhecidas. E ainda nos ameaça com a candidatura de Dilma Roussef nas eleições para o senado em 2018. Só de pensar em tal possibilidade vem à mente a expressão famosa do filme Apocalipse now: "o horror, o horror, o horror..."

Terá alguma graça, no entanto, acompanhar a movimentação da chapa petista, com Dilma pedindo votos para si e para Pimentel, este como candidato à reeleição ao governo de Minas. A recíproca também será impagável, com Pimentel no palanque da madame cassada por estripulias várias em 2016, endeusando sua correligionária estocadora de vento. Se, à dupla famigerada se juntar o nome de Lula para a presidência, os mineiros poderão alcançar a tríplice coroa: ficar livres, simultaneamente, de três das mais tenebrosas personagens já surgidas no quadro político nacional.   

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Propaganda de Pimentel


O governo de Minas, nas mãos de Pimentel, conseguiu realizar uma façanha incomparável: tornar política de Estado o atraso reiterado do pagamento devido aos servidores. Fornecedores, então, nem se fala; é caso tão pacífico que nem os parlamentares ditos de oposição, na Assembleia Legislativa estadual, se dão mais ao trabalho de apontar o estilo do governador, bem como as consequências de tais condutas para a moralidade pública. Digno de nota, também, é o silêncio sepulcral das entidades sindicais, outrora comandadas por professoras vociferantes e por iguais representantes de outras categorias do funcionalismo. 

Apesar da penúria do erário, quem quer que seja que ligue seu aparelho de rádio ou de TV, ou abra algum jornal, ou revista de cor amarela, constatará a máquina de propaganda de Pimentel operando a pleno vapor. O mais espantoso é o apelo permanente à serenidade, à eficiência, ao trabalho duro e outras categorias publicitárias vindas de um governante enroscado com graves acusações penais e políticas. E estas não provêm dos eventuais adversários ou inimigos políticos do governador mineiro. São questionamentos provindos de sócios e parceiros seus; gente, portanto, que vivia tranquila dentro da caverna de Ali Babá. Sabem, pois, por quais trilhos circulava, ou ainda circula, o governador mais honesto de Minas, somente equiparável a Lula da Silva, outro grande líder petista igualmente famoso pelo caráter e moralidade sem jaça.

Então, fica assim. Dinheiro para pagar funcionários, aposentados e pensionistas não existe. O salário da turma é pago à prestação. Já dinheiro para entupir os meios de comunicação de exuberante patrocínio, aí, sim, há grana de montão. Ao Ministério Público, tão zeloso de suas reais e supostas atribuições, não caberia questionar a conduta do governador?

Só por curiosidade: o MP também recebe seus subsídios parceladamente?

sexta-feira, 31 de março de 2017

Pimentel volta aos negócios


O governador Pimentel volta aos negócios em grande estilo. Acaba de inventar um mecanismo financeiro para permitir a utilização de imóveis de propriedade pública (algo do tipo vende e depois aluga), visando gerar caixa para seu governo medíocre. O cheiro de negociata é mais que evidente. Dará com os burros n'água pois, afinal, quem botará dinheiro de seu em alguma coisa gerida por Pimentel? Os fundos de pensão das estatais? Entidades financeiras internacionais? Empreiteiras amigas? 

A proposta do governo mineiro carece de um fundamento essencial para ter a chance de ser bem sucedido: a confiança. Um governador na bica de ser julgado e condenado por crimes infamantes - apurados pelas Operações Acrônimo e Lava Jato - conseguirá atrair algum incauto para financiar suas estripulias? Depois de tudo que se sabe a seu respeito? Cesteiro que faz um cesto, faz um cento. Esta é a melhor descrição do personagem que - até quando? - continuará a infelicitar o povo de Minas Gerais. Onde tem dinheiro e tem Pimentel não caberia outro julgamento: vai dar merda. 

O desespero do melhor amigo de dona Dilma tem uma sólida razão política oculta. Os resultados das últimas eleições municipais criaram um novo polo de poder em torno da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Prefeituras poderosas como as da capital mineira, de Contagem e de Betim, entre outras, relegaram Pimentel e sua turma de cafajestes a um papel político secundário. É em torno daqueles prefeitos que a sucessão de 2018 irá gravitar. O nome a ser destacado é o do sólido empresário  Vittorio Medioli, estrategista e realizador com capacidade de conduzir Minas Gerais ao patamar que o estado já teve em outras épocas.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Sede do PMDB invadida por professsores


No último 21 de março, pelegos de uma dita CONLUTAS, buliçosa Central Sindical pertencente ao PSTU, PSOL, Rede e outros micropartidos, invadiram a sede mineira do PMDB, em Belo Horizonte. A palavra de ordem, claro, era o "fora Temer", seguido de outra curiosa apologia: a "fica Dilma". Quem quiser ouvir, pode procurar nos blogs e outras redes sociais. O rosnado da pequena e atrevida multidão não pediu, o que pareceria mais lógico - o "volta Dilma" - mas, sim, o "fica Dilma"... fica onde você está pelo que se pode deduzir. 

Evidentemente, os professores estavam matando aula, trazendo graves prejuízos aos alunos e às suas famílias. Se o emprego que aqueles têm não lhes satisfaz, qualquer que seja o motivo, a solução é simples. Basta pedir demissão e procurar outros afazeres. Essa gente votou maciçamente em Pimentel para o governo de Minas Gerais, governo este que, em troca, está pagando o salário mensal dos funcionários públicos à prestação, tal qual vem fazendo o governo do Rio de Janeiro. Por qual insidiosa razão essa gente não vai protestar em frente à CEMIG (onde o governador despacha usualmente, escondido de eventuais pressões, ou de uma batida policial derivada de suas roubalheiras, tal como sinaliza a Operação Acrônimo da PF), ou então nos largos jardins da Cidade Administrativa, lá nos confins do Judas, na região norte da capital mineira?  

O triste papel que os docentes mineiros vêm desempenhando - o de massa de manobra de pelegos sem escrúpulos e, pior, o de traidores da causa da Educação - só confirma, infelizmente, o acerto de velho aforismo perfeitamente aplicável àqueles oportunistas: aquele a quem os deuses odeiam, fazem-no professor. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

Febre Amarela: alerta da OPAS (Obrigado, Pimentel)


A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu na tarde desta quinta-feira, 16, um comunicado sobre febre amarela em que alerta para a possibilidade de o Brasil voltar a ter transmissão da forma urbana da doença. No texto, a organização atribuiu o risco à confirmação de casos em humanos e macacos em áreas próximas a grandes aglomerados urbanos. A Opas observa, no entanto, não haver até o momento evidências de que o Aedes aegypti, mosquito associado à forma urbana da doença, tenha provocado casos da infecção.
Mortes de macacos foram registradas em áreas próximas do Rio. Em Minas, epicentro da epidemia até o momento, um paciente de Esmeraldas, cidade situada na região metropolitana de Belo Horizonte, teve a infecção confirmada. Foi registrada ainda a morte de macacos na região próxima da capital mineira. 
No comunicado desta quinta, a Opas foi mais enfática em relação ao risco de o Brasil voltar a ter a forma urbana da doença - o último caso foi registrado em 1942. Na nota de janeiro sobre o tema, a organização afirmava: "risco de transmissão urbana da febre amarela não pode ser descartado." 
Em 17 de fevereiro, o comunicado dizia que, "mesmo que exista a possibilidade de uma mudança no ciclo de transmissão de febre amarela em curso, até o momento não há evidências de que o mosquito Aedes aegypti esteja envolvido na transmissão."
O Ministério da Saúde, em comunicado, assegurou não haver no momento evidências de febre amarela urbana no País. De acordo com a pasta, equipes de vigilância têm feito coleta de mosquitos nas áreas afetadas para verificar a presença do vírus. O texto assegura que não foram encontrados até agora insetos infectados nas áreas urbanas. 
No alerta desta quinta, a Opas informa que suas equipes estão em diversas áreas afetadas para apoiar o País na resposta ao surto. O comunicado dá destaque ainda para expansão da doença no continente. Além do Brasil, outros cinco países notificaram casos de febre amarela neste ano: Colômbia, Bolívia, Equador, Peru e Suriname - dois países a mais do que no boletim anterior, divulgado no início de março. 
No Equador, a confirmação do caso é a primeira depois de 2012. No Suriname, nenhuma infecção era registrada desde 1972. O Peru registrou três casos e a Bolívia, um.
A Opas ressalta que Estados precisam continuar seus esforços para detectar, confirmar e tratar adequadamente e de forma oportuna os casos da doença, "dada a atual situação de febre amarela no Brasil e o surgimento de casos em áreas que passaram vários anos sem registros." De acordo com o comunicado, "para isso, é importante que profissionais de saúde estejam atualizados e capacitados para detectar e tratar os casos, especialmente em áreas de circulação do vírus."

O governador petista Fernando Pimentel, e seus mirmídones, a cada momento, mergulhando na lama fétida da História. Mas convenhamos: os mineiros votaram nele porque quiseram. Pimentel venceu no primeiro turno as eleições de 2014. Ninguém pode alegar que foi enganado.   

quarta-feira, 8 de março de 2017

Pimentel e as isenções


Quando era ministro de dona Dilma, o atual governador de Minas participou ativamente da concessão de subsídios ao setor industrial chamado de "fordista protegido". Quanto tais desonerações custaram ao estado de Minas e aos municípios mineiros? Agora, Pimentel quer socorro do governo central sem abrir mão do fluxo de caixa propiciado pela COPASA e pela CEMIG, substitutas dos antigos bancos do estado em termos de atuação financeira. Isso para não falar na grossa corrupção envolvida nos negócios. 

Não por acaso, até o sócio e amigo íntimo - um tal de Bené - ao perceber o tamanho da punição a que estaria condenado, tratou logo de apontar as culpas e a responsabilidade de Pimentel em diversas trapaças, conforme consta da Operação Acrônimo. Newton Cardoso, notória e tristemente famoso em todo o Brasil, se comparado ao atual governador, não passa de reles mão de seda. Herdeiros de longa e respeitável tradição política, os mineiros desonraram a memória de Minas Gerais, quando se permitiram eleger governador figura tão desqualificada, que já se assanha pensando na reeleição, em 2018. 

Taí uma excelente oportunidade para Aécio Neves se redimir de tantas presepadas que cometeu, com destaque para suas traições a João Leite, Serra, Alckmin e Pimenta da Veiga, candidatos do seu próprio partido em diferentes eleições majoritárias nos últimos 16 anos, que foram cristianizados por ele, em benefício de Pimentel e do PT. Em vez de postular a presidência da República, que se candidate novamente ao governo de Minas em 2018.  

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A hora de Pimentel está chegando


O próximo dia 02 de março pode ser um dia glorioso para os mineiros. O STF vai julgar ação constitucional cujo resultado garantirá a permanência de Pimentel no governo de Minas ou, então, significará o primeiro pontapé na sua trajetória em direção à penitenciária Nelson Hungria. Com isso acrescentará mais uma dupla à fabulosa lista de casais enrascados com a lei penal, traço marcante do lulo-petismo.

A "velha" política, nesse aspecto, tinha um lado ético e respeitoso para com as consortes. O antigo mandrião furtava e se corrompia mas preservava a família e, principalmente, as esposas. Agora, não. A dupla que rouba unida permanece unida, pelo menos é o que parece. Até agora. Os exemplos estão publicados na imprensa quase que dia após dia. Lula, João Santana, Paulo Bernardo, Cabral e, agora, Pimentel, a lista é devastadora.

Aqueles que durante mais de vinte anos resistiram ao regime autoritário implantado em 1964, nunca imaginariam que o resultado de tantos esforços resultaria, simplesmente, em entregar o controle do dinheiro público aos mais ladravazes patifes que se tem notícia nos cinco séculos de história brasileira. 

O país não se transformou em um imenso Portugal, como queria o poeta; transformou-se em uma imensa maranha, um maranhão. Triste sina daquela gente A capitania dos sarneys é tão primitiva, tão atrasada que, pensando estar dando um voto de rebeldia contra o imortal capo maranhense elegeu um governador do PC do B. Francamente, passar da sujeição à mais antiga oligarquia nordestina  para um arremedo de gulag não é lá coisa que possa ser vista como um passo civilizatório.  

O estado de espírito da maioria dos cidadãos cria ambiente para as sugestões mais duras a serem aplicadas, em se tratando de agentes públicos corruptos. Pena de morte, trabalhos forçados, prisão perpétua e outras circulam entre as mais desejadas. Talvez se deva pensar na solução aurida da sharia, a lei muçulmana: cortar a mão direita ao primeiro crime, e a mão esquerda no caso de reincidência. A mão esquerda é a mão das abluções; a mão direita é aquela com a qual se come. Ser obrigado a se alimentar com a mão impura - não por acaso chamada de sinistra - é uma punição suplementar ao delinquente decepado. 

O Irã bem que poderia emprestar alguns aiatolás ao Brasil. Sua simples presença certamente ajudaria a morigerar os costumes da vasta turma de seguidores de Ali Babá. Sedentas de igualdade, as mulheres feiosas se converteriam fácil, fácil ao ideário Xiita pela neutralização das odiosas distorções do mercado amoroso onde as feias são perdedoras. Com a burka ficariam todas em posição de equilíbrio. Ainda haveria, sempre, uma emoção adicional no ato de descobrir o que estava posto ao pretendente, submerso ali debaixo dos panos: uma Bundchen ou uma Ideli? Jacó sofreu desse problema. Sua salvação foi a possibilidade de abocanhar Rachel, em vez de ficar condenado ao matrimônio perpétuo com a remelosa Lia. Ah, Bila e Zelfa (escravas das duas irmãs), também entraram no pacote de Jacó, nosso mítico ancestral, maroto e prolífico.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Pimentel, o amarelão

Pimentel não é um homem comum. Ao contrário, é um homem de muitas façanhas, de forte colorido numa só cor, que não é a vermelha, conforme se poderia supor.

1) Na área da Administração e da Ética: amarelou!

2) Na área da Saúde Pública: amarelou!

3) Na área da Educação Pública: amarelou!

4) Na área de Segurança Pública: amarelou!

Em suma, Pimentel revelou-se verdadeiro amarelão.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Boas notícias

Notícia da grande imprensa informa que o STF, ao que parece, vai mesmo dispensar o aval da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para que seja feito, no STJ, o julgamento e condenação do ainda governador Pimentel. O petista, fiel à sua estirpe, não está sendo acusado de crime político. Muito antes pelo contrário. As acusações são de crimes comuns infamantes: corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro etc. Ele ainda teve a coragem de envolver a própria esposa em suas jogadas. É coisa que nem tipos suspeitos, como o ex-governador Newtão Cardoso, ousaram fazer. A propósito, atenção a Paulo Maluf que, pelo visto, se tornou modelo a ser seguido na administração pública.  

Outras trapaças ainda virão à tona. Vale relembrar casos como as relações com a Andrade Gutierrez (cognominada de "Ambiente Gostoso", nos círculos políticos de BH), bem como os recebíveis pagos ao notório BMG, sem falar do estranhamente paralisado processo do mensalão mineiro do qual Valfrido se safou, graças a uma liberalidade processual (tem idade superior a 70 anos). Pimentel não conseguirá empurrar o enrosco em que se encontra com a barriga para também se beneficiar. 

O lulopetismo é, realmente, um espanto!    


domingo, 15 de janeiro de 2017

Febre amarela: surto?

O ainda governador Pimentel se esforça para restringir a incipiente epidemia de febre amarela a apenas algumas regiões do estado, como se fossem casos isolados, focos fortuitos de características silvestres. Quer por que quer afastar as suspeitas, sugeridas pelos dados que estão publicados, que vêem a devastação já atingindo a região metropolitana de Belo Horizonte. 

Tenta, assim, vender a ideia de que só moradores das zonas rurais estariam ameaçados pelos vetores da moléstia. Ignorância ou má fé dos sanitaristas oficiais, que parecem desconhecer que, mesmo pessoas devotadas a atividades agrícolas, moram, hoje, em centros urbanos. Trabalham no campo mas residem nas cidades. As universalizadas motocicletas se encarregam de propiciar tal trânsito e contato. 

A companheirada sanitarista, muito parecida com os engenheiros da Petrobrás, só bota a boca no trombone frente aos desmandos e incompetência, se for para fazer oposição a quem estiver num governo não petista. No mais, caladinhos, mudos como um estátua de pedra. 

Ah, isso deve ser culpa do golpista Temer e seus acólitos neoliberais. Seria interessante saber quantos cubanos, celebrados adeptos da medicina social, atuam nas regiões afetadas, e como se houveram na notificação da doença. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Pimentel e a febre amarela


A grande imprensa nacional noticia reforço recebido pela administração petista em Minas Gerais. Foi nomeado para a FUNED, fundação estadual devotada à pesquisa e produção de medicamentos, de mais um suspeito de mutretas com recursos públicos, um ex-prefeito de obscuro município, igual a tantas centenas de outros espalhados no vasto grotão das gerais. É verdadeiramente incrível a mútua atração de certos personagens e instituições, como se fossem macho e fêmea, goiabada com queijo, Romeu e Julieta... 

Cabe aqui, no entanto, o benefício da dúvida. Talvez um dono de farmácia, como é o caso, possa ajudar na efetiva neutralização de moléstias medievais que vêm prosperando impávidas no território mineiro - como a febre amarela - esta supostamente erradicada do Brasil, desde os tempos do grande sanitarista Osvaldo Cruz, ainda no início do século XX. Uma coisa, entretanto, é certa. Ficará como parte da herança maldita de Pimentel e petistas, a triste nódoa a ser deixada pela febre amarela, que já ceifou algumas vidas nos vales da miséria - Mucuri e Jequitinhonha, secundados pelo vale do rio Doce - e se prepara para atingir outras. 

O governador Pimentel, enquanto a desgraça atinge suas vítimas preferenciais, borboleteia por aí de helicóptero com familiares e vai despreocupadamente às compras em luxuosas lojas de São Paulo, esquecendo-se - oh memória! - de pagar a tempo e à hora o funcionalismo que vive de modestos salários, agora recebidos à prestação. Em sua homenagem a mortífera febre deveria ser denominada, a partir de agora, de febre "vermelha". Ficaria mais fácil de lembrar no futuro.    

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Jorge, 47 anos depois (José Casado)


Na manhã de segunda-feira, 2 de março de 1970, quatro homens assaltaram um veículo em Canoas (RS). Roubaram o equivalente a R$ 565 mil da Ultragraz.

Na ação estava um jovem de 19 anos, alto, magro, emplastro no rosto e revolver calibre 38 na mão. O mineiro Jorge era da VAR-Palmares, derivado do Comando de Libertação Nacional (Colina) e da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), devotados à luta armada contra a ditadura.

Mês seguinte, interceptaram outro carro, em Porto Alegre. Naquela noite de sábado, 4 de abril, Jorge desceu do Fusca apontando um calibre .45 para o cônsul americano Curtis Carly Cutter, 42 anos. Veterano da guerra da Coreia, Cutter acelerou seu vigoroso Plymouth Fury. Levou bala no ombro. Deixou um deles estirado, com o tornozelo ferido pela roda — logo foi preso, torturado, e amargou três anos na cadeia.

O manquejar de Fernando Pimentel, governador de Minas, é herança desse confronto, quando vestia a máscara do terrorista Jorge na liderança da “Unidade de Combate Manoel Raimundo Soares” da VAR-Palmares gaúcha.

Passaram-se 47 verões. Pimentel agora é um governante recluso, sitiado pela calamidade administrativa e processos por corrupção.

Em dezembro, arriscou passeio num shopping em São Paulo. Saiu hostilizado, sob gritos de “ladrão”. Semana passada foi flagrado usando helicóptero do governo para resgatar parente em festa de ano-novo num balneário, a 270 quilômetros da capital. Minas, na falência, descobriu que o governador gastara R$ 21,8 milhões em dois novos helicópteros.

Aos 65 anos, Pimentel é um político na sala de espera do tempo. Aguarda que o correr da vida embrulhe tudo, como dizia Guimarães Rosa. Governa com finanças em desgraça, por efeito da recessão num estado dependente de indústrias antigas, como siderurgia, mineração e automóveis. 

Os danos ao Erário foram potencializados por decisões errôneas suas e dos antecessores, mas atribui a eles toda culpa pelo infortúnio.

Minas se destaca no grupo dos falidos. Ampliou isenções fiscais e aumentou em 78% o gasto com pessoal, entre 2009 e 2016. Mantém um buraco de R$ 8 bilhões, pelo segundo ano.

O governador resiste ao socorro federal. Prefere parcelar salários, reduzir gastos na Saúde e insistir na loteria dos cenários. Num deles, o governo Temer seria pressionado a atender a todos, sem condicionalidades. Noutro, haveria imediata retomada da economia nacional.

Pimentel joga também com o tempo em processos nos quais é acusado de ter transformado em balcão de negócios o Ministério da Indústria, no governo Dilma. Seu antigo aliado, Benedito Rodrigues, detalhou a lavagem de R$ 10 milhões recebidos do grupo Caoa em troca de benefícios fiscais na importação de autopeças. Relatou, ainda, propina de R$ 15 milhões do grupo Odebrecht para liberação de créditos do BNDES em obras no exterior.

Pimentel aposta na chancela do Supremo à Constituição mineira, pela qual processos contra ele só seriam possíveis com autorização da Assembleia — onde tem maioria.

Ao conquistar o governo do segundo maior colégio eleitoral do país, em 2014, o ex-guerrilheiro Jorge foi saudado como símbolo da renovação de um PT em crise. Pimentel chegou à metade do mandato isolado, dentro e fora do partido, prisioneiro de si mesmo.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Os amigos de Kalil


A Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da operação Acrônimo, que investiga as patifarias do governador Pimentel (do PT). Newton Cardoso, tão mal falado, perto de tais escroques não passaria de um reles punguista. Neste 21 de outubro de 2016, a Federal foi bater às portas das empreiteiras EGESA Engenharia, ECB - Empresa Construtora do Brasil e a CAMTER Construções e Empreendimentos, todos amigos e colegas de ofício de Kalil, o empreiteiro enrolado (quase que um pleonasmo), que pretende ser prefeito de Belo Horizonte, cidade à qual deve milhares de reais de impostos sonegados. 

Neste ambiente que só "me causa repugnância", como diz o verso célebre de Augusto dos Anjos, repete-se a velha história: puxa-se uma pena, vem uma galinha; puxa-se uma galinha, vem o galinheiro todo. É gente desse quilate que opera a todo vapor para ganhar a eleição na capital mineira. Chegam a babar como cachorro louco, imaginando o tamanho do cofrão da prefeitura que ficará sob sua guarda e tutela.   


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Kalil e Marina: ambientalismo de montão


Em Belo Horizonte desenrola-se campanha eleitoral das mais bizarras. Aqui há alianças e alianças. Uma delas se deu entre as forças políticas majoritariamente anti-petistas da cidade, em torno do deputado estadual João Leite. Compreensível. Em BH, sempre é bom relembrar, a rombuda Dilma foi derrotada, apesar de ter sido vitoriosa no restante do estado, em 2014. Cumpriu papel relevante para os resultados obtidos pela chapa petista nos grotões mineiros o inefável Walfrido Mares Guia, eminência pardacenta, verdadeiro Rasputin de todas as eleições
ocorridas em Minas nos últimos 30 anos. 

Mares Guia, aliás, e não por acaso, coordena a campanha para prefeito de exótico empreiteiro que, tendo falido suas empresas, agora se devota ao projeto de falir Belo Horizonte. Também não é mera coincidência o empreiteiro Kalil, em sua trajetória, ter seguido os passos de dona Dilma (com quem irmana a torcida pelo Atlético, clube glorioso que não tem culpa, porém, de atrair simpatizantes de todos os tipos). A especialista que quebrou o Brasil, quebrou antes uma lojinha de produtos de R$1,99 no mercado popular de Porto Alegre. Os brasileiros, infelizmente, não souberam ler nos fatos os sinais que alertavam para o que viria no futuro, ao votar na madame para presidente do país. O povo bem parece gostar do flerte com o perigo.

Kalil se compôs com o petismo, capitaneado pelo governador Pimentel e com os doidões verdes, ansiosos por uma boquinha na prefeitura, além dos ecochatos de Marina Silva, que lhe forneceu um vice extraído das hostes da Rede Sustentabilidade, um sobredito ex-petista, o deputado estadual Paulo Lamac, configurando um novo e verdadeiro exército de Brancaleone.  Curioso é que os companheiros do falido empreiteiro nada falam, nada argumentam, nada justificam frente ao eleitorado de Belo Horizonte a opção que fizeram. Seria, no mínimo, ridículo assistir Kalil e Marina Silva desfilando de mãos dadas pelas ruas esburacadas de BH, secundados pelos mais vistosos ambientalistas da cidade. 

Realmente, não há como explicar a aliança da pueril Marina com um empreiteiro fabricante de asfalto. Só haveria uma suspeita para dar conta do fato que, dadas as características da moçada, se torna bem plausível. Acendida a fogueira das comemorações, haveria mato inadequado (molhado, quem sabe?), quando tomaram as decisões fundamentais. Mato molhado dá fumacê. Fumacê demais intoxica, e turva, o juízo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Para onde vão os votos dos petistas?

O PT e o petismo sempre tiveram ao menos uma terça parte do eleitorado de Belo Horizonte. É necessário fazer referência ao petismo (sem vínculo exclusivo com o PT) por uma simples razão. Em outras eleições o partido se revestiu do manto de outras siglas, como é o caso do PSB, mera linha auxiliar histórica do PT, que era reforçado, ainda, pela sopa de letrinhas de outros grupos partidários, como o PC do B, velho serviçal sempre disponível para o que desse e viesse, além de dissidentes fanáticos gerados no mesmo ventre perverso (PSOL, PSTU, Rede etc.).

As últimas pesquisas de opinião na capital mineira apontam que a chapa de candidatos a prefeito e vice - formada respectivamente por dois deputados federais do PT e do PC do B - mal alcança 5% das intenções de voto.  

Ora, onde estão os eleitores petistas que não se dariam a aparecer? Mergulhados em algum  limbo político? Ou estão se encaminhando para alguma candidatura de perfil gelatinoso e pronto para aceitar escolhas de variadas origens políticas e ideológicas, verdadeiro voto útil, capaz de, menos que vencer, infligir uma derrota aos principais e tradicionais adversários, os tucanos?

Kalil, sem dúvida, é o nome do "tapado" como dizem os mexicanos para o verdadeiro candidato oculto do centro de poder. Dentre os demais pretendentes que, talvez, até buscassem criar um cenário que lhes fosse mais favorável, o que parece não ter se configurado até o momento (a quinze dias da eleição), Kalil, o empreiteiro parvenu, corre por fora da raia verbalizando o popular discurso da anti-política, atraindo cada vez mais os votos ressentidos do petismo, agora desamparado de opções orgânicas. 

Assim como Collor fez com as elites políticas brasileiras em outro momento, Kalil se impôs ao governador Pimentel, que ao estilo de Pilatos, lavou as mãos, liberando seus adeptos para fazerem suas escolhas eleitorais. Fragilizado por sua participação nas escandalosas roubalheiras da companheirada, Pimentel sabe, no entanto, que um empreiteiro como prefeito de Belo Horizonte não será obstáculo a um entendimento e a acertos de natureza política e administrativa com o governo estadual. Para o governador, o importante agora é reduzir os danos, optar pelo mal menor. Pimentel circula bem, muito bem, aliás, no ambiente empresarial. Kalil seria um interlocutor bastante satisfatório, caso venha a vencer a disputa, credenciando-se para enfrentar no segundo turno o deputado João Leite, desta feita o real preferido de Aécio, coisa que não o fora nas eleições municipais de 2004. Mas esta é outra história. Os ventos mudam de direção e o secretamente rejeitado de ontem torna-se o desejado de hoje.  


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lula, o PT, Pimentel, Kalil e as eleições em Belo Horizonte


A Operação Lava Jato apontou há pouco alguns dos crimes cometidos por Lula da Silva e outros membros da sua quadrilha. Caída a máscara do principal gatuno, os olhos se voltam para as implicações eleitorais das denúncias. 

No caso de Belo Horizonte, a conseqüência mais imediata é a queda da máscara de Alexandre Kalil, o candidato oculto do PT e de Pimentel. O candidato oficial é o medíocre deputado petista Reginaldo Lopes, boi de piranha lançado para fazer de conta que o PT está na disputa. O verdadeiro candidato da moçada é o ex-presidente do Atlético mineiro, empreiteiro desbocado e exótico que surfa na rejeição generalizada do povo ao mundo da política. No embaralhado da disputa na capital mineira (com onze candidatos), a figura de Kalil se esconde atrás da confusão, camuflando sua verdadeira natureza.

Kalil pensa como Dilma e Lula e fala igual o Collor. Seu discurso da anti-política parece ter sido desenvolvido pela ex-presidente cassada. Aliás, Collor, igualmente cassado, também assim se manifestava, sempre contra o parlamento, os políticos e as lideranças tradicionais. Collor foi o caçador de marajás; Kalil é o caçador de políticos. Caso vença as eleições, Belo Horizonte pode se preparar para uma futura cassação, destino possível a boquirrotos e irresponsáveis do tipo Collor, Lula, Dilma e Kalil.   

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Na caverna de Ali Babá e a solidariedade


Segundo informou a VEJA, o ministro Herman Benjamin, do STJ, homologou a delação premiada do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, na Operação Acrônimo, que investiga propina na campanha do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT).
Ele implica 20 empresas e enterra de vez o amigo Pimentel e a mulher, Carolina.
Entre as empresas acusadas de pagar propina estão JHSF, do ramo imobiliário, OAS, Braskem, Qualicorp e as agências de publicidade Pepper e Propeg. Roberto Pagliuso, advogado de Bené, não confirma as informações.

Pelo sistema difundido de delação premiada pode-se concluir que na caverna de Ali Babá não há mais solidariedade. O butim é dividido aos tapas com armas na mão, tudo na base de cada um por si e Deus por todos.


Reunião no palácio da Liberdade

domingo, 22 de maio de 2016

Caradurismo sem limites (O Tempo)


Ausente em ato contra o impeachment que recebeu a presidente afastada Dilma Rousseff anteontem em Belo Horizonte, o governador Fernando Pimentel (PT) aproveitou palanque da inauguração de uma maternidade ontem, em Contagem, na região metropolitana, para discursar a favor dos direitos populares que estariam “ameaçados” com o governo interino de Michel Temer (PMDB).

“Nesse momento difícil da vida política brasileira, de Contagem se ergue a voz não só da cidade mas a voz de Minas Gerais. A voz grave e profunda que precisamos sempre erguer em momentos em que o Brasil vê sua estrutura democrática ameaçada”, bradou Pimentel.

“A voz que diz não àqueles que querem ameaçar as conquistas sociais do povo brasileiro. A voz que diz não àqueles que querem ameaçar as conquistas trabalhistas do povo brasileiro. A voz que diz não àqueles que querem fazer ajuste fiscal em cima dos mais pobres, dos mais humildes e dos mais necessitados”.

Pimentel disse ainda que a voz de Contagem é a dos que “lutam pela democracia, pelo respeito ao voto popular, pelo respeito à Constituição e, acima de tudo, por manter o nosso compromisso com os mais pobres, mais necessitados e com o povo trabalhador desse Estado”.

“É com esse compromisso e esperança que a voz de Contagem, que é também a voz de Minas, se faz ouvir no Brasil inteiro dizendo não àqueles que querem o retrocesso e sim à luta pela democracia que nós custamos tanto a conquistar”.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Pimentel fez forfait


Pimentel sempre foi apontado como um dos amigos mais íntimos de dona Dilma, se não o mais. Nos eventos palacianos estava sempre postado, qual papagaio de pirata, ao lado da madame. Mas isso foi nos tempos da finada fartura.

Agora que o barco afundou, uma coisa chama a atenção. Pimentel não deu mais as caras em Brasília depois que o impeachment de Dilma se consolidou. Esperto como uma cobra, tentou se descolar dos infortúnios da velha e íntima parceira. Não se deve caminhar ao lado de condenados, diz a prudência. Riqueza não pega, mas pobreza, sim. Igual lepra.


Eis aí uma boa lição aos desavisados. Contem com Pimentel somente nos bons momentos. A qualquer sinal de perigo, ele salta fora e deixa o incauto segurando o pau-de-bosta. Aliás, a justiça está nos seus calcanhares. Tem mais: de maneira lamentável envolveu a própria esposa em caso policial infamante. 

Japoneses teriam uma solução simples. Mas para adotá-la faz-se necessária alta dose de dignidade pessoal.