quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Coração Valente

O blog do Ricardo Setti publicou o artigo que segue abaixo. Quem desejar maiores esclarecimentos, procure aquele blog, no portal da VEJA. Nele será encontrado o programa político da VAR-Palmares, e os fundamentos das idéias esquisitas de dona Dilma e sua turma.
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"Não faltava mais nada, mais nada, nadinha mesmo na campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Agora, volta e meia ela aparece diante de cartazes dos tempos em que integrava a luta armada, o que lhe valeu o qualificativo marqueteiro de “Coração Valente”.

A ideia foi escandalosamente roubada por marqueteiros de uma outra campanha, como mostrarei abaixo. Mas isso não é nada.

Os cartazes da “Coração Valente”, como o que vocês verão logo abaixo querem insinuar que Dilma, quando integrava a luta armada contra a ditadura militar, “plantava a liberdade” para, hoje, “colher democracia”.





Com todo o respeito à figura da presidente, a candidata Dilma está MENTINDO. Repito: MEN-TIN-DO.

A organização armada a que ela pertencia, a VAR-Palmares — antes ela pertenceu à minúscula Polop, depois à Colina, que acabou se fundindo na Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares –, de fato enfrentava a ditadura militar, mas apelando para a violência e a luta armada. Não há notícia, em lugar algum, que os “guerrilheiros” da VAR-Palmares, ou terroristas, como os chamava o regime militar, tenham, em qualquer tempo, pregado as liberdades democráticas tais como as conhecemos.

A organização chefiada pelo ex-capitão do Exército Carlos Lamarca pregava a luta armada como forma de chegar ao poder, que seria exercido, em nome dos “trabalhadores”, por um partido único.

Não há um parágrafo, uma frase, uma linha que seja no “programa de luta” da VAR-Palmares de Dilma defendendo eleições diretas, o pluripartidarismo, o direito à livre expressão do pensamento, a liberdade de imprensa, a liberdade partidária, a livre organização sindical, a garantia dos direitos individuais, a supremacia da lei e o primado da Justiça, a independência dos Poderes — nada, nada, nada, absolutamente nada de tudo aquilo que a Humanidade aperfeiçou e que se chama democracia, “o pior regime que existe, excetuado todos os demais”, na frase imortal do grande estadista britânico Sir Winston Churchill.

Se vocês não acreditam e quiserem conferir se há qualquer inverdade no que escrevo, encham os pulmões, munam-se de coragem e paciência e cliquem no link que vou oferecer a seguir onde está o documento-base da VAR-Palmares, um tijolaço de 35 páginas datilografadas em espaço um.


Não bastava, porém, passar a falsa informação de que uma organização cujos fundamentos de chegar ao poder fundavam-se na na violência armada pregava a “liberdade” e queria que o país desembocasse em uma “democracia”.

O “Coração Valente” que os marqueteiros tentam pespegar em Dilma foi escandalosamente furtado da campanha da então senador Heloísa Helena (PSOL-AL), candidata à Presidência da República em 2006, conforme está no cartaz abaixo:




Os registros a respeito são in-des-men-tíveis.

Vejam, por exemplo, um vídeo de campanha de Heloísa Helena postado a 28 de setembro de 2006, sob o título “Heloísa Helena Coração Valente”.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Lula e Dilma

Acuse os outros daquilo que você mesmo faz, eis a lição leninista cumprida com rigor por Lula e Dilma. Um vulgar cachaceiro chegado ao bestialismo se considera, agora, juiz do pensamento e da conduta alheios. A imagem abaixo mostra-o escornado após alguma farra.



Outra mais é quase que definitiva na sua expressividade, dispensando acréscimos à sua foto-biografia.



A última piada, de mau gosto, é evidente, foi Lula tachar os tucanos de nazistas durante comício em Pernambuco. Logo ele, que declarou em entrevista à Playboy que era admirador de Hitler. As obscenidades, pelo visto, estão mais presentes em sua língua que a própria saliva. Ninguém, por óbvio, se espantou minimamente com o vomitado. Dali só sai lixo. A outra, coitada, não passa de emanação tardia do stalinismo rombudo que aqui brotou e vicejou com gosto, desde o primeiro quartel do século XX. Ao que parece, também é chegada numa marafa, conforme se vê ao lado, saindo de farra promovida em Lisboa. Os olhos inchados carecem de explicação. O guarda costa parece ser o mesmo que atendia ao Inácio, certamente por experiência.


Enfiada em sua indumentária de campanha - quase sempre com ridículo paletozinho vermelho, daqueles de cagar em pé - quando não está emburrada, está com aquele sorriso paralisado, imóvel, talvez por excesso de botox. Se fosse possível um cruzamento entre ambos (vá lá a fantasia perversa), a cria resultante seria destinada, sem nenhuma dúvida, a algum circo de horrores, repleto de monstruosidades.      
Esse tipo de gente tem a capacidade de suscitar às suas vítimas, não só um horror espiritual e intelectual mas, também, um horror epidérmico e orgânico. 

As leis e as salsichas

Bismarck, chanceler da Prússia nos idos do século XIX, já ensinava que não seria bom que se soubesse como são feitas nem as leis, nem as salsichas. O risco de um ataque de vômito seria muito grande. Na salsicharia do Palácio do Planalto as costumeiras carnes utilizadas exalam o odor esperado, coerentes com o apodrecimento geral daquele ambiente. Não surpreende ninguém que o empreendimento seja comandado por gente da estirpe de Lula e Dilma. Estes são apenas a parte visível do iceberg. Dando-lhes suporte está uma multidão cuja natureza é similar à deles: uma horda. 

Os resultados finais das eleições seguem em aberto. Apesar de resultados recentes de pesquisa indicarem um empate técnico entre Aécio e dona Dilma, é mais provável que os indecisos e os que admitem votar em branco ou votar nulo optem, ao final, pelo candidato oposicionista. Se quisessem escolher a candidata oficial, eles já o teriam feito, em vista da maciça propaganda martelada dia e noite, há mais de uma década, por todos os meios de comunicação. Caberá a largas frações das chamadas classes médias o papel decisivo nesse confronto entre a civilização e a barbárie.   

Como já versejava, em 1960, um poeta obscuro e amargo, porém, sagaz, em seu soneto "3 de Outubro" (que era a data das eleições antigamente):

Ei-los vendilhões da pátria escravizada,
Ei-los a disputar a marmita e a gamela.
Imorais fariseus arautos da embrulhada,
A preparar ao povo a cangalha e a sela.

E esse povo imbecil que tomba na esparrela,
Que não compreende a fraude, não entende nada,
Não vê que essa canalha a própria pança zela,
E quer ver a caveira à plebe degradada.

No fim da apuração o eterno resultado,
Que desde oitenta e nove a nação avassala,
Levando ao poder o patife e o tarado.

C'o ajuda do eito vil e os votos da senzala,
Caco se elege e Ali-Babá é deputado,
Numa competição de rifa e de cabala.

Os bancos públicos na berlinda

Os petistas acusam Aécio de ser contra os bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES). Seria fácil rebater tal palhaçada. Bastaria citar o caso do assalto que a turma cometeu contra o Banco do Brasil, comandado de dentro pelo ex-diretor Henrique Pizzolato, em parceria com Marcos Valério, Zé Dirceu e Genoíno (condenados pelo STF, no processo do mensalão). 

O caso do BNDES e seus vultosos empréstimos aos empresários-companheiros são amplamente conhecidos. O referido banco repassou bilhões aos amigos, a juros que nem mãe cobra de filho.

Quanto à Caixa, basta relembrar a aquisição (outro assalto) do Panamericano, banco que pertencia ao grupo Silvio Santos. O Panamericano estava literalmente falido, mas os dirigentes da Caixa não conseguiram descobrir, antes da operação de compra, o total do rombo da arapuca. Não fizeram auditoria? Quer dizer, um negócio que envolvia bilhões de reais foi conduzido com a leveza inefável de monges budistas. O espeto ficou com o povo brasileiro. 

Essa gente nefasta, portanto, deveria ser questionada por suas operações desonestas e, no mínimo, temerárias envolvendo dinheiro público. Aécio deve, sim, colocar no centro da discussão as práticas e os negócios que os bancos públicos estabeleceram com a iniciativa privada nos últimos doze anos. E tudo, como não podia deixar de ser, com o olhar distante e complacente do Banco Central. 

Aécio e o erro estratégico

A última pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra queda de Aécio e subida de dona Dilma. Considerando-se as variações dentro da margem de erro, ambos permanecem estatisticamente empatados. Deixando de lado eventuais críticas metodológicas, os números devem ser cotejados com a condução da campanha dos candidatos. No caso de Aécio, sua queda se deu concomitante com o estilo assumido pelo seu programa eleitoral. 

Deixando de lado o tom crítico, incisivo, sem meias palavras que deveria permear todo discurso oposicionista, Aécio parece que vacilou, retornando ao velho estilo nhém-nhém-nhém peculiar dos tucanos, gastando seu precioso tempo de TV a mostrar a família (mãe, irmã, filha e esposa), colhendo ainda seus depoimentos sobre ele, obviamente favoráveis. Tremendo erro estratégico. Quem tem mulher vistosa não deve ficar exibindo-a, principalmente para aqueles propensos à inveja. Velho ditado ídiche afirma: "se você tem uma mulher bonita, você não é bom amigo". 

Aécio deveria ter-se mirado no exemplo do Eike Batista. Muito do ódio por ele amplamente suscitado se deve à sua imagem de homem bem sucedido e, notadamente, por um privilégio inalcançável à maioria dos homens: foi casado com Luma de Oliveira, a linda e graciosa artista de todos os carnavais. Luma, então, quando se apresentou em público certa vez com uma coleira contendo o nome do marido, levou a inveja das massas ao paroxismo. Comparada com as barangas com quem a maioria é casada, soa absolutamente detestável um homem jovem, inteligente, poderoso e charmoso ter como companheira aquela que foi exibida na televisão.  

Campanha eleitoral contra o PT deve ser mantida em tensão permanente. A capacidade de mentir e de fraudar dados e informações dos petistas é incalculável. A questão da vacina para cavalos e das calúnias que a turma vem fazendo a Armínio Fraga, são esclarecedoras sobre o estilo da moçada. 

Seria fácil rebater aos críticos de Armínio como futuro ministro de Aécio. Armínio é uma pessoa respeitável e admirada no mundo inteiro. Dona Dilma deveria, isso sim, justificar a gangue que a acompanha: Sarney, Maluf, Newtão, Renan Calheiros, Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio, Vaccari, Paulo Roberto Costa, Lula e mais uma infinidade de trapaceiros cuja enumeração exigiria um volume igual ao de uma lista telefônica.

A vacina para cavalos que foi contabilizada como gasto de saúde durante o governo de Aécio, em Minas Gerais, mereceu uma nota oficial da FUNED (segue abaixo). Este é um exemplo definitivo da má fé, da desonestidade intelectual e do maucaratismo dos petistas. Contra essa canalha, não se pode dormir no ponto.


                                   NOTA DE ESCLARECIMENTO DA FUNED:


“Em relação à contestação da candidata do Partido dos Trabalhadores no debate realizado na Rede Record no último dia 19 de outubro, que questionou a inclusão de despesas com Vacina para Equinos como gasto em Saúde, conforme teria sido apontado por um Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, esclarecemos que:
A Fundação Ezequiel Dias é um dos 04 (quatro) produtores nacionais de soros antitóxicos. Atualmente, toda a produção de soros do país passa em algum momento pela FUNED, através de um processo de produção compartilhada entre os laboratórios oficiais, autorizado pela ANVISA,
Para cumprir com esta importante missão, mantém uma Fazenda Experimental em Betim, onde são criados 129 equinos (número atual).
O processo de produção dos soros inicia-se na extração do veneno dos animais peçonhentos e, posterior, inoculação nos cavalos para produção de anticorpos.
Posteriormente, parte do plasma destes animais é extraído e processado, de modo a gerar o produto final (soro).
Mensalmente são produzidos 1.200 litros de plasma, possibilitando uma produção anual exclusiva da FUNED de cerca de 150.000 doses/ano.
Em função da manutenção da qualidade dos produtos, a FUNED mantém um programa profilático e vacina todos os equinos da Fazenda São Judas Tadeu com a vacina tríplice.
Esta vacina protege contra Influenza Equina, Encefalomielite Equina e Tétano. A recomendação técnica preconiza a revacinação de todo o rebanho anualmente.
Sendo assim, a vacinação em questão É ESSENCIAL para a geração de um produto de saúde, sendo portanto compreendida como gasto em saúde.
A afirmação feita pela candidata é infeliz, pois demonstra ou um uso inadequado da informação para fins eleitorais ou um desconhecimento do Sistema Nacional de Saúde, em especial de um processo tão crítico para o país, para o qual a FUNED, um laboratório de Minas Gerais, tem sido o grande parceiro estratégico do Ministério.
Cabe ressaltar que é devido a atuação da FUNED na produção compartilhada que está sendo possível a manutenção dos estoques e a garantia do sucesso do Programa Nacional de Imunização e da saúde da população brasileira.” 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Os partidos na Constituição da Alemanha



Após a trágica experiência do período hitlerista, o povo alemão acordou para as consequências de se permitir o funcionamento de organizações como o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães - o Partido Nazista.

O Brasil também ainda acordará de sua letargia. A atual campanha eleitoral coloca a nu a natureza totalitária e predatória do Partido dos Trabalhadores - o PT. Um remédio constitucional, para permitir ao Brasil se precaver contra os atentados às instituições, está posto no artigo 21 da Constituição da República Federal da Alemanha que segue abaixo. Os constitucionalistas brasileiros, que apreciam tanto as doutrinas alemãs, bem poderiam por a circular tão singela formulação. 

"Artigo 21

[Partidos]

(1) Os partidos colaboram na formação da vontade política do povo. A sua fundação é livre. A sua organização interna tem de ser condizente com os princípios democráticos. Eles têm de prestar contas publicamente sobre a origem e a aplicação de seus recursos financeiros, bem como sobre seu patrimônio.

(2) São inconstitucionais os partidos que, pelos seus objetivos ou pelas atitudes dos seus adeptos, tentarem prejudicar ou eliminar a ordem fundamental livre e democrática ou por em perigo a existência da República Federal da Alemanha. Cabe ao Tribunal Constitucional Federal decidir sobre a questão da inconstitucionalidade.

(3) A matéria será regulamentada por leis federais".

domingo, 19 de outubro de 2014

Petrolão: mais além que um assalto

O famoso professor de matemática, Delúbio Soares, podia não dominar bem todas as quatro operações, mas tinha estranha capacidade profética. Segundo ele, após alguns anos, o caso do mensalão ainda viraria piada de salão. E não é que o professor estava certo? Perto do petrolão, a gatunagem em que ele, Marcos Valério, Zé Dirceu, Genoíno e dezenas de outros se envolveram, parece coisa de pivete principiante. Pode-se até vê-los com a mesma complacência creditada a Santo Agostinho, também ele afeito, na juventude, a alguns reprováveis malfeitos. Furtar frutas dos quintais dos vizinhos, porém, era o máximo a que se permitia o futuro santo, bispo de Hipona. 

As roubalheiras patrocinadas no regime de Lula e Dilma, após o treino com a mensalão, adquiriram escala industrial. Mais que roubar, no entanto, o projeto buscava destruir a ordem institucional, um pré-requisito para a revolução política que a turma almejava. 

Os petistas já o declararam inúmeras vezes: não se constituíram para administrar as crises de uma sociedade capitalista. Sua missão seria, isso sim, construir as bases de um mundo socialista, tal qual eles o entendiam e persistem em entender. Caberia, então, fazer tudo para apodrecer as bases normativas que organizam o povo brasileiro. Somente nesta perspectiva se pode compreender o assalto sistemático aos valores (inclusive os monetários), aos costumes, às instituições, às leis e, sobretudo, à Constituição, violações estas em que os petistas e associados foram autores, e o Brasil a grande vítima. 

O enfrentamento dessa gente deveria começar com emenda à Constituição que colocasse fora da lei todas as organizações cujos membros, velada ou explicitamente, atentem contra a democracia constitucional. Os crimes políticos cometidos pelo petismo nos últimos doze anos (curiosamente o mesmo período de duração do regime nazista), precisam ser enfrentados na sua raiz. Assim como se fez no pós guerra o julgamento de Nuremberg, há que se julgar agora os atos dessa gangue proto-fascista encabeçada por Lula. A Papuda, Deus o queira, os espera.