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domingo, 26 de abril de 2015

Eu voltei, aqui é o meu lugar


















Pizzolato era o diretor mais importante do Banco do Brasil durante o governo Lula. Mandava e desmandava, punha e dispunha. Elegante qual um lorde inglês, dizia em alto e bom som que os tempos em que pastava - ou comia untuosos torresmos com cabelo - haviam passado. Fugiu para a Europa quando descobriram suas falcatruas no mensalão. Sentou praça na Itália dos antepassados. Imaginou que a mafia ainda mandava na velha bota. 

Agora, como o boêmio da canção, ele voltou. A Papuda está em festa.


Os companheiros comemoram 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os bancos públicos na berlinda

Os petistas acusam Aécio de ser contra os bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES). Seria fácil rebater tal palhaçada. Bastaria citar o caso do assalto que a turma cometeu contra o Banco do Brasil, comandado de dentro pelo ex-diretor Henrique Pizzolato, em parceria com Marcos Valério, Zé Dirceu e Genoíno (condenados pelo STF, no processo do mensalão). 

O caso do BNDES e seus vultosos empréstimos aos empresários-companheiros são amplamente conhecidos. O referido banco repassou bilhões aos amigos, a juros que nem mãe cobra de filho.

Quanto à Caixa, basta relembrar a aquisição (outro assalto) do Panamericano, banco que pertencia ao grupo Silvio Santos. O Panamericano estava literalmente falido, mas os dirigentes da Caixa não conseguiram descobrir, antes da operação de compra, o total do rombo da arapuca. Não fizeram auditoria? Quer dizer, um negócio que envolvia bilhões de reais foi conduzido com a leveza inefável de monges budistas. O espeto ficou com o povo brasileiro. 

Essa gente nefasta, portanto, deveria ser questionada por suas operações desonestas e, no mínimo, temerárias envolvendo dinheiro público. Aécio deve, sim, colocar no centro da discussão as práticas e os negócios que os bancos públicos estabeleceram com a iniciativa privada nos últimos doze anos. E tudo, como não podia deixar de ser, com o olhar distante e complacente do Banco Central. 

sábado, 11 de outubro de 2014

Onde se guarda o dinheiro roubado?

Que os petistas assaltaram o erário, isto já se sabia há muito tempo. Os casos agora fartamente comprovados - Petrobrás, e Banco do Brasil, por exemplo, para se ficar apenas nos maiores ícones da história brasileira - trazem, no entanto, um ponto a ser compreendido e explicado: onde a turma de gatunos guardava o dinheiro? Alguém pode sugerir que era debaixo do colchão. De fato, tal prática não pode ser desconsiderada. O próprio presidente do Banco do Brasil, além de dona Dilma, já confessaram que mantinham dentro de uma gaveta, ou no fundo de algum armário, centenas de milhares de reais. É absolutamente insólito tal comportamento. 

O dirigente da mais importante instituição financeira do Brasil não guardar seu dinheiro no banco onde ele próprio trabalha é, no mínimo, indicativo de algum desequilíbrio. Na ética do mercado, seria questionável se suas aplicações se fizessem naquelas opções mais rendosas e sujeitas a movimentos especulativos, insinuando eventual posse de informações privilegiadas. Mas se ele escolhesse a singela e popular caderneta de poupança, ninguém poria em dúvida sua honorabilidade. Agora, amoitar improdutivamente milhares e milhares de reais é de uma extravagância só comparável com o potlatch, instituição observada em povos primitivos onde o dinheiro, ou valores apreciados, são literalmente incinerados na fogueira.

Dona Dilma é outra que confessa guardar dinheiro vivo, e muito, debaixo do colchão. No seu caso, é provável que não exista categoria haurida, quer da antropologia, da sociologia, da economia ou da psicanálise, que explique sua conduta. A única possível fonte seria a teologia: dona Dilma estaria possuída por alguma entidade maligna. 

Como o Brasil vive tempos tenebrosos iguais aos quais nunca se viu semelhante, é cabível admitir outra espantosa hipótese. Dona Dilma e o presidente do Banco do Brasil, ao esterilizarem seus cabedais, estariam contribuindo, com um sacrifício pessoal, para diminuir a galopante inflação que nos assola. Se for o caso, a esquisita madame, e o exótico presidente do Banco do Brasil, mereceriam encômios de todo o povo pelos seus atos aparentemente absurdos. 

O dinheiro desapropriado da Petrobrás pode estar, portanto, debaixo de algum colchão ou dentro de alguma caixa de sapato velho. Alguém mais cético questionaria tal possibilidade, também com inteira razão. Suspeita-se da circulação da grana pelos circuitos normalmente utilizados pelos traficantes de drogas, terroristas e saqueadores de dinheiro público. A sede de tal rede precisa estar em algum lugar imune à investigação internacional. Os tradicionais centros de lavagem de valores - Suiça, Jersey e outros paraísos fiscais - estão sob monitoramento internacional. 

O lugar mais provável seria, ainda, o caribe, onde um dos estados párias mais notórios - Cuba - articula interesses de lideranças bolivarianas bem como outras traficâncias repudiadas pelo mundo civilizado. Coréia do Norte, pelo seu primitivismo, e Irã, pelo seu envolvimento direto com as guerras no oriente próximo, dificilmente teriam condições de centralizar os interesses financeiros da turma. Reforçando as suspeitas, não se deve esquecer que o tal Alberto Youssef foi um dos membros mais importantes de delegação brasileira que visitou Cuba, há alguns anos, em prospecção de negócios. Certamente, o talentoso operador do petrolão não foi à paradisíaca ilha para gozar das praias, das morenas e do calipso, pacote de delícias equivalentes às oferecidas pela Disneylândia à classe média ascendente.    

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sindicatos de caras de pau

A pelegada do PT e Cia começa a botar as asinhas de fora. Estão homiziados principalmente na CUT mas, também, em outras centrais amigas. O bando de cafajestes passou agora a se devotar a ataques injustos a Marina Silva. Parasitas profissionais a serviço do petismo - recebem sem trabalhar para ficar de plantão na defesa de suas boquinhas - não se envergonham de nenhuma indignidade. São capazes de tudo. 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) teve a coragem de questionar Marina a respeito dos seus posicionamentos sobre a atuação da Petrobrás, a mãe de todas as corrupções. Dos canos da empresa jorra petróleo, é verdade, mas o maior volume que ela expele, de fato, é de lama fétida, a lama do petrolão. Quando os inumeráveis casos de roubalheira envolvendo a cúpula petroleira vieram à luz, não se viu qualquer manifestação dos pelegos da FUP contra o saqueio efetuado. Silêncio. Silêncio absoluto. Silêncio cúmplice e vergonhoso coonestando a bandidagem dos companheiros amigos. 

De um certo ponto de vista essa gente que defende a ladroagem governista tem razão. A Petrobrás é deles; engana-se quem julgar o contrário, pois ela já foi privatizada há muito tempo: A Petrobrás é uma empresa dos funcionários da Petrobrás. Sabem os pelegos petroleiros que ao se repartir o butim, uma parte substanciosa do numerário fica nos seus bolsos. O povo brasileiro que se dane. E pague a conta, logicamente, sem mugir nem tugir. 

Até uma criatura tosca como Severino Cavalcanti - aquele vulgar achacador de dono de lanchonete que presidiu a Câmara dos Deputados - percebeu o tamanho da bocada. O ex-deputado queria, porque queria, indicar alguém de sua confiança para "aquela diretoria que fura poço". Gatuno primitivo, Severino percebeu no entanto, por onde passava o trilho que o levaria à independência e riqueza futuras. A mãe de todas as corrupções lá estava, pronta para se deixar esquartejar, a um comando de Lula ou Dilma.

Severino, por bronco essencial, não desconfiou que a tal diretoria que fura poço (e as outras também), já tinham donos. Dona Dilma estava a postos - na presidência do Conselho de Administração da Petrobrás -  para garantir o bom andamento dos negócios e, claro, das negociatas, conforme a imprensa vem constatando e divulgando. Feroz como Cérbero, o cão de guarda do inferno, dona Dilma rosnava, no tom de costume, para espantar qualquer outro aventureiro que tentasse meter a mão no soutien da comadre. A preferência no enricar, lógico, era de Lula, o senhor e controlador dos caminhos. 

Alguém ouviu o mais leve muxoxo da pelegada em defesa da Petrobrás? Nada de nada, nadica mesmo! A matilha de cães vai, no entanto, fiel ao espírito cínico, latir para Marina Silva, que ameaça acabar com a farra da corja, caso ganhe as eleições presidenciais. 

Outro caso de pelegagem explícita se dá com os sindicatos de bancários afiliados à CUT. Em Belo Horizonte, a pretexto de campanha salarial, afixaram nas paredes externas do Banco Itaú, e somente nele, ofensas aos acionistas majoritários - a família Setúbal - que teriam demitido alguns funcionários. Pretendem, de fato, com tal referência explícita, atingir politicamente Marina Silva, pelos vínculos de amizade desta com Neca Setúbal. Os garbosos defensores dos eventuais demitidos, entretanto, não se manifestaram, em nenhum momento, quando o Banco Santander mandou para a rua, por solicitação de ninguém mais, ninguém menos, que Lula da Silva, gente que criticou a política econômica do governo. Inacreditável que Lula - de todos os pelegos e picaretas, o mais pelego e picareta de todos - teve a ousadia de pedir a um patrão que demitisse um trabalhador, violência inominável agravada pela torpeza da motivação.

Pois, então, é gente desse tipo descrito acima que está questionando Marina Silva. Por ocasião do saqueio do Banco do Brasil (de onde a turma petista se locupletava junto com Marcos Valério), e da Caixa Econômica Federal, a pelegada parasitária da CUT também ficou no mais obsequioso dos silêncios. Para refrescar a memória, o mensalão que levou a cúpula do PT para a prisão, e a compra pela Caixa do falido banco de Silvio Santos - o Panamericano - não mereceram a mais leve censura por parte dos parasitas profissionais da CUT. Mas eles se querem juízes das propostas de governo de Marina Silva. 

A esperança dos que anseiam por uma limpeza, em regra, dessas estruturas sindicais carcomidas, começa com a obrigatoriedade da pelegada fazer prestação de contas dos recursos que recebem do governo. Esse é o temor que os anima a defender dona Dilma com unhas e dentes. Temor de que seus indefensáveis privilégios - principalmente o de não terem seus gastos auditados pelo Tribunal de Contas da União - venham a ser extintos.

Com dona Dilma no governo, a gatunagem sindical continuará, igualmente, assim como se dá com todas as outras empresas públicas, em especial com a Petrobrás, a mãe de todas as corrupções. Mais que cúmplices, eles são sócios que compreendem muito bem a natureza dos seus negócios pecuniários.