Mostrando postagens com marcador petistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador petistas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A nova saúva - Cora Rónai (O GLOBO, 12/04/2018)



"O antipetismo é o novo bicho papão dos intelectuais de esquerda. Ele acaba de ser comparado, por um amigo culto, inteligente e a quem respeito muito, ao antissemitismo na Alemanha de Hitler. Só posso atribuir a comparação ao calor do momento — vastas emoções, pensamentos imperfeitos. Mas acho que, em algum momento do futuro, serenados os ânimos, valeria à esquerda procurar, com honestidade, as origens desse suposto antipetismo, até porque é difícil encontrar a cura para um mal cuja causa se desconhece. Digo “suposto” não porque ele não exista, mas porque, da forma como vem sendo colocado, ele mais parece um movimento organizado, um conluio de vermes, o autêntico oposto de “democracia” — seja lá o que entenda por democracia alguém que defende o PT.

Ao contrário de tanta gente que denuncia o antipetismo, não tenho a menor pretensão de falar “pelo povo”, “pelos brasileiros”, “por todos nós”. Falo única e exclusivamente por mim, e já é responsabilidade que me baste. Eu detesto o PT. E detesto o PT pelo que o PT é, pelo que o PT fez e continua fazendo, e pela forma como o PT se comporta.

Não há um único fator externo ao PT embutido no meu sentimento.

É lógico que a sua intensidade tem a ver com o fato de que este é o partido que estava no poder até ontem: a crise que vivemos é, em maior ou menor grau, o resultado das suas escolhas e das suas ações. Tem a ver também com a hipocrisia do partido, que sempre se apresentou como alternativa ética aos demais, e foi incapaz de um simples pedido de desculpas à população quando se viu no centro do maior escândalo de corrupção já apurado no país.

E olhem que a corrupção do PT é, para mim, o menor dos seus males — ainda que ele a tenha elevado à categoria de arte. Meu maior problema com o PT, e com a esquerda como um todo, é a sua incapacidade de diálogo, a sua aversão ao contraditório e, sobretudo, a sua militância arrogante e patrulheira, que exige que todos se posicionem exatamente da mesma forma. Já estive em países de pensamento único e não gostei.

Há movimentos de direita igualmente obtusos e intolerantes, mas de modo geral eles se apresentam exatamente como são, toscos e primitivos. A sua embalagem é mais sincera; eles não pretendem ser “bons”, e nem falam do alto de um pedestal de virtudes.

Um dia, ainda naquela remota eleição que Lula disputou com Collor, eu estava na rua com o Millôr, e comentei com ele que, pelo visto, o Lula ia ganhar — todos os carros que passavam com adesivos eram PT. O Millôr olhou, olhou, e me disse para prestar mais atenção: a maioria dos carros simplesmente não tinha adesivos.

— Sabe o que isso significa, né?

Eu sabia. Usar um adesivo do Collor, pelo menos na Zona Sul do Rio de Janeiro, era se arriscar a ter o carro arranhado e enfrentar militantes petistas raivosos. Eu tinha passado por isso com o adesivo do Covas que havia usado no primeiro turno.

Collor ganhou a eleição sem adesivos, não exatamente com “votos envergonhados”, como o PT disse à época, mas com votos intimidados.

Lula, um militante intolerante ele também, nunca desceu do palanque. Passou todos os seus anos de presidência, e mais os da Dilma, como vítima de um complô das elites, insistindo na divisão do nós contra eles: ricos contra pobres, brancos de olhos azuis contra negros, todos contra nordestinos.

Lula, como todos sabem, é uma mulher negra da periferia; agora, ainda por cima, encarcerada.

Um candidato pode ser o que quiser, mas um presidente não. O presidente de todos os brasileiros não pode dizer que quem não votou no seu partido odeia pobres e tem horror de ver os filhos dos pobres na universidade, porque além de divisiva, essa afirmação é extremamente ofensiva.

Há uma esquerda bem intencionada que talvez não tenha percebido o quanto de ódio havia, e ainda há, nesse discurso, porque ele a põe no pedestal ao qual ela imagina ter direito e massageia o seu ego. Ele reafirma a sua superioridade moral e apenas põe os inferiores no seu devido lugar.

Mas para quem não votou no PT — e que não é necessariamente de direita, de extrema direita ou, como está na moda, “fascista” — cada declaração dessas soou como um insulto. Durante 13 anos, os 50 milhões de eleitores que não votaram em Lula ou Dilma, e que, em sua vasta maioria, são apenas brasileiros como os demais brasileiros, ouviram que eram péssimas pessoas. Qualquer política de estado era invariavelmente apresentada como um desafio à sua intrínseca maldade: apesar de vocês, que não votam no PT, os pobres vão ter saúde, vão estudar, vão ter moradia e dignidade.

Como se qualquer ser humano, por não petista que seja, pudesse ser contra isso.

Cinquenta milhões de eleitores foram sistematicamente agredidos e desumanizados pela retórica de Lula e pelo “ódio do bem” da esquerda; agora não suportam o PT.

Mas por que será, não é mesmo?"

quinta-feira, 29 de março de 2018

Bolsonaro e os impropérios do PT (Publicado em OAntagonista de 29--03-2018)


No palanque de Lula, ontem à noite, em Curitiba, os petistas 

deram uma amostra de sua campanha pela paz.
Eles chamaram seus adversários de “fascistas”, “psicopatas”, “canalhas”, “golpistas”, “machistas”, “homofóbicos” e “cachorros loucos”. 
Só não chamaram de "corruptos".

sábado, 17 de dezembro de 2016

Lixo


O zelador do edifício Solaris, no Guarujá-SP, foi arrolado como testemunha no caso conhecido como "o apartamento de Lula que não é de Lula". O tal imóvel seria, como quer nos fazer crer o facinoroso ex-presidente, da empreiteira OAS e, não, dele, apesar de todas as evidências em contrário. 

Longe do lero-lero peculiar do juridiquês - que mais encobre do que desvela - o referido zelador expressou, em língua popular, a melhor definição da corriola petista. Deveria se tornar a frase do ano: "vocês são lixo".

Tais sujos e deteriorados personagens deveriam ser transportados rumo à cadeia em caminhões-caçamba, aqueles destinados a remover os detritos repugnantes dos quais aquela gente é parte indissociável. 

Lixo, vocês são lixo!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Nordeste está salvo: PT faz chover dinheiro


O petismo é mesmo surpreendente. A cada dia que passa a turma faz alguma mágica ou implausível inovação. A última foi fazer chover... dinheiro. Para quem não acredita, basta acessar o link abaixo:

PT faz chover dinheiro


É simplesmente sensacional! Como virou norma acontecer, um japonês da Polícia Federal simplesmente entrou numa empresa pública presidida por notório petista, fato ocorrido em Recife há dias. O japonês seguiu apenas a velha prática de dar uma enxadada em terreno propício: a cada uma, um monte de minhocas. Dito e feito. Com a chegada da Federal, no entanto, o suspeito não teve dúvidas: jogou o dinheiro pela janela. Maços de notas de R$50,00 ficaram espalhados pela calçada. 

Inacreditável? Não, tudo como dantes no quartel de Abrantes. Essa gente não bate bem da bola. Deve ter enlouquecido. Alguém consegue imaginar, um chefe de família chegando em casa com um punhado de sacolas cheias de dinheiro? Que explicação ele dá para a patroa e para os filhos? Depois não querem que se fale de impeachment. O impedimento não atingirá somente dona Dilma. Alcançará toda uma vasta teia de cumplicidades. Similar à situação descrita pelo ministro Gilmar Mendes: puxa-se uma pena, e vem uma galinha; puxa-se uma galinha e vem o galinheiro todo. 

É uma legião demoníaca. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

CARTA ABERTA (Ferreira Gullar) *


Desculpe se em vez de uma carta pessoal escrevo-lhe na página de um jornal, tornando público o que tenho a lhe dizer. A razão disso é que o assunto que pretendo abordar nada tem de íntimo. Pelo contrário, diz respeito a todos nós. Trata-se de sua posição em face de tudo o que está acontecendo neste nosso país governado, há quase treze anos, pelo seu partido, o PT.
Entendo que você, a certa altura da vida, tenha acreditado que Lula era um verdadeiro líder operário e que, como tal, conduziria os trabalhadores e o povo pobre na luta pela transformação da sociedade brasileira, a fim de torná-la menos injusta.
Era natural que fizesse essa opção, uma vez que lutar contra a desigualdade sempre fez parte de seus princípios. E muita gente boa, antes de você, também pusera sua esperança neste novo partido que nascia para mudar o Brasil. Alguns dos mais notáveis intelectuais brasileiros fizeram a mesma escolha que você.
É verdade também que, com o passar dos anos, essa convicção se desfez: Lula não era o que eles pensavam que fosse, e o seu partido não se manteve fiel ao que prometera. Mas você, não, você continua confiando em Lula e votando em todos aqueles que Lula indica, ainda que não os conheça ou, o que é pior, mesmo sabendo que não são nenhuma flor que se cheire.
Sei que há petistas mais cegos que você, como aqueles que foram às ruas para tentar impedir a privatização da Telefônica, alegando que se tratava de uma traição ao povo brasileiro. Lembra-se? Pois bem, a privatização foi feita e, graças a ela, o faxineiro aqui do prédio tem telefone celular. Mas, quando alguém fala disso, você muda de assunto.
Sei muito bem que política é coisa complicada. A pessoa defende determinada posição do seu partido, discute com os amigos, briga e, depois, aconteça o que acontecer, não dá o braço a torcer.
E, às vezes, chega ao ponto de defender atitudes indefensáveis, mas que, por terem sido tomadas por Lula, você se sente na obrigação de justificar. Por exemplo, quando Lula abraçou Paulo Maluf, quando se aliou ao bispo Edir Macedo, fazendo do bispo Crivela ministro do seu governo e quando viaja à custas da Odebrecht.
Não sei o que você diz a si mesmo quando, à noite, deita a cabeça no travesseiro. Como justificar o mensalão? Você poderia acreditar que Delúbio, tesoureiro do PT, tenha armado toda aquela patranha, sem nada dizer ao Lula, durante os churrascos que preparava para ele, todo domingo, na Granja do Torto. Tinha de acreditar, pois, do contrário, teria de admitir que Lula foi o verdadeiro mentor do mensalão.
Custa crer como você consegue dormir em meio a tanta mentira. E pior é agora, no chamado petrolão, que é o mensalão multiplicado por dez, já que, enquanto naquele a falcatrua era de algumas dezenas de milhões de reais, neste chega a bilhões. E, mesmo assim, consegue dormir? Não é para sacanear, mas você ainda repete aquele lema em que o PT dizia ser "o partido que não rouba nem deixa roubar"?
Quero crer que, pelo menos nisso, você se manca, porque as delações premiadas deixaram claro que ele não apenas deixa, como rouba também.
E a Dilma, que Lula tirou do bolso do colete e fez presidente da República, sem que antes tivesse sido sequer vereadora? Não chego a considerá-la paspalhona, como a chamou Delfim Neto, embora, com sua arrogância, tenha arrastado o país à bancarrota em que se encontra agora. Essa situação crítica a obrigou a adotar um programa econômico que sempre rejeitou e combateu.
Mas, ainda assim, tem o desplante de dizer que esta crise é apenas uma transição para a segunda etapa de seu plano de governo. Noutras palavras: a primeira etapa foi para levar o país à bancarrota e a segunda, agora, é para tentar salvá-lo. Ou seja, estava tudo planejado!
Não me diga que acredita nisso, camarada.


*Ferreira Gullar é cronista, velho comunista, crítico de arte e poeta.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Minha Casa Minha Vida


A grande imprensa não se cansa de divulgar, dia a dia, as trapaças da companheirada petista. É um fluxo que nunca se interrompe. Parece que haveria em algum lugar do universo u'a "mãe de todas as corrupções", da mesma forma que haveria u'a "mãe de todos os livros", segundo creem muçulmanos ortodoxos a respeito do Corão.

O PT seria, assim, a matriz metafísica de onde brotam as sucessivas manifestações de furto, peculato, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, fraude, desvios e mentiras de todos os tipos. Até aí, como se diz, morreu o Neves. Tudo muito natural, tudo de acordo com os conformes. Mas há fatos adicionais que servem para coroar a turma de um pouco mais de ignomínia. A imagem abaixo serve para explicar a espantosa capacidade de agir que a moçada possui.


Acre: Cidade do povo,

Repetir que estão roubando de alguém é inútil e redundante. O projeto para construção de sete mil moradias no Acre, fruto do denominado programa Minha Casa, Minha Vida, é somente mais um exemplo a ser juntado a inumeráveis outros. O impressionante é o conjunto habitacional. Numa região onde tudo é imenso - afinal, lá é a Amazônia - construir barracos minúsculos em estreita faixa de terra é de uma perversidade e mesquinharia sem par. Vistas à distância, as casas não passariam de um favelão. Os conjuntos habitacionais construídos no tempo dos generais pelo BNH tinham mais dignidade. Os petistas deveriam ser obrigados a morar em alguma dessas moradias. Não precisava nem ser pela vida toda. Algumas semanas já bastariam. Essa gente não gosta de pobres. Eles gostam é da pobreza.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O único pacto possível é com a Lei (Reinaldo Azevedo,em 24/07/2015)


"Leio na Folha que também o Palácio do Planalto — deve ser a presidente Dilma Rousseff — estimula, a exemplo de Lula, a aproximação com a oposição. Deixem-me ver se entendi direito o modelo: o PT vence a eleição afirmando que o adversário pretende elevar juros, aumentar tarifas e provocar recessão. Uma vez vitorioso, eleva juros, aumenta tarifas e produz recessão. Certo. O PT vence a eleição transformando a oposição no Belzebu do atraso social e dizendo-se, ele próprio, a voz do povo. Uma vez vitorioso, vê-se obrigado a cortar benefícios com os quais comprou uma parte do eleitorado. Entendo. O PT vence a eleição sustentando que qualquer outro resultado que não o triunfo do partido implicaria uma marcha à ré na história. Uma vez vitorioso, acuado por suas próprias contradições, demonizado nas ruas, cobrado por suas promessas não cumpridas, eis que o partido descobre as virtudes de um “entendimento” com a.. oposição.

O ministro Edinho Silva, da Comunicação Social, diz que, “em todos os países democráticos, é natural que ex-presidentes conversem e, muitas vezes, que sejam chamados pelos presidentes em exercício”. E acrescenta: “Essa é uma prática comum nos Estados Unidos, por exemplo”. É verdade… No primeiro programa do segundo turno da campanha do ano passado, Dilma se referiu assim ao tucano Aécio Neves: “Ele representa um modelo que quebrou o país três vezes, que abafou todos os escândalos de corrupção, que provocou desemprego altíssimo, recessão, que esqueceu os mais pobres.”

É mesmo, Dilma? E está querendo conversar com “eles” por quê? Mais interessante ainda: os petistas decidiram agora distinguir os “bons tucanos” dos “maus tucanos” — e os “maus”, claro!, são aqueles que não querem bater um papinho em nome do entendimento. Na lista dos tucanos mauzinhos do PT está o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, o que é, claro!, uma distinção e tanto. Espero que o presidente do maior partido de oposição continue persona non grata aos petistas.

O Instituto Lula, que, num primeiro momento, negou que estivesse em curso uma tentativa de diálogo, resolveu mudar de posição por intermédio de seu presidente, Paulo Okamoto, que afirmou à Folha: “Minha opinião é que tanto o presidente Lula como o presidente Fernando Henrique são políticos importantes, com responsabilidades e capacidade de analisar o que o Brasil está enfrentando. Sempre fui a favor de que a gente converse com quem faz política.”

Ah, que bom que Okamoto pensa isso, não é? Na campanha eleitoral, a candidata à reeleição Dilma Rousseff afirmou o seguinte: “Está em jogo o salário mínimo. O candidato dele — ela se referia a Aécio — a ministro da Fazenda (estava falando de Armínio Fraga) acha alto demais e tem que reduzir. Nós não vamos permitir que o Brasil volte para trás”.

Por que Dilma iria querer um entendimento com gente tão má?

Jaques Wagner, ministro da Defesa e candidato de sempre à Casa Civil, reconhece que isso pode não ter sido muito elegante e diz: “Apesar da última campanha dura, não podemos deixar consolidar na alma brasileira, e na política brasileira, uma dicotomia que não se conversa. Essas posições, governo e oposição, a gente troca. O que não pode perder é o norte do país”.

Que bom! Segundo a candidata Dilma, como se evidencia acima, não tem essa de alterar oposição e governo. Ou o PT vence, ou se trata de retrocesso.

Acho que chega, não é mesmo? Essa conversa já foi longe demais. Se há tucanos querendo bater um papinho, o PT sempre será um lugar quentinho para abrigar o diálogo. Basta se bandear. Eu estou enganado ou a população elegeu o PSDB para liderar a oposição? Não! Eu não estou enganado. Sendo assim, que cada um honre o voto que recebeu.

Querer um diálogo com a oposição, como agora quer Dilma, com 7,7% de ótimo e bom, segundo a mais recente pesquisa, é um coisa. Os petistas deveriam ter se lembrado de dialogar quando a presidente tinha quase 70% de aprovação. Ah, a minha memória não falha: eles não queriam conversa. A ordem, então, era destruir até o PMDB, já que davam o PSDB por liquidado.

Vamos fazer um pacto, gente, em favor da governabilidade? Todos seguiremos as leis e a Constituição que contemplam, até, o impeachment. Que tal?"

domingo, 14 de junho de 2015

"Quero é ser bandido mesmo" (GVS)


O promotor Cezário Cavalcante Neto conta que decidiu perdoar G.V.S. em uma audiência e solicitou que ele fosse matriculado em uma escola em vez de ser internado. O garoto reagiu: “Ele disse na minha frente e na frente do juiz ‘Quero é ser bandido mesmo’. Fiquei em choque”.

GVS - o jovem de 17 anos de idade que estuprou quatro menores no Piauí (e assassinou uma delas), apenas exercitou a vontade de ser aquilo que é. Qual a razão de eventual estranheza? Petistas também não fazem profissão de fé semelhante? Corrompem, fraudam, desviam e subornam, entre outras práticas, e não continuam convictos, cheios de si, a marchar no rumo em que marcham, sem qualquer sentimento de pudor pelo que seu partido faz ao Brasil?

GVS tem tudo para ser um ativista ou militante do partido dos trapaceiros. E de sucesso, frise-se.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A tropa obedece (Editorial do Estadão, em 28/02/2015)

















 “Após o ex-presidente Lula ter posto lenha na fogueira, pedindo que a companheirada não fugisse do embate com a oposição – mesmo que fosse preciso recorrer à briga –, a tropa petista obedeceu. 











O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de janeiro e atual prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, postou em sua página no Facebook um texto que exprime bem a autoridade que o comandante Lula ainda goza perante a sua militância.










Em sua página na rede social, Quaquá escreveu: “Contra o fascismo a porrada! Não podemos engolir esses fascistas burguesinhos de merda! Tá na hora da militância e dos petistas responderam (sic) esses fdps que dão propina ao guarda, roubam e fazem caixa dois em suas empresas, sonegam impostos dão uma de falsos moralistas e querem achincalhar um partido e uma militância que melhorou (sic) a vida de milhões de brasileiros. Vamos pagar com a mesma moeda: agrediu, devolvemos dando porrada”.






quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Os petistas (ao modo de Ionescu)




Em "O rinoceronte", o teatrólogo romeno Eugéne Ionescu cria a imagem perfeita do processo de naturalização do absurdo, conforme se vê no discurso do personagem Daisy:


- "É uma questão de hábito, sabe? Já ninguém se preocupa com os bandos de rinocerontes que percorrem as ruas, a toda velocidade. Quando eles passam, as pessoas afastam-se e depois retomam o seu caminho, continuando os seus negócios, como se nada tivesse acontecido."

- "Sejamos razoáveis. É preciso encontrar um modus vivendi para nos entendermos com eles."

- "Afinal, talvez sejamos nós que precisemos ser salvos. Talvez os anormais sejamos nós."

- "Isso é que é gente. Têm um ar feliz, estão de acordo com eles mesmos. Não tem aspecto de loucos, são até bem naturais. Devem ter tido suas razões."

- "Não gosto que se fale mal deles. Fico com pena."

 - "São deuses".

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A vaca tossiu



Dona Dilma é, realmente, um fenômeno. Sem nunca ter lido Dante, segue-lhe inconscientemente os conselhos na maior tranquilidade ("muita promessa e pouco atendimento", recomendava Guido de Montefeltri ao papa Bonifácio VIII, em pérfido conselho). Prepara-se, agora, para lançar sobre os trabalhadores e homens comuns a conta da farra previdenciária. Com um sindicalismo desavergonhado e submisso, tornado parceiro dos grandes negócios com os empreiteiros e o capital financeiro, dificilmente haverá contestação às medidas recém adotadas pela madame. 

Se os tucanos não fossem tão parecidos com os petistas, seria a hora de fazer avançar a verdadeira reforma da previdência no Brasil. Por exemplo, propor a unificação dos diferentes regimes (geral, federal, estaduais e municipais). Acabar, definitivamente, com os privilégios, como as aposentadorias especiais, que garantem a parlamentares, magistrados, altos burocratas do executivo, judiciário e legislativo um modo de vida sem comparação com outros lugares do mundo. Jogadores de truco sabem qual a resposta ao desafio recebido: retrucam dando seis na cara dos blefadores.

Se a vaca tossiu, que ela acabe ficando louca. O Brasil talvez se salve com a metamorfose.  

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os bancos públicos na berlinda

Os petistas acusam Aécio de ser contra os bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES). Seria fácil rebater tal palhaçada. Bastaria citar o caso do assalto que a turma cometeu contra o Banco do Brasil, comandado de dentro pelo ex-diretor Henrique Pizzolato, em parceria com Marcos Valério, Zé Dirceu e Genoíno (condenados pelo STF, no processo do mensalão). 

O caso do BNDES e seus vultosos empréstimos aos empresários-companheiros são amplamente conhecidos. O referido banco repassou bilhões aos amigos, a juros que nem mãe cobra de filho.

Quanto à Caixa, basta relembrar a aquisição (outro assalto) do Panamericano, banco que pertencia ao grupo Silvio Santos. O Panamericano estava literalmente falido, mas os dirigentes da Caixa não conseguiram descobrir, antes da operação de compra, o total do rombo da arapuca. Não fizeram auditoria? Quer dizer, um negócio que envolvia bilhões de reais foi conduzido com a leveza inefável de monges budistas. O espeto ficou com o povo brasileiro. 

Essa gente nefasta, portanto, deveria ser questionada por suas operações desonestas e, no mínimo, temerárias envolvendo dinheiro público. Aécio deve, sim, colocar no centro da discussão as práticas e os negócios que os bancos públicos estabeleceram com a iniciativa privada nos últimos doze anos. E tudo, como não podia deixar de ser, com o olhar distante e complacente do Banco Central. 

domingo, 7 de setembro de 2014

Reforma política

Os acontecimentos dos últimos dias (com o caso Petrobrás), sem descartar a relevância de tudo que aconteceu em termos de roubalheira nos últimos doze anos, permitem imaginar um cenário insólito para o Brasil. Se no país vigorasse a Sharia islâmica, os petistas seriam conhecidos como a turma do Capitão Gancho. Alguns, certamente, teriam não um, mas dois ganchos no lugar das mãos. 

É incrível a capacidade da moçada no saqueio de recursos públicos. Parece uma compulsão, uma espécie de doença. Fazem as advertências já seculares do padre Vieira parecerem conselhos a escoteiros traquinas. Ainda chegará o dia em que a seguinte lei será aprovada no Parlamento:

Art. 1º - É proibido a qualquer pessoa filiada ao PT ter o controle do cofre de qualquer órgão, instituição ou setor da administração pública direta ou indireta, independente de qual seja o  ente federado. 

Parágrafo único: aqueles que violarem o contido no caput incorrerão em crime de responsabilidade.

Art. 2º - Em situações onde petistas já estejam controlando ou dominando a destinação de recursos públicos, o Ministério Público deverá indicar um interventor que responderá civil, administrativa e penalmente pela correta aplicação do numerário.

Parágrafo único: Equiparam-se às entidades referidas no artigo 1º todas e quaisquer organizações que receberam, recebem ou venham a receber recursos provenientes dos cofres públicos, quer por destinação legal ou por transferência voluntária.

Art. 3º - Esta lei entra em vigor imediatamente e seus efeitos se aplicam a todas e quaisquer situações presentes, passadas e futuras.

Art. 4º - Revogam-se quaisquer disposições eventualmente em contrário que entrem em choque com o espírito de tal normatização.

Essa lei seria uma contribuição para a reforma política que ainda ocorrerá no futuro. Não resolveria todos os problemas, mas pelo menos uns 50% estariam equacionados. Emendas que protejam o erário de outros saqueadores serão bem vindas.