segunda-feira, 27 de abril de 2015

O jeca se preocupa "ca" saúde alheia... (Valentina de Botas)
















"O jeca está preocupado “ca (sic) sua saúde”. A Bíblia é um livro admirável também do ponto de vista literário; a coesão do Deus do Velho Testamento, ou da Bíblia hebraica, é uma preciosidade literária, com a densidade sucinta de uma linguagem próxima à condensação da poesia. “Haja luz”, com somente duas palavras Ele ordena que o existir se ilumine. À parte a agressão à gramática da língua, na gramática moral indigente do caudilho, ele se preocupa “ca” saúde alheia cuidando da própria. Entendo. Mas saúde de quem?

Provavelmente, não a de alguém que conheça, ou o jeca simplesmente largaria o copo, diria um palavrão, pegaria o telefone, diria um palavrão, ligaria para quem o preocupa, diria um palavrão, declararia “tô preocupado ca sua saúde”, diria um palavrão e pegaria o copo de volta. Então, deve ser a saúde de quem ele não conhece – talvez do povo brasileiro. Contudo, se fosse assim, o jeca não teria se valido das doenças da nação para sabotar as chances dela de cura, deformando-lhe as feições para que se parecesse com ele.

O jeca ainda recomenda caminhadas, foi o que fez a nação que resistiu à deformação, indo às ruas, em março e abril, pela saúde do futuro cuja terapêutica contraindica o lulopetismo. Incensado como líder das massas, o jeca, agora restrito a caminhar numa esteira em sessões reservadas como suas aparições, surge envelhecido em imagens nas quais se contempla a expressão da deformação também física empreendida por escolhas as mais livres.

Numa provação ou luta, o pior não é perder, mas se deformar; nelas, talvez mais do que decidirmos o que somos, descobrimos o que somos e vitórias também podem ser uma provação para o caráter. No poder, o homem de origem pobre que nunca foi humilde teve todas as oportunidades de melhorar o país e a si próprio, mas o mau-caratismo provado na vitória venceu a trajetória bem-sucedida: era a deformação se consumando.

Em gozo na degradação a cada conquista, piorou a nação para que jamais sobreviesse a circunstância aterradora de deixar o poder. Não é contrário ao trabalho dos que trabalham por ele; nem ao saber que o tenha como mestre; nem aos capitalistas que financiem o vidão de que se acha merecedor no amor sem ressalvas por si mesmo; nem contra a democracia que o eleja; nem mesmo é contra a mídia paga para ser a favor dele.

Um homem de posições. Todas moralmente miseráveis impondo a marca da degradação na vitória e na derrota porque a perversidade da deformação da figura pública mais deletéria da nossa história não está na sucessão de escolhas indecentes, mas na crença de que tudo pode fazer aquele a quem tudo convém (como exemplifica a matéria de VEJA com o dono da OAS). Da covardia à mentira, passando pela desonestidade, cinismo e o português destroçado, “tô preocupado ca sua saúde” é o “haja escuridão” na quase síntese de um homenzinho deformado, o tempo e a sucessora dele parida nessa escuridão que sucumbem a si mesmos. É que há luz".

(Publicado no blog do Augusto Nunes, em 26 de abril de 2015)

domingo, 26 de abril de 2015

Eu voltei, aqui é o meu lugar


















Pizzolato era o diretor mais importante do Banco do Brasil durante o governo Lula. Mandava e desmandava, punha e dispunha. Elegante qual um lorde inglês, dizia em alto e bom som que os tempos em que pastava - ou comia untuosos torresmos com cabelo - haviam passado. Fugiu para a Europa quando descobriram suas falcatruas no mensalão. Sentou praça na Itália dos antepassados. Imaginou que a mafia ainda mandava na velha bota. 

Agora, como o boêmio da canção, ele voltou. A Papuda está em festa.


Os companheiros comemoram 

PT e suas sutilezas

Clima interno no PT: barata voa



















A Coluna do Cláudio Humberto, em 26 de abril, informa:

"Correntes internas do PT, ainda minoritárias, se uniram para articular a queda de Sibá Machado (AC) da liderança petista na Câmara. É considerado primário, ingênuo, desinformado, de inteligência limitada e sem a dimensão do cargo que ocupa. Além disso, o deputado tem feito declarações que envergonham os liderados, e não conseguiu se articular para evitar as várias derrotas do governo Dilma na Câmara". Só faltou dizer também que é glabro.


Chamem o xerife.

Dilma, a arqueóloga? (inspirado em O Antagonista)

Pedra de Roseta















Marta Suplicy resolveu colocar tudo em pratos limpos. Indagada sobre quem é Dilma, definiu-a assim:

"Ela é uma pessoa muito culta. Tem uma vasta cultura, é muito agradável para conversar. Lê muito, entende muito de arte, de teatro, conhece profundamente vários museus". 

Os arqueólogos estão felizes. Agora eles têm uma patrona e protetora.

Diz aí, Dilma, onde está a Pedra de Roseta?

sábado, 25 de abril de 2015

Sessão bang bang








O folclórico deputado Sibá, líder do PT na Câmara dos Deputados, tem uma parte de razão. Segundo ele,


"Pela maneira como age, o juiz Sérgio Moro deve pensar que ainda vive no faroeste: primeiro prende, e só depois pergunta".

De fato. Com tantos assaltos e outras trapaças que dia a dia vêm ao conhecimento público, se outros magistrados seguissem o exemplo do ilustre juiz, ponderando os princípios em jogo, bastava ser petista para receber um mandado de prisão provisória. O biótipo é suspeito. Na dúvida, conforme o jargão jurídico, fica-se pró-sociedade. 

Se John Wayne cruzasse com o trio abaixo, qual decisão ele tomaria?


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Hora do jantar



A tremedeira vai continuar por muito tempo.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Conclusão lógica


Se há corruPTos, o PT está no meio!