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sábado, 9 de janeiro de 2016

Coreia do Norte testa o mundo (Editorial do Estadão)



Os malucos da Coreia do Norte, ao que parece, teriam explodido uma bomba de hidrogênio. O mundo civilizado reagiu questionando o gesto belicoso dos norte-coreanos. Obviamente, no entanto, receberam alguns apoios, como não podia deixar de ser. Dentre deles, da companheirada do PC do B, nostálgicos dos tempos gloriosos do camarada Stalin. O ministro da Defesa brasileiro, um médico do PC do B, não ousou se manifestar a respeito do fato. Deve ter entrado em estado de cataléptico gozo solitário. É esse tipo de gente que se responsabiliza (?) pela segurança nacional. 

O velho partido comunista tem outras contribuições notáveis à causa pública. Para ficar tão somente no exemplo mais patético, não custa relembrar, sempre, o caso da tapioca comprada pelo então ministro dos Esportes (Orlando Silva, do PC do B), numa feira de rua em Brasília. Pagou a conta com o cartão de crédito corporativo destinado a situações especiais por parte das autoridades. Ah, é bom frisar: a fatura era de meros R$5 reais. Consta que havia também um caldo de cana envolvido, mas este o dono da barraca deixou de brinde, nada cobrando do poderoso ministro. 

Dizem que os comunistas do Brasil, devotados apoiadores do regime norte-coreano, andam agora a defender a crença a respeito do unicórnio, um ser que só existe naquela parte do mundo. Agora, que uma fálica criatura com as cores do arco íris é bem esquisita, lá isso é.  
Unicórnio gay com bomba H
  

Segue abaixo o editorial do Estadão a respeito da última façanha da Coreia do Norte.

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"O teste nuclear realizado pela Coreia do Norte no dia 6 de janeiro expôs mais uma vez a fragilidade dos controles internacionais perante um país autoritário e que se esforça por se isolar cada vez mais, sem qualquer compromisso com o bem-estar de sua população e com a estabilidade regional. As sanções impostas pela ONU desde 2006 à Coreia do Norte, quando fez seu primeiro teste atômico, foram insuficientes para limitar os arroubos de grandeza de Kim Jong-un, líder do “Reino Ermitão”, o país mais isolado do mundo. Urge uma resposta internacional rápida e contundente a essa irresponsabilidade.

Segundo o governo norte-coreano, foi feito um teste de bomba de hidrogênio ou bomba termonuclear. Trata-se de uma arma mais potente e que exige menos espaço que uma ogiva nuclear normal. Por exemplo, o primeiro teste de bomba-H, feito pelos EUA em 1952, liberou energia equivalente a 10 megatons de TNT, cerca de mil vezes mais do que a bomba atômica lançada contra Hiroshima em 1945.

Autoridades internacionais questionam a informação oficial do governo norte-coreano. A Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) indicou que o “evento sísmico” registrado no último dia 6 na Coreia do Norte é condizente com o artefato testado pelo país em 2013, que não foi uma bomba-H. O governo americano também levantou dúvidas quanto à veracidade da informação divulgada por Pyongyang. Segundo a Casa Branca, as análises iniciais “não são consistentes” com uma bomba-H. O Serviço Geológico dos EUA registrou terremoto de 5,1 graus na escala Richter no nordeste da Coreia do Norte.

O evento do dia 6 de janeiro exige da comunidade internacional uma resposta efetiva sobre o tipo de bomba nuclear efetivamente testado. Trata-se, afinal, do quarto teste nuclear – em 2006, 2009, 2013 e 2016 – de um país que se empenha em desprezar as regras internacionais.

Como afirmou o presidente americano, Barack Obama, o teste nuclear norte-coreano “constitui uma nova violação das obrigações e compromissos sob a legislação internacional, entre elas várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU”.

Em reunião de emergência, o Conselho de Segurança da ONU qualificou como uma “clara ameaça à paz mundial” o teste nuclear da Coreia do Norte e anunciou que trabalhará “imediatamente” para adotar uma nova resolução de condenação. Segundo a entidade, o teste não viola apenas as resoluções da ONU, mas também o regime de não proliferação nuclear buscado pela comunidade internacional. O Conselho lembrou ainda que, em outras ocasiões, as Nações Unidas já tinham ameaçado adotar novas “medidas significativas” caso Pyongyang continuasse com os testes nucleares.

O programa atômico norte-coreano começou nos anos 60 com apoio da Rússia e da China durante o governo de Kim Il-sung – avô do atual líder –, que instaurou uma dinastia comunista no país. Nos anos 80, Pyongyang deu os primeiros passos em direção ao desenvolvimento de armas atômicas. Desde 2006, a ONU sanciona a Coreia do Norte tanto pelos testes nucleares realizados quanto pelo programa de mísseis balísticos que desenvolve.

É preciso reconhecer que a lógica do regime norte-coreano escapa à argúcia dos melhores analistas. A irresponsabilidade talvez seja a principal marca do governo, cujo discurso baseia-se numa ideologia socialista autossuficiente (“juche”). Não dá satisfações à população nem ao restante do mundo. A comunidade internacional precisa, portanto, agir com prudência, mas sem hesitações.

Nesse difícil tabuleiro, a China tem especial responsabilidade, por suas históricas relações com o país. Em 2013, Pequim apoiou no Conselho de Segurança da ONU as sanções contra a Coreia do Norte. Agora, é preciso terminar de vez com qualquer resto de dubiedade".
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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Dilma e o terrorismo (Augusto Nunes)




Em 24 de setembro de 2014, depois de uma reunião na ONU, Dilma Rousseff resolveu explicar aos jornalistas brasileiros por que os companheiros do Estado Islâmico (que a presidente chama carinhosamente de ISIS, informa o palavrório em dilmês) devem ser tratados com muita paciência e mais respeito pelos bárbaros ocidentais. Confira o comício inverossímil em 

https://youtu.be/fiMTfPxPPtE

"Ô, gente, vocês acreditam que bombardeá o ISIS resolve o problema? Porque se resolvesse eu acho que estaria resolvido no Iraque. E o que se tem visto no Iraque é a paralisia. Isso não sô eu que tô dizeno, é só ocês lerem o New York Times de ontem. Que qui o New York Times diz? Que houve uma estagnação. Porque o ISIS tem apoio de comunidades sunitas. Então, o que se tem de olhá é, de fato, a raiz desse problema. Ceis sabem aquele negócio, quando ocê destampa a caixa e sai todos os demônios? Os demônios estão soltos. Todos. Não vamos esquecer o que ocorreu no Iraque: houve uma dissolução do Estado iraquiano, uma dissolução. Então, hoje, a gente querê simplesmente… é… bombardeá o ISIS, dizê que você resolve porque o diálogo não dá, eu acho que não dá, também, só o bombardeio, porque o bombardeio não leva a consequências de paz. Porque você qué bombardeá por quê? Porque alguém internamente qué qui você bombardeie? Você vai bombardeá para quê? Para garantir a paz?"

Depois dos atentados em Paris, Dilma anda fazendo de conta que esqueceu o que disse. Mas até os bebês de colo sabem que gente assim não muda de ideia.

Na juventude, ela aprendeu com professores como Carlos Marighella a apreciar a beleza que existe no ato de matar por uma causa. Esse tipo de distúrbio não tem cura.

domingo, 15 de novembro de 2015

Dilma e os terroristas do Estado Islâmico (Augusto Nunes)


Em 24 de setembro de 2014, depois de uma reunião na ONU, Dilma Rousseff resolveu explicar aos jornalistas brasileiros por que os companheiros do Estado Islâmico (que a presidente chama carinhosamente de ISIS, informa o palavrório em dilmês), devem ser tratados com muita paciência e mais respeito pelos bárbaros ocidentais.
Confira o comício inverossímil:

“Ô, gente, vocês acreditam que bombardeá o ISIS resolve o problema? Porque se resolvesse eu acho que estaria resolvido no Iraque. E o que se tem visto no Iraque é a paralisia. Isso não sô eu que tô dizeno, é só ocês lerem o New York Times de ontem. Que qui o New York Times diz? Que houve uma estagnação. Porque o ISIS tem apoio de comunidades sunitas. Então, o que se tem de olhá é, de fato, a raiz desse problema. Ceis sabem aquele negócio, quando ocê destampa a caixa e sai todos os demônios? Os demônios estão soltos. Todos. Não vamos esquecer o que ocorreu no Iraque: houve uma dissolução do Estado iraquiano, uma dissolução. Então, hoje, a gente querê simplesmente… é… bombardeá o ISIS, dizê que você resolve porque o diálogo não dá, eu acho que não dá, também, só o bombardeio, porque o bombardeio não leva a consequências de paz. Porque você qué bombardeá por quê? Porque alguém internamente qué qui você bombardeie? Você vai bombardeá para quê? Para garantir a paz?”

Depois dos atentados em Paris, Dilma anda fazendo de conta que esqueceu o que disse. Mas até os bebês de colo sabem que gente assim não muda de ideia.
Na juventude, ela aprendeu com professores como Carlos Marighela a apreciar a beleza que existe no ato de matar por uma causa. Esse tipo de distúrbio não tem cura.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cabeça de vento (Augusto Nunes, em 04/10/2015)

Em evento patrocinado pela ONU, dona Dilma - em um de seus momentos insuperáveis - mostrou a um mundo estarrecido o vazio espantoso em sua cabeça, a única capaz de estocar vento, como afirmou Augusto Nunes:


“Até agora, a energia hidrelétrica é a mais barata, em termos do que ela dura com a manutenção e também pelo fato da água ser gratuita e da gente poder estocar.

O vento podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento. Então, se a contribuição dos outros países, vamos supor que seja desenvolver uma tecnologia que seja capaz de na eólica estocar, ter uma forma de você estocar, porque o vento ele é diferente em horas do dia.

Então, vamos supor que vente mais à noite, como eu faria para estocar isso? Hoje nós usamos as linhas de transmissão, você joga de lá para cá, de lá para lá, para poder capturar isso, mas se tiver uma tecnologia desenvolvida nessa área, todos nós nos beneficiaremos, o mundo inteiro”.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Dilma, a filha da mentira

   
Quando ele profere mentira fala   
do que lhe é próprio, porque é
mentiroso, e pai da mentira 
(João 8:44)


                                      
Em discurso pronunciado na abertura dos trabalhos da ONU, dona Dilma mostrou, mais uma vez, que seu caso não é político: é espiritual. Uma pessoa temente ao Senhor não ousaria apoiar assassinos, estupradores e abusadores de crianças e mulheres congregados na seita de sicários denominada Estado Islâmico, organização terrorista que tem como método de ação a degola ou crucificação de suas vítimas. 




Ninguém próximo da dita normalidade, teria coragem de afrontar os parâmetros da vida civilizada que regem as relações entre os povos, em flagrante contradição com o entendimento da totalidade das nações irmanadas na ONU, as quais querem coibir os crimes daqueles fanáticos. Somente dona Dilma, a tresloucada filha da mentira, ou do diabo, o que dá no mesmo, teria a coragem de patrocinar tal posicionamento (nada de repressão aos degoladores e crucificadores - propõe dona Dilma - mas conversas e conselhos gentis para que eles se redimam e abandonem suas práticas abomináveis).   




Dona Dilma parece estar endemoniada. Talvez sua alma nem mais esteja entre nós e ela, Dilma ou o que imaginamos ser a própria, seja tão somente um daqueles seres fantásticos que transitam entre diferentes mundos. Talvez sua alma já habite, há muito, as profundezas do inferno, mergulhada em mar de piche fervente. Talvez seu corpo esvaziado tenha sido ocupado por algum demônio do bando de Barbarícia. 

Talvez não só dona Dilma, mas o conjunto de seus acólitos, se transformaram em corpos sem alma: zumbis, a vagar sem rumo e sem pouso. Talvez os demônios desocupados se aproveitaram e invadiram imediatamente aqueles vazios, assim como o fazem os bárbaros do MST em todos os rincões do Brasil. Talvez os demônios amigos de dona Dilma tenham se constituído no MDSC (Movimento dos Demônios sem Corpo). 

Dona Dilma deveria ser exorcizada. Entre alguns de seus devotados amigos pratica-se a cerimônia de descarrego, visando afastar os encostos que encalistam suas vítimas. Que eles cumpram seus deveres para com a humanidade ou, ao menos, tentem amenizar este flagelo

É necessário fazer uma corrente; orar para que o demônio encarnado em Dona Dilma se afaste de seu corpo, e volte o mais rápido possível ao seu mundo infernal. Duzentos milhões de brasileiros merecem ser dirigidos por alguém menos nefasto. Dona Dilma, a endemoniada, é u'a ameaça para todos os povos da Terra! 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dona Dilma e os cortadores de cabeças

Dona Dilma é uma criatura primitiva. Antigamente só os brasileiros sabiam disso. Agora, o resto do mundo também sabe. Dilma envergonha, não só o país, mas toda a humanidade. 

Se as oposições quisessem demolir a madame bastaria mostrar, no horário eleitoral, a cena tétrica de terroristas decapitando jornalistas. Em seguida, uma pergunta simples:

"A ONU quer punir estes criminosos que degolam inocentes. Dilma é contra. Ela acha que o certo é conversar com eles, bater um papinho, fazer reuniões para debater os problemas. Você concorda com ela?"

Outra sugestão: mostrar imagens de pessoas crucificadas pelos terroristas do Estado Islâmico (boa parte das vítimas era composta de cristãos). Em seguida, perguntar:

"Terroristas estão matando gente inocente com o método mais cruel que existe: a crucificação, o mesmo que foi aplicado a Nosso Senhor Jesus Cristo. Dilma é contra punir tais criminosos. Ela quer conversar com eles. Ela acha que gente assim muda de opinião com simples palavras. Você concorda com ela?"

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Zero noção de Estado - Dora Kramer (Estadão de 26/09/2014)

"Realmente o governo brasileiro não dá a mínima para o Brasil. Interessa-lhe única e exclusivamente a plataforma de poder, a máquina para fazer política, assegurar empregos e outros que tais cujos detalhes o fim da fase do segredo de Justiça poderá esclarecer.

Tivessem algum apreço pelo País, a presidente Dilma Rousseff e os que a cercam teriam pensado duas vezes (ou quantas fossem necessárias) antes de levar um discurso de cunho partidário à abertura da Assembleia-Geral da ONU, evitando também no campo internacional a proposição de "diálogo" com gente que não conversa, degola.

À presidente da República não parece ter ocorrido nem por um minuto que estaria ali na representação de um País e seu posicionamento no mundo. Foi à Organização das Nações Unidas com o mesmo espírito com que se dirige a um encontro do PT, à biblioteca do Palácio da Alvorada, ao canteiro de obras do Rio São Francisco ou onde grave sua participação no horário eleitoral da televisão ou recite a cantilena sobre a história do partido que salvou o Brasil.

Ainda que fosse tudo verdade, que tudo caminhasse àquelas maravilhas por ela contadas, que o dito combate à corrupção não se expressasse em repetidas operações "abafa", que o País tivesse sido inventado há 12 anos, não caberia à presidente aproveitar-se da tribuna da ONU para produzir cenas às câmeras de João Santana.

Não é bom nem imaginar qual terá sido a avaliação dos chefes de Estados ali presentes diante de uma presidente exclusivamente concentrada em enaltecer a si de maneira provinciana e, sobretudo, sectária na medida em que não falou como porta-voz do Estado brasileiro, uma instituição permanente, preferindo se colocar como porta-bandeira de uma corrente partidária em episódio transitório que se encerra dentro de um mês.

A presidente já havia deixado de lado a compostura quando chancelou o uso da mentira na campanha e aceitou vocalizar indelicadezas contra uma adversária. Na ONU, não desencarnou da candidata. No dia a dia, deixou em segundo plano suas funções. Ocupada com seus afazeres eleitorais, há tempo não recebe embaixadores que esperam para apresentar suas credenciais a fim de exercer a representação dos respectivos países. Já são 28, noticia O Globo.

Poderia até ser um exemplo menor, mera falta de cortesia, se o constrangedor discurso nas Nações Unidas não tivesse deixado patente que o governo brasileiro só tem olhos e põe realmente as mãos à obra quando o assunto é eleitoral.

Falo, não faço. A displicência com que o ex-presidente Lula trata o convite da Polícia Federal para que deponha como testemunha em um dos inquéritos ainda restantes do mensalão não combina com a maneira incisiva com que a presidente Dilma vem abordando a questão do combate à corrupção.
O assunto entrou na campanha depois do acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Desde então, a presidente tem acentuado que os governos do PT foram dos mais combativos e mais ativos na criação de controles. Segundo ela, só há tantos escândalos porque a corrupção passou a ser combatida.

Ocorre que desde fevereiro a PF tenta sem sucesso ouvir Lula sobre uma denúncia feita por Marcos Valério de Souza a respeito de um repasse de R$ 7 milhões da Portugal Telecom para o PT. O advogado Márcio Thomaz Bastos posterga o depoimento e Lula trata o tema com ironia. "Só se você me convidar", respondeu à jornalista que o indagou a respeito nesta semana.


Como não está intimado, não é obrigado a comparecer. Paulo Okamoto, um de seus assessores, diz que depois das eleições "talvez" o ex-presidente compareça. De onde se conclui que a disposição para colaborar com o combate à corrupção não é ampla, geral e muito menos irrestrita. Tem seus limites".

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Dilma é a Borat da política brasileira

Dona Dilma parece que adora imitar os palestinos: não perde a oportunidade de perder a oportunidade. Aproveitando-se de maneira tacanha daqueles costumes exóticos que a comunidade das nações cultiva, lá se foi a obesa criatura fazer o discurso inaugural das sessões da ONU. 



A tola madame fartou-se de enaltecer a suposta relevância de assuntos que só interessam à sua aldeia. Na sua auto-exaltação provinciana frente à diplomacia internacional, dona Dilma insinua que o espírito de Borat - o segundo melhor repórter do Cazaquistão - se incorporou na sua figura, mais caricata que a do humorista judeu.



O jornalista Gustavo Chacra assim descreveu a situação, em sua coluna do Estadão, em 24/09/2014:

"Ninguém, fora do Brasil, se importa com o discurso da presidente brasileira na Assembleia Geral da ONU (nos anos anteriores, com a espionagem da NSA e Palestina, houve uma maior atenção). O mesmo valia para época que Fernando Henrique Cardoso estava no poder. Lula, na primeira vez, causou algum impacto porque no Ocidente, onde Brasil não costuma ser considerado ocidental, as pessoas adoram o exotismo do Brasil e histórias de vida romanceadas como a do ex-presidente. Marina Silva, se eleita, também atrairá holofotes em sua primeira visita a Nova York como presidente porque tem uma história exótica na forma como o Ocidente gosta de enxergar o Brasil, ligada à Amazônia.

Normalmente, na ONU, as pessoas apenas prestam atenção nos discursos dos presidentes dos EUA, do Irã e, em menor escala, de Israel e da Palestina. Além, claro, de seus próprios presidentes. Mesmo representantes da Grã Bretanha e da França causam pouco impacto – procure declarações deles na imprensa brasileira nos próximos dias. De ano para ano, dependendo do tema em discussão, prestam mais atenção em algum  líder, como Morsy, então presidente do Egito, dois anos atrás. Além, claro, de figuras esquisitas, como Fidel e Kadafi – neste caso,  mais pelo surrealismo destes líderes.

O discurso de Dilma não foi transmitido por nenhuma das redes de TV de notícias dos EUA – Fox News, CNN, MSNBC e Al Jazeera America. Uma delas colocava a chamada “Awaiting Obama”, enquanto comentaristas especulavam  sobre o discurso.  Não teve e não terá nenhum  impacto fora do Brasil".