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sexta-feira, 11 de março de 2016

Michel Temer vem aí! (Ricardo Noblat)


Cuidemos do cerco a Dilma que do cerco a Lula cuida a Lava-Jato.
Está assim: não há em Brasília viva alma no primeiro escalão da República, nem mesmo no segundo, que aposte na permanência dela no poder até o fim do ano.
O primeiro escalão reúne ministros de Estado, ministros do Judiciário, presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, e os líderes dos principais partidos. O segundo escalão, aqueles que  trabalham ligados diretamente a essa gente.
O ex-presidente José Sarney não ocupa nenhuma dessas posições. Mas é um político influente, embora sem mandato. E faz parte do primeiro escalão da República. A senadores, segundo informou a edição online do Jornal do Brasil, ele disse na última quarta-feira:
- Acabou [o governo]. É como Café, Getúlio e Collor.
É o que mais se ouve em Brasília de uma semana para cá: "Acabou o governo. Acabou".
Getúlio Vargas matou-se quando os militares ameaçaram derrubá-lo em 1954. Foi sucedido por Café Filho, seu vice, que logo caiu.
Fernando Collor, o primeiro presidente eleito pelo voto popular depois da ditadura militar de 1964, acabou cassado pelo Congresso em 1992.
Dilma caminha para perder o mandato por obra e graça dos graves erros que cometeu, das crises sem solução que assolam o país e por lhe faltar talento para governar. Agradeça a Deus se escapar sem que lhe acusem de corrupção.
A essa altura, nem mesmo o PT acredita que possa salvar Dilma. Ou pior: nem mesmo o PT está interessado em tentar salvá-la. O PT quer salvar Lula. Se conseguir, ficará de bom tamanho.
Há manobras políticas diversionistas em curso que só servem para esconder o que de fato importa.
“Parlamentarismo, já!” - defendem muitos. “Parlamentarismo, em breve!” - pregam outros.
Tolices. No momento, tolices. Imagine este parlamento, logo este, fortalecido por uma troca de regime.
“Eleição presidencial no fim do ano coincidindo com a eleição já marcada de vereadores e prefeitos!”
Tem gente no PT disposta a comprar essa ideia. Se Lula livrar-se da Lava-Jato, quem sabe ele não se candidata outra vez a presidente e se elege?
Não leve a ideia a sério.
O que se trama, o que amadurece enquanto se agrava a situação do país, enquanto Dilma se isola cada vez mais e é isolada por todos, é a simples deposição dela via impeachment e a ascensão do vice-presidente Michel Temer.
Senadores e deputados já não reclamam do rito do impeachment estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal. Que se faça como o Supremo quer - desde que logo.
Será a saída mais simples e mais rápida para uma situação que se tornou insuportável.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Votos para 2016


1°) Para dona Dilma e seus mirmídones: que as pulgas de mil camelos invadam suas casas, seus palácios e salas de reuniões;

2°) Aos brasileiros decentes: muito sexo, vinho, uísque, cerveja, jazz e desobediência civil;

3°) A Michel Temer: assumir logo a presidência do país;

4°) Ao resto do mundo: Mandar para o inferno, já, sem culpa, tiranos ridículos como Fidel, Kim Jong-un e a turma do Estado Islâmico, entre outros lixos que ainda infelicitam a humanidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Rabulices


De nada adiantou a pantomima jurídica promovida em Brasília, na última segunda feira, por Dilma e seus porquinhos amestrados. Um bando de gente que deveria estar trabalhando se dispôs, ou foi contratada, para dar pitaco no processo de impeachment da madame. A coisa parecia impressionante: duas dúzias e meia de pelegos do Direito, numa cerimônia que os infantilizou de maneira humilhante. Um a um, tal qual alunos internos de colégio religioso, foram ao proscênio para declinar à madre superiora suas boas ações e, ao mesmo tempo, verberar os vícios da oposição golpista. Retornando, em seguida, ao lugar previamente designado, ficaram à espera de amoroso tapinha nas bochechas e um cartuxo pequeno de amêndoas doces (se fosse dos grandes poderia estimular o pecado da gula).

Bastou, no entanto, que um verdadeiro constitucionalista - Temer - e um notável jurista - Reale - se manifestassem, para que se dissolvesse aquele sonho coletivo de uma noite de verão. Ninguém mais sequer se lembra do deprimente espetáculo dos trinta sábios operadores do Direito. Aliás, se alguém pretender contratar um advogado, e tiver por opção o professor Miguel Reale, ou algum dos juristas dilmescos, qual deles será a escolha da maioria? 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Alea jacta est



Com a carta enviada a Dilma, Michel Temer repete o gesto de Júlio Cesar: atravessou o Rubicão. Foi dado o primeiro passo em direção à presidência da República. Saiu de uma posição defensiva e partiu para o ataque. Atingiu com sua carta o ponto nevrálgico de dona Dilma e seu entorno: a credibilidade. Não é possível manter o papel de representante político atuando somente nas sombras. Michel Temer praticamente acuou a madame dando-lhe um xeque devastador. Ainda não é o xeque-mate; este será dado pelo Parlamento. Agora é só uma questão de tempo. Temer não é mais uma peça decorativa. Temer é a clara expectativa de poder que conduz o processo de aglutinação política em torno de si e de um novo projeto. 

Dona Dilma não tem como responder às duras considerações do ainda vice-presidente. Michel Temer taxou-a de mentirosa, dissimulada, hipócrita, oportunista e incompetente. Aliás, haveria melhor conjunto de adjetivos que descrevessem à perfeição a estúpida figura presidencial?

O Brasil vai ficar melhor sem Dilma e seus penduricalhos. Nariz marrom, lambe-cu ou puxa-saco, é o mínimo que se pode dizer da famulagem desprezível que cerca o trono da soberana, pastiche da rainha de copas da história de Alice. Em breve o povo brasileiro não será mais obrigado a ouvir a deplorável linguagem de estiva que a madame e seu antecessor instalaram na cúpula política da Nação. Não se verão mais episódios deprimentes, como aquele em que um bando de áulicos trombeteava em impenetrável dialeto jurídico justificativas para as trapalhadas e trapaças da presidente atual. 

Francamente. Querer se contrapor, com argumentos, desculpas esfarrapadas na verdade, de mercenários do Direito às lúcidas e justas considerações produzidas por Hélio Bicudo e Miguel Reale, reflete bem as opções que o petismo sempre adotou. Sempre gostaram do lixo histórico, social, político e acadêmico. Gente desse jaez é a mesma que patrocina, em Universidades públicas, bebedeiras de alunos e seminários sobre a nobre arte da masturbação.

Parafraseando famosa manchete jornalística nos estertores do governo Jango, quando ninguém aguentava mais os desmandos, os desatinos e a irresponsabilidade vigentes: Basta!