quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Herança petista: o país dos microcéfalos


Reportagem do G1 publica entrevista com dona Dilma. Por incrível que pareça, a madame microcéfala deu uma de mané.

Ela negou, peremptoriamente, que o governo dela tenha qualquer vínculo com o rompimento da barragem de detritos e a destruição do Rio Doce. 


"Nossa responsabilidade nós cumprimos toda. O governo federal cumpriu todas as fiscalizações que nos cabem" (Sic). 


A obtusa criatura poderia, ao menos, nos poupar o desgosto de vê-la. Deveria usar uma burka quando saísse pelo mundo.





terça-feira, 17 de novembro de 2015

Dilma e o terrorismo (Augusto Nunes)




Em 24 de setembro de 2014, depois de uma reunião na ONU, Dilma Rousseff resolveu explicar aos jornalistas brasileiros por que os companheiros do Estado Islâmico (que a presidente chama carinhosamente de ISIS, informa o palavrório em dilmês) devem ser tratados com muita paciência e mais respeito pelos bárbaros ocidentais. Confira o comício inverossímil em 

https://youtu.be/fiMTfPxPPtE

"Ô, gente, vocês acreditam que bombardeá o ISIS resolve o problema? Porque se resolvesse eu acho que estaria resolvido no Iraque. E o que se tem visto no Iraque é a paralisia. Isso não sô eu que tô dizeno, é só ocês lerem o New York Times de ontem. Que qui o New York Times diz? Que houve uma estagnação. Porque o ISIS tem apoio de comunidades sunitas. Então, o que se tem de olhá é, de fato, a raiz desse problema. Ceis sabem aquele negócio, quando ocê destampa a caixa e sai todos os demônios? Os demônios estão soltos. Todos. Não vamos esquecer o que ocorreu no Iraque: houve uma dissolução do Estado iraquiano, uma dissolução. Então, hoje, a gente querê simplesmente… é… bombardeá o ISIS, dizê que você resolve porque o diálogo não dá, eu acho que não dá, também, só o bombardeio, porque o bombardeio não leva a consequências de paz. Porque você qué bombardeá por quê? Porque alguém internamente qué qui você bombardeie? Você vai bombardeá para quê? Para garantir a paz?"

Depois dos atentados em Paris, Dilma anda fazendo de conta que esqueceu o que disse. Mas até os bebês de colo sabem que gente assim não muda de ideia.

Na juventude, ela aprendeu com professores como Carlos Marighella a apreciar a beleza que existe no ato de matar por uma causa. Esse tipo de distúrbio não tem cura.

Eles têm as armas. Que se fodam. Nós temos o champagne.



Mulheres evitam criticar Pedro Paulo (Ricardo Noblat)


Espanta e envergonha que mulheres, no exercício de cargos políticos e em posições de destaque, hesitem em condenar a atitude do secretário-executivo da prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Carvalho, de espancar duas vezes sua ex-mulher Alexandra quando era casado com ela; de mentir ao ver as agressões serem descobertas; e de forçar Alexandra a defendê-lo em humilhante entrevista coletiva.

Fátima Pelaes, por exemplo, a presidente nacional do PMDB Mulher, saiu-se de banda ao ser abordada, ontem, por um repórter de O Globo. Ditou:
- O núcleo estadual, que conhece mais a situação, entende que ele pode ser reabilitado. Nada justifica a violência, é inaceitável a agressão em qualquer tempo, mas há uma segunda chance.
Presidente da seção carioca do PMDB mulher, Kátia Lôbo recusou-se a conversar.
- Não tenho nada para falar sobre isso — disse e desligou o telefone.
Como não tem? Quem teria?
A presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, a senadora Rose de Freitas (ES), reagiu irritada com a demora do prefeito Eduardo Paes em desistir da candidatura de Pedro Paulo à sua sucessão:
- Recuso-me a tratar isso como uma questão partidária. É uma questão de Direitos Humanos, inaceitável. O Eduardo Paes não tem que esperar a sociedade reagir, é um contencioso que fica para sempre. O próprio Pedro Paulo deveria se considerar sem condições de ser candidato. Quebra o pau na mulher e não quer que a gente fale?
Recém-filiada ao PMDB de Paes e de Pedro Paulo, a antiga líder feminista e atual senadora Marta Suplicy (SP), candidata a prefeita de São Paulo, registrou em e-mail:
- Fui e sou sempre solidária à luta e ao direito das mulheres, principalmente contra essa chaga que é a violência.
Para a deputada Laura Carneiro (RJ) o assunto está superado:
- O trabalho dele [Pedro Paulo] como Executivo, 20 anos de atuação, não pode estar atrelado a uma questão pessoal. Na política, há coisas boas e coisas ruins, ou se está no barco, ou não. E eu estou.
Ninguém parece estar mais no barco do que a vereadora Verônica Costa:
- É difícil acreditar (nas agressões). É melhor esperar a Justiça se posicionar. Não é o perfil do Pedro, não o vejo assim.
Como não acreditar se o próprio Pedro Paulo confessou as agressões e pediu desculpas por elas?
Pragmática, a vereadora Leila do Flamengo quase não falou:
- Por lealdade, preferia não me pronunciar. Preocupo-me em não machucar quem me deu apoio.

PS:O ilustre jornalista Ricardo Noblat só se esqueceu de citar o resto da reportagem do jornal O Globo. Nela consta que “abordada em evento em Brasília, a titular da pasta que abarcou a antiga Secretaria de Políticas para Mulheres, Nilma Lino, recusou-se a tratar do assunto”. 
Faz sentido. Como a ministra também responde pelos assuntos afrodescendentes, e a espancada é uma gata loura, melhor não falar nada. Mulher branca precisa provar do próprio veneno. Pelo papel humilhante que aceitou desempenhar, loura que é, deve ser meio burrinha mesmo. Talvez até goste de apanhar. Nelson Rodrigues garantia que sim.  

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dilma propôs diálogo com os bárbaros

O povo brasileiro não pode se esquecer - nunca - da sugestão de dona Dilma em discurso na ONU. Segundo ela, deveríamos estabelecer um diálogo com os terroristas do Estado Islâmico. As imagens abaixo são explicativas sobre quem são os bravos companheiros.


https://youtu.be/0rGTyY-uV0U


domingo, 15 de novembro de 2015

Reflexões de um professor (Celso Lafer)


Estudei e me formei na Faculdade de Direito da USP (1960-1964) e passei a lecionar nas suas Arcadas em 1971, na sequência da pós-graduação e do doutorado em Ciência Política na Universidade Cornell, nos EUA. A minha atividade de professor da faculdade estendeu-se até 2011, quando fui alcançado pela compulsória.

Foram 40 anos que fizeram do ensino e da pesquisa eixos centrais da minha vida, generosamente reconhecidos quando recebi o Prêmio Professor Emérito Guerreiro da Educação Ruy Mesquita de 2015, concedido pelo CIEE e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Passei, assim, a integrar um honroso rol de eminentes educadores, muitos dos quais tiveram papel importante na minha própria formação, como Ruth Cardoso, Miguel Reale e Antonio Candido.

Para esse reconhecimento seguramente contribuiu o fecho privilegiado da minha trajetória de professor que foram os oito anos de presidência da Fapesp, encerrados em setembro. A Fapesp deu-me a oportunidade de cumprir outra relevante missão da vida universitária: a prestação de serviços à comunidade, no caso, respaldando em nosso Estado a formação de quadros e apoiando a pesquisa de qualidade em todos os campos do conhecimento.

Na faculdade dediquei-me ao ensino e à pesquisa do Direito Internacional e da Filosofia do Direito, duas disciplinas afins na minha visão e experiência. Ao fazer um balanço da minha produção acadêmica no âmbito do Direito, verifico que parte significativa é constituída por estudos, permeados por temas recorrentes e transversais, que são por sua vez a expressão de um contínuo work in progress. Este resulta de um esforço de ir esclarecendo por meio de aproximações sucessivas as inquietações de um intelectual preocupado com os grandes problemas do Direito e do seu papel na sociedade.

Por essa razão, e com a aspiração de apresentar uma atualizada prestação de contas do work in progress, reuni sob o título geral Um Percurso no Direito no Século XXI meus trabalhos mais recentes, organizados tematicamente em três volumes, Direitos Humanos, Direito Internacional, Filosofia e Teoria Geral do Direito, que acabam de ser publicados pela Atlas/GEN.

Verifico que as linhas da minha reflexão acabaram antecipando tendências e estão em sintonia com a importância que vem sendo atribuída à tutela dos direitos humanos, tanto no plano interno, à luz da Constituição de 1988, quanto no plano externo, por obra da política do Direito traçada pela Declaração Universal de 1948. Também estão em sintonia com a crescente relevância da agenda do Direito Internacional Econômico, que, por obra da interdependência, vem ampliando o repertório e o escopo de normas de mútua colaboração, reguladoras da transferência internacional de recursos. Daí a importância tanto do regionalismo de múltiplos processos do Direito de Integração quanto do alcance de multilateralismo comercial, de que a OMC e o seu Sistema de Solução de Controvérsias são uma expressão e em conjunto são parte do fenômeno mais amplo da globalização do Direito.

As janelas do espírito se abrem por dentro, como dizia o professor Miguel Reale, e foram suas aulas e as do professor Goffredo Telles Jr. que abriram as janelas do meu interesse pela Filosofia do Direito. A Filosofia do Direito coloca o problema epistemológico de um apropriado equilíbrio na determinação do alcance e extensão dos seus campos de investigação. Enquanto filosofia, não pode deixar de lado preocupações teóricas, mas enquanto Direito diz respeito à práxis. É por essa razão que a Filosofia do Direito, no meu entender, é um campo do conhecimento construído e elaborado por juristas com interesses filosóficos voltado para um parar para pensar problemas que não encontram adequado encaminhamento no âmbito estrito do Direito Positivo. Os estudos de Filosofia e Teoria Geral do Direito reunidos na trilogia são, no seu pluralismo, representativos de um work in progress que parte desta perspectiva organizadora.

A Filosofia do Direito comporta também, como diria Bobbio, uma funzione civile voltada para a reflexão sobre os grandes problemas do Estado e do Direito. O Direito não é só experiência, mas não pode ser entendido sem ela. Foram os eventos da experiência vivida do regime autoritário de 1964 que me levaram a refletir sobre os méritos do governo das leis como superior ao dos homens e na especificidade da relação governantes/governados a indispensabilidade para a qualidade da convivência coletiva da tutela dos direitos humanos. Os direitos humanos consagram a democrática perspectiva ex parte populi representativa da passagem do dever dos súditos para os direitos dos seres humanos e são uma expressão do tema arendtiano do direito a ter direitos. Daí, na trilogia, a complementaridade entre o volume 3, com estudos da Filosofia do Direito, e o volume 1, com os de Direitos Humanos, que transita igualmente sobre os desafios do processo da sua crescente internacionalização. Daí também a complementaridade com o volume 2, com os trabalhos sobre Direito Internacional.

Meu interesse, desde moço, pelas relações internacionais e pelas modalidades da inserção do Brasil no mundo me levou naturalmente ao estudo do Direito Internacional. O Direito Internacional é um Direito em movimento. Por isso, como observa Bobbio, são relevantes as contribuições dos internacionalistas à Teoria Geral do Direito, posto que lidam com o fenômeno jurídico, não se circunscrevendo à predominante estabilidade dos direitos internos. O movimento do Direito Internacional contemporâneo que promove a interpenetração dos ordenamentos transita pela internacionalização dos direitos humanos e pela crescente incidência e amplitude espacial das normas do Direito Internacional Econômico, lastreada da reciprocidade dos interesses.

Os textos reunidos no volume 2 são igualmente a expressão de um work in progress nesse campo que foi adquirindo a densidade proveniente de um conhecimento “de dentro” da diplomacia econômica, nos períodos em que chefiei o Itamaraty e fui o embaixador do Brasil junto à OMC, em Genebra.

Dilma e os terroristas do Estado Islâmico (Augusto Nunes)


Em 24 de setembro de 2014, depois de uma reunião na ONU, Dilma Rousseff resolveu explicar aos jornalistas brasileiros por que os companheiros do Estado Islâmico (que a presidente chama carinhosamente de ISIS, informa o palavrório em dilmês), devem ser tratados com muita paciência e mais respeito pelos bárbaros ocidentais.
Confira o comício inverossímil:

“Ô, gente, vocês acreditam que bombardeá o ISIS resolve o problema? Porque se resolvesse eu acho que estaria resolvido no Iraque. E o que se tem visto no Iraque é a paralisia. Isso não sô eu que tô dizeno, é só ocês lerem o New York Times de ontem. Que qui o New York Times diz? Que houve uma estagnação. Porque o ISIS tem apoio de comunidades sunitas. Então, o que se tem de olhá é, de fato, a raiz desse problema. Ceis sabem aquele negócio, quando ocê destampa a caixa e sai todos os demônios? Os demônios estão soltos. Todos. Não vamos esquecer o que ocorreu no Iraque: houve uma dissolução do Estado iraquiano, uma dissolução. Então, hoje, a gente querê simplesmente… é… bombardeá o ISIS, dizê que você resolve porque o diálogo não dá, eu acho que não dá, também, só o bombardeio, porque o bombardeio não leva a consequências de paz. Porque você qué bombardeá por quê? Porque alguém internamente qué qui você bombardeie? Você vai bombardeá para quê? Para garantir a paz?”

Depois dos atentados em Paris, Dilma anda fazendo de conta que esqueceu o que disse. Mas até os bebês de colo sabem que gente assim não muda de ideia.
Na juventude, ela aprendeu com professores como Carlos Marighela a apreciar a beleza que existe no ato de matar por uma causa. Esse tipo de distúrbio não tem cura.