quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Caixinha, obrigado (Juca Chaves, em 1960)

Com as raras e honrosas exceções de sempre, os políticos do Brasil parecem insistir em perseverar no seu ser. Ainda nesta semana, só para ficar num exemplo, o ministro Celso de Mello, do STF, retirou do fundo do baú uma referência a Carlos Lacerda. Em sendo assim, vale relembrar também música de Juca Chaves, espelho daquela época. Mais abaixo a letra e o link para quem quiser ouvir.

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"A mediocridade é um fato consumado
na sociedade onde o ar é depravado
marido rico, burguesão despreocupado
que foi casado com mulher burra mas bela
o filho dela é político ou tarado
Caixinha, obrigado!

A situação do brasil vai muito mal;
Qualquer ladrão é patente nacional;
Um policial, quase sempre, é uma ilusão
E a condução é artigo racionado.
Porém, ladrão... isso tem pra todo o
Lado!
Caixinha, obrigado!

O rock'n'roll, nesta terra é uma doença,
e o futebol, é o ganha pão da imprensa
vença ou não vença, o Brasil é o maioral
e até da bola, nós já temos general
que hoje é nome de estádio municipal
Caixinha, nacional!

a medicina está desacreditada
penicilina, já é coisa superada
tem curandeiro nesta terra pra chuchu
Rio de Janeiro tá pior que Tambaú
e de outro lado, onde está o delegado
Caixinha, obrigado!

Dramalhão, reunião de deputado
é palavrão que só sai pra todo lado
Se um deputado abre a boca, é um
atentado
E a mãe de alguém é quem sofre toda vez
No fim do mês... cento e vinte de ordenado.
Caixinha, obrigado!"

https://youtu.be/FeVd8yBlW2E

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Corrupção como forma de poder (José Arthur Giannotti, em 19/08/2015)


"Nos últimos tempos a Operação Lava Jato tem marcado o ritmo da política brasileira. Quantas vezes partidos e atores se movem tendo em vista as fases do processo? Gostaria de levantar a hipótese de que ela mesma se tornou movimento político, embora sem participar do sistema representativo como tal.

Para distinguir o principado da república Maquiavel indica que no primeiro o poder ou é hereditário ou conquistado. A esquerda revolucionária sempre apostou na conquista do poder, que na tradição leninista é único e indivisível. A proposta de Lenin de conferir todo o poder aos sovietes implicava excluir da vida política quem não estava associado a essa organização de soldados, operários e camponeses. Essa orientação rachou a esquerda europeia do início do século 20, encontrando oposição ferrenha dos comunistas alemães, do “renegado” Karl Kautsky a Rosa Luxemburgo.

Se esses pregavam a ditadura do proletariado, esta era entendida como tarefa a ser entregue à classe total para instalar uma res publica.

A esquerda brasileira sempre se aproximou da linha leninista e o PT sofreu essa influência. É sintomático não ter-se comprometido com as fórmulas da República “burguesa” que se instalou depois da queda do sistema militar. Essa linha se aprofunda conforme o PT se aproxima e se infiltra no poder. Se a ele chega de forma republicana, desde logo trata de conquistar os aparelhos do Estado. Primeiramente, infiltrando neles militantes e sindicalistas, depois, com a vitória de Lula em 2002, ocupando novos postos, principalmente em comissão. A ideia inicial era politizar esses aparelhos, dando-lhes novo sentido histórico. E assim a máquina do partido se infla no Estado, tendendo a se confundir com ele.

Não reside aí o germe da nova forma de corrupção que o lulopetismo instalou no País? Para que essa enorme massa de militantes pudesse ser tramada para agir politicamente, para que pudesse ajudar numa governabilidade que se fazia mediante alianças as mais variadas, foi necessário montar e financiar uma cara máquina política. Isso se evidencia muito cedo, quando do assassinato de Celso Daniel, em 2002. O prefeito de Santo André recusa-se a dar continuidade ao fluxo de arrecadação de propinas quando percebe que, antes de chegar ao seu destino, deixava rastros nos bolsos dos coletores. Removido o obstáculo, porém, o sistema se expande e se agiganta.

Corrupção sempre existiu, até mesmo no Paraíso. O diabo-cobra não corrompeu Eva? Mas em política importa sobretudo sua forma, na medida em que entranha formas de poder. A forma da corrupção praticada por César ou Augusto – as apropriações efetuadas para manter o pão e o circo – não se confunde com a praticada pelo papa Alexandre VI na reestruturação da burocracia vaticana. Nem a especificidade da corrupção tucana se iguala à forma da corrupção petista, mesmo se ambas bebem na mesma fonte. A primeira se concentra na alimentação de um grupo, a segunda passa do partido para o Estado, um e outro se apresentando como momento do universal da História. E a “ditadura” do Terror ou do partido é “incorruptível”.

 A corrupção do próprio aparelho do Estado serve de paradigma para corromper toda a sociedade. Não é estranhável que hoje em dia encontremos um corruptor em cada esquina. Em contrapartida, nada mais natural que a bandeira contra a corrupção seja levantada por aqueles que, na luta profissional, se particularizam e sofrem diminuição de seus poderes.

Conforme os agentes do Estado atuam na base da corrupção, cada vez mais aqueles funcionários, que percebem suas próprias práticas serem corrompidas, enfraquecidas e negadas, ganham condições e argumentos para levantar a bandeira contra ela. Tratam de salvar o sentido de suas profissões. E assim, conforme os partidos do governo perdem a auréola da probidade, outras frentes, tratando de recuperá-la, configuram nova oposição. Não é desse modo que o Ministério Público, cuja independência depende dessa aura, assim como partes da polícia e do Judiciário, que igualmente precisam destacar-se na probidade para sobreviver publicamente, todos eles se juntam para que o exercício de suas profissões ganhe autenticidade e dimensão política?

Não foi assim que o julgamento do mensalão acentuou o lado político do STF? Não que tenha perdido seu fundo jurídico, mas me parece inegável que hoje sua imagem realça um Poder associado aos outros dois da República. É o que me parece estar igualmente acontecendo com a Operação Lava Jato, que, ao tratar de operar de forma mais efetiva e cuidadosa, procura mostrar-se publicamente como estando engajada na regeneração do País. 

A maneira como seus membros se comportam e se associam entre si, o timing de suas decisões e seu relacionamento com a mídia, tudo caminha nessa direção. A leitura do texto do juiz Sergio Moro justificando a prisão de José Dirceu, acusando-o de organizar novo sistema de corrupção, impressiona tanto pela segurança da argumentação policial e jurídica quanto por sua forma midiática. Do mesmo modo, os promotores e os policiais vêm a público explicar no pormenor cada elo do processo de corrupção, ligando Estado, sociedade civil e empresas. E assim promovem a consciência política da necessidade da mudança.


Aí residem a grandeza e o perigo desse processo. A Operação Lava Jato está nos obrigando a ter vergonha do estado de corrupção em que nos encontramos. Mas somente terá repercussão política se forças políticas representativas, levando em conta todos esses processos não representativos, decidirem pelas reformas de que o País necessita. E a ilusão de uma democracia direta – lado inverso do Estado total – só perturba a compreensão de como a política nacional mergulhou numa indecisão que nos engolfa. Os escândalos pipocam no ar, as pessoas se manifestam e os partidos só lidam com os fogos de artifício".

Quatro argumentos da direita em defesa das drogas (Leandro Narloch)



"A descriminalização do porte de drogas, que o STF debate hoje, costuma ser uma bandeira da esquerda. Mas os seus melhores argumentos vêm do outro lado da política.


1  1) O argumento conservador

Será que Edmund Burke, o pai do conservadorismo inglês, seria contra a legalização das drogas? Suspeito que não. Burke não era contra mudanças sociais, e sim contra a tentativa de redesenhar toda a sociedade a partir de teorias de gabinete, como fizeram os revolucionários franceses. Os políticos, dizia Burke, devem legislar para homens reais, e não homens imaginários; para as pessoas como elas são, e não como devem ser.

E as pessoas reais, de qualquer cultura ou época, usam drogas legais ou ilegais.Talvez Darwin ajude a explicar o motivo de humanos gostarem tanto de drogas. A seleção natural legou ao homem padrões de pensamento nem sempre agradáveis. No Paleolítico, tinha mais chance de sobreviver e gerar descendentes quem se preocupava, imaginava ameaças, antecipava ataques, temia ser rejeitado pelo grupo e ficar sozinho. É como se tivéssemos um pequeno rádio grudado na testa repetindo, sem parar: “o pedaço de mamute que você caçou na semana passada está acabando”, “você deveria ter investido em dólares”, “com essa pontaria, da próxima vez não te chamam pra caçar mamute”, “o Laurentino vende muito mais livros que você”, “aquele leopardo vai invadir a caverna e levar o seu filho embora”.

É por isso que toda sociedade humana usa drogas. É um direito legítimo tentar se livrar desse pesadelo evolutivo pelo menos em ocasiões especais, por pouco tempo. Barrar esse direito é legislar para um homem irreal – e atentar contra tradições que os conservadores tanto prezam.

2. O argumento individualista

Projetos coletivos, sejam eles a cidade sem carros, a cruzada aos infiéis, a sociedade igualitária ou totalmente sóbria, não devem se sobrepor à liberdade individual. O cidadão tem todo o direito de recusar contribuir com um projeto da maioria – porque a liberdade individual é em si própria o bem público mais valioso.


 3. O argumento do mercado eficiente

Não é certeza que a legalização provoque um aumento do consumo e dos problemas relacionados a drogas. Mas digamos que sim, que o número de viciados se multiplique depois de uma legalização completa. Isso criaria uma enorme oportunidade de mercado. De um lado, empreendedores concorreriam entre si para produzir substâncias que causassem menos dependência. Do outro, médicos, bioquímicos e farmacêuticos investiriam bilhões em pesquisa para ganhar dinheiro curando viciados. Já há iniciativas assim – por exemplo, o médico brasileiro André Waismann, radicado em Israel, descobriu um método de menos de uma semana para reduzir o vício em opiáceos (heroína e morfina). Num mundo onde o consumo de drogas é livre, haveria muito mais dinheiro para inovações como essa. Em pouco tempo, resolveríamos a dependência como se ela fosse uma gastrite – comprando um remédio de R$ 8,90 na farmácia. Deixem o mercado atuar que ele resolverá todos os nossos problemas.


4. O argumento elitista

Proibir as drogas é nivelar por baixo – restringir a liberdade dos bravos e fortes, que saberiam se controlar e ter uma relação saudável com as substâncias alucinógenas, em nome dos impotentes que se tornariam viciados. Uma sociedade pode ser caridosa com os fracos, mas não deve se guiar por eles. Proibir as drogas em nome de potenciais viciados é cultuar a mediocridade. O elitismo deixa a sociedade mais perigosa, é verdade – e também muito mais interessante".


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Nota à imprensa (a censura em marcha)

O PT e Lula revelam, mais uma vez, seus pendores totalitários. Querem fazer como em Cuba e Coréia do Norte: abafar todas e quaisquer críticas. Vale relembrar a ameaça da CUT de pegar em armas, bem como a afirmação de dona Dilma dizendo que era capaz de fazer o diabo para ganhar uma eleição. Acostumados a achincalhar a tudo e a todos ao longo de mais de três décadas, essa gente enche-se agora de não-me-toques, sangrando, sim, na veia da verdade, com sua reação ridícula e extemporânea. Segue abaixo a dita Nota à Imprensa emitida pelo cafofo de Lula.

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Instituto Lula pede explicações a Danilo Gentili perante a Justiça

“Comediante” afirmou que atentado a bomba contra escritório do ex-presidente Lula teria sido armação

São Paulo, 13 de agosto de 2015,

O Instituto Lula protocolou, nesta quinta-feira (13), um pedido de interpelação judicial contra o apresentador de TV Danilo Gentili. Em seu perfil pessoal no Twitter, o pretenso comediante ironizou o ataque a bomba sofrido pelo Instituto no fim de julho ao afirmar que o atentado teria sido “forjado” para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se “fizesse de vítima”. 
Gentili concluiu sua fala grosseira com a afirmação de que o resultado do ataque teria sido que as pessoas lamentarem o fato de a bomba não ter atingido o ex-presidente. Há duas semanas, a Polícia Civil investiga o atentado, ainda sem resultados. 
A interpelação judicial é um procedimento anterior à ação judicial, com o objetivo de oferecer a Gentili a oportunidade de explicar suas palavras, provar suas afirmações ou se retratar. Os advogados do Instituto apresentaram seis perguntas que gostariam de ver respondidas por ele: 
A conta @DaniloGentili pertence ao suposto humorista?
O comentário publicado nesse perfil é de autoria de Gentili?
Mais alguém participou da elaboração desse comentário? 
Gentili tem algum elemento de prova de que o atentado ao Instituto teria sido forjado? Se sim, qual? 
Qual foi a intenção de dizer que o atentado foi forjado? 
Gentili confirma o comentário ou gostaria de se retratar? 

A partir da resposta do apresentador serão avaliadas as possibilidades de processo cível ou criminal contra Gentili.

Renúncia ou suicídio


Entre as opções postas à dona Dilma parece que a renúncia vai ganhando prevalência. Ela, no entanto, é a menos provável por uma simples razão: sua saída voluntária levaria consigo a vasta corriola petista encastelada em todos os nichos do governo. Seria um suicídio indireto do PT. Já um suicídio direto da madame abriria espaço para uma composição com parte da turma, dentro de um grande acordo nacional ao qual os petistas também se integrariam. 

Boa parte das boquinhas, então, ficaria preservada. O olho da rua para militantes acostumados a coçar o saco, e a patrocinar o saqueio dos recursos públicos, ficaria afastado. A renúncia, pois, seria uma catástrofe para o PT. Ao partido interessaria uma saída da ainda presidente, mas preservando algumas bocadas suculentas que dominam. 

Acostumados à guerra de posição dentro das burocracias, não teriam dificuldades em bombardear os futuros colegas do possível governo de união (ao estilo Itamar), cuspindo para dentro em vez de escarrar para fora. 

Já um suicídio, ao estilo Getúlio, mesmo sem a dramaticidade vista nos exemplos japoneses, é uma efetiva possibilidade com excelentes resultados. Daria ao PMDB e outras forças aliadas uma cobertura emocional para não tirar todo o PT ao acordão que se constituiria. Em vez de Dilma renunciar, carregando consigo o PT (bancando a Tiradentes com o pescoço dos petistas), melhor que ela o faça com o próprio pescoço saindo da vida para entrar na história, nem que seja pela porta dos fundos. 

Em suma, Dilma vai, mas sua turma (ou ao menos boa parte dela), fica e a vida continuará em busca da normalidade e da relativa pacificação nacional. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Governo efêmero (Cesar Maia)


A “AGENDA BRASIL”, O “GOVERNO EFÊMERO” E A SÍNDROME DE ESTOCOLMO!
           
1.  A leitura da Agenda Brasil e suas 42 propostas deve ser precedida pela apresentação em plenário do presidente do Senado, Renan Calheiros. Ele disse com todas as letras que o governo é “efêmero” e que é uma agenda para o futuro do país.  É óbvio que todos os governos são efêmeros, então, para que sublinhar como fala do trono?
           
2.  A crise econômica chegou a praticamente todos os setores da economia, inclusive aos meios de comunicação, que dependem de publicidade. Caem as vendas, cai a publicidade. Nesse sentido, não interessa mais à mídia colocar lenha na fogueira. Os generosos espaços que Dilma teve no Jornal Nacional, com falas completas em uma série de JNs, mostra essa preocupação do mais importante meio de comunicação do país.
           
3.  A classe média já está sendo duramente atingida. Marcelo Nery, da FGV, especialista em políticas sociais e que foi ministro de assuntos estratégicos do governo por 2 anos até poucas semanas atrás, diz que a classe média –que vinha crescendo- agora está diminuindo. O setor de bens duráveis de consumo despenca. A LCA consultores mostra isso. O crédito ao consumidor para bens duráveis tem queda superior a 20%. Os setores empresariais vão divulgando suas proclamas de união nacional.
           
4. Então, entra a Agenda Brasil. Para quê? Elio Gáspari diz que é uma cesta de xepas, ou seja um amontoado de sobras metade delas que já são projetos de leis em tramitação. Bem, em relação à Agenda Brasil há três grupos. 
a) Os ingênuos que querem acreditar em tudo e que torcem para dar certo, e que leem com boa vontade as declarações políticas, mesmo as mais cínicas.
b) O governo, que precisa de fôlego, para romper com o cerco em que se sente acuado. Nesse sentido tanto faz o conteúdo das propostas – mesmo sabendo que algumas delas será o próprio governo que ficará contra. Mas o desvio de foco e a construção de um círculo de fogo para que o fim do governo deixe de ser assunto da ordem do dia, é a prioridade. E a Agenda Brasil é o circo fundamental para distrair o distinto público, enquanto o governo ganha tempo e fica torcendo por um milagre que possa evitar que o fundo do poço seja mais fundo.
c)  Uma leitura ipsi litere do que disse Renan Calheiros ao apresentar na cadeira do presidente do Senado, em plenário, a Agenda Brasil: “Esse governo é efêmero”.  O PMDB com pós-doutorado em jogos do poder, não vai segurar a vaca para o PSDB ordenhar. Não vai derrubar Dilma para que os ilustres quadros do PSDB paulista governem.  Governo “efêmero” quer dizer: esse governo acabou,
5.  Agora se trata de cozinhá-lo em banho maria, e escolher o melhor tempo para o PMDB passar de adjunto a titular do poder. Esse tempo pode ser qualquer um, até –se for o caso- ter que chegar as eleições de 2018.  Com o governo “efêmero” em banho maria, sendo mantido em temperatura de vida pela chama da Agenda Brasil, a qualquer brado de indepência do governo “efêmero”, bastará aquecer a chama do banho maria e cozinhar o governo. O fôlego dado ao governo é o bom tratamento dado a um refém, que leva este a reagir com síndrome de Estocolmo.

AGENDA BRASIL É UMA XEPA DE FEIRA !

(Elio Gaspari – Globo/Folha de SP, 16) A "Agenda Brasil" de Renan Calheiros, Dilma Roussef e Joaquim Levy é uma xepa de feira. Seu objetivo é iludir a boa-fé do público e alimentar a má-fé de maganos que circulam por trás das cortinas do poder. Na segunda-feira tinha 27 itens, na quarta eram 43. Pelo menos 19 tratam de assuntos que já tramitam no Congresso.

SENADOR ROMERO JUCÁ: A SITUAÇÃO VAI PIORAR!
(Trechos da entrevista do Senador Romero Jucá à Folha de SP, 15)
1.    O que acontece quando a economia não sabe o que fazer?
Planeja pelo pior. O empresário, ao não ter a previsibilidade, decide demitir o que puder, fechar o que puder. E vai piorar. Não tenho dúvida. A arrecadação federal está caindo, a atividade econômica está caindo, os Estados estão começando a quebrar, os setores que ainda empregaram no primeiro semestre, como comércio e serviços, vão desempregar no segundo semestre, com a classe média com risco de desemprego. Então todo mundo vai ser o mais conservador possível. 
2.    O governo está na UTI?

Pelo amor de Deus, não racionem o oxigênio! Porque depois vai morrer e aí não adianta, porque já passou a hora. Ou o governo muda, ou o povo muda o governo.

Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão

Urgente, urgente:

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota, nesta segunda-feira, afirmando que a sede do partido em São Paulo, localizada no centro da cidade, teria sido invadida nesta madrugada.  
Segundo a nota assinada pelo presidente do Diretório Municipal do PT-SP, Paulo Fiorilo, nenhum objeto foi roubado, mas gavetas e armários foram vasculhados. O Boletim de Ocorrência foi registrado no 1º Distrito Policial da Sé e ainda não há informações de suspeitos. 

Se pegarem o autor ele merecerá cem anos de perdão. Agora, que é engraçado, é. Vai ver foi algum interessado em se filiar ao partido. Compareceu pela madrugada por pensar que o horário de expediente fosse aquele que é o costumeiro entre larápios. Ninguém normal iria aderir ao PT, em vista das circunstâncias conhecidas hoje.