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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Debilidade mental (6) - ou babaquice pega!


“As medidas não são sexies nem divertidas”.


Joaquim Levy, nesta quarta-feira, garantindo que, depois de alguns meses de convívio com Dilma Rousseff, descobriu que também existem medidas econômicas muito engraçadas ou com notável poder afrodisíaco.

terça-feira, 26 de maio de 2015

E se Aécio tivesse ganhado a eleição? (Leandro Narloch)


"Manifestantes ligados ao PT e às centrais sindicais pararam ontem a Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra o anúncio do governo federal de cortar 70 bilhões de reais do orçamento. Também houve manifestações em Brasília, onde cerca de 400 pessoas tentaram impedir a reunião do presidente Aécio Neves com a chefe do FMI, Christine Lagarde.

O ex-presidente Lula classificou a reunião com o FMI como um ato de submissão do Brasil ao sistema financeiro internacional. “As elites conseguiram o que queriam: curvar o país ao FMI e tirar o dinheiro da saúde e da educação”, disse Lula. “Não podemos interromper a nossa luta contra o sistema neoliberal tucano.”
Paredes de sete ministérios amanheceram pichadas com as frases “Contra o ajuste neoliberal”, “Fora Aécio, Fora FMI”, “Volta, Dilma” e “Fora, tucanos”.
Em protesto contra o corte do orçamento da Educação, pelo menos quarenta universidades federais decidiram manter a greve que já completa três meses. “Se Dilma tivesse sido reeleita, não estaríamos passando esse vexame”, afirmou o presidente do sindicato dos professores.
Celebridades ligadas à esquerda também se pronunciaram. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, o ator José de Abreu e o escritor Fernando Morais preparam uma marcha de intelectuais a Brasília. O cantor Chico Buarque publicou nas redes sociais uma foto vestindo uma camiseta com a frase “Ajuste fiscal não”.

Em Porto Alegre, a ex-presidente Dilma Rousseff classificou o corte de gastos como absurdo e inadmissível. Ao lado de Arno Augustin, ex-secretário do Tesouro Nacional, ela disse: “O que eu posso dizer a vocês, no sentido de afirmar mesmo, é que o Brasil está numa posição, ou melhor, num posicionamento de atitudes que jamais aconteceriam se a eleição tivesse outro resultado, não aquele resultado que teve efetivamente”. Pelo que a reportagem conseguiu entender da declaração, a presidente quis dizer que jamais colocaria um banqueiro no Ministério da Fazenda ou concordaria com cortes de gastos".

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dilma, a neoliberal

O chamado Consenso de Washington estabeleceu os parâmetros daquilo que seria conhecido depois como neoliberalismo. São quatro componentes:
1°) Ajuste fiscal macroeconômico;
2°) Privatização das estatais;
3°) Abertura para o exterior;
4°) Políticas sociais compensatórias.

Os governos pós 1995 (Fernando Henrique, Lula e Dilma), todos, seguiram parcial ou completamente as recomendações de tal ideário. Lula evitou a privatização o máximo possível. Sob o governo da madame impostora tentaram os petistas fugir dos itens primeiro e segundo.  

Agora, não dá mais. O ajuste fiscal é a peça fundamental onde se assentam os demais componentes. Será divertido acompanhar a retomada das críticas ao neoliberalismo. O uso de tal expressão, de natureza negativa para a turma do PT e PC do B, já começa a dar as caras, aqui e ali, ainda que timidamente. 

As oposições de verdade devem torcer para que o petismo seja o anti-Maquiavel: faça o mal bem devagarinho, ao estilo conhecido dos tucanos, aves vadias sempre em férias.