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quinta-feira, 9 de março de 2017

Mulheres de grelo duro e outras


O presidente Temer e o deputado estadual mineiro João Leite têm uma característica comum: ambos são pessoas amáveis e bem educadas, incapazes de pronunciar um palavrão sequer em suas atividades rotineiras. Seus comentários durante as comemorações do dia internacional da mulher,  no entanto, estão sofrendo duras críticas por parte de algumas parlamentares e militantes da oposição. 

Quem são elas? Fácil identificar; são aquelas de "grelo duro", como as definiu o cafajeste Lula da Silva, este, sim, um modelo de macho aplaudido pelas barangas, sempre papando uma desavisada. Já em relação aos  mutiladores genitais femininos, um obsequioso silêncio nas avaliações dessas viragos detestáveis. Clara é a explicação para tal conduta. 

Como sustentar o discurso da "Mama África", explorada e perseguida, apontando formas bárbaras de tratamento das mulheres africanas pelas quais o mundo europeu não tem qualquer responsabilidade? Melhor ignorar, pensam com cautela. E cabe repetir à exaustão: os agentes de tão brutal tratamento dado às meninas e moças não são os homens; são as próprias mães e avós das vítimas. 

O Ministério da Saúde bem poderia obrigar os médicos a informarem casos de suspeita de mutilação genital feminina que chegassem a seu conhecimento, nos consultórios. Afinal, cresce no Brasil a presença de migrantes oriundos da África Negra. Seria, então, uma inegável manifestação de solidariedade de gênero, ultrapassando em muito a conversa fiada das barulhentas feminazis mais conhecidas.   

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Mulheres nos tempos sombrios do PT e a bondade do STF


"Passados quase dez anos do trágico episódio, a juíza que assinou, em 23 de outubro de 2007, o auto de prisão em flagrante da menor L.A.B., encarcerada durante 26 dias numa cela da cadeia de Abaetetuba, no Pará, ocupada por trinta homens, foi finalmente punida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Clarice Maria de Andrade ficará afastada das funções por pelo menos dois anos. Ele segue, contudo, recebendo salário.

Na ocasião, a adolescente tinha 15 anos, menos de 40 quilos e um metro e meio de altura. Foi estuprada incontáveis vezes, teve cigarros apagados em seu corpo e as plantas dos pés queimadas enquanto procurava dormir. Acusação: tentar furtar um telefone celular. Depois de 10 dias de cativeiro, a garota foi levada à sala da juíza Clarice de Andrade. Informada de que a prisioneira tinha 15 anos, a magistrada ainda resolveu devolvê-la à cela. E ali ficaria muito mais tempo se um dos detidos não saísse da cadeia disposto a relatar o que ocorria ao Conselho Tutelar.
Confirmada a veracidade da denúncia, uma funcionária da entidade procurou o promotor Lauro Freitas, que foi à delegacia no dia seguinte. Quando Freitas a encontrou, os carcereiros providenciaram documentos falsos para transformar a adolescente numa mulher de 20 anos, e obrigaram os pais da vítima a assinar uma certidão de nascimento fraudada. A farsa foi implodida quando a história ultrapassou as divisas do Pará e pousou nos jornais e revistas de todo o país.
Segundo os autos, em 7 de novembro de 2007, a magistrada recebeu ofício da autoridade policial de Abaetetuba solicitando “em caráter de urgência” a transferência da menina, uma vez que ela corria “risco de sofrer todo e qualquer tipo de violência por parte dos demais”. De acordo com o apurado, apesar da gravidade do caso, somente no dia 20 daquele mês a juíza encaminhou ofício à Corregedoria de Justiça do Pará pedindo a transferência para um estabelecimento prisional adequado. Em sua defesa, Clarice Maria de Andrade afirmou ter delegado ao diretor da secretaria do juízo a tarefa de comunicar a Corregedoria em 7 de novembro, o que foi desmentido pelo servidor e por outros funcionários e comprovado por perícia feita no computador da serventia.
Os magistrados presentes à sessão no CNJ seguiram o voto do relator Arnaldo Hossepian, segundo quem “não é admissível que, diante da situação noticiada no ofício – presa do sexo feminino detida no mesmo cárcere ocupado por vários presos do sexo masculino, algo ignominioso – a magistrada Dra. Clarice, no exercício da jurisdição, tenha simplesmente delegado para seu subordinado a expedição de comunicados pelas vias formais, curvando-se às justificativas que, segundo ela, foram apresentadas pelo servidor para postergar o cumprimento da determinação, o que se deu mais de dez dias após o recebimento do ofício. Evidente, portanto, a falta de compromisso da magistrada com suas obrigações funcionais”.
Em 2010, ao analisar o processo, o CNJ decidiu pela aposentadoria compulsória da magistrada. Mas a decisão foi revista pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dois anos depois. De acordo com os ministros do STF, não havia provas de que Clarice Maria de Andrade tinha ciência da circunstância em que foi cumprida a ordem de prisão da adolescente. Na oportunidade, o Supremo determinou que o CNJ analisasse o caso novamente – o que foi feito na terça-feira".

(Texto publicado pela revista VEJA)

domingo, 15 de maio de 2016

Depois da queda (Nelson Motta)

Na reta final, uma das acusações mais patéticas aos que queriam o impeachment de Dilma é a de machismo.

Todo golpista é machista? Todo machista é golpista? Parece papo de Cristina Kirchner no tango do desespero. Quem ousaria tentar depor Margaret Thatcher, Angela Merkel ou Hillary Clinton? É como comparar Michelle Obama com Marisa Letícia. Afinal, Dilma foi eleita pelo machão Lula.

Dilma caiu não por ser mulher, mas por seus erros, teimosias e irresponsabilidades, marcada pelo estilo grosseiro e autoritário que a aproxima de uma caricatura dos machistas mais truculentos.

Diz que não é dura, que é honesta, como se os cordiais, os tolerantes, os amistosos não pudessem ser decentes. Ou como se os corretos não pudessem ser durões.
Mas ser honesta não é só não roubar. Será honesto mentir, esconder dívidas, prometer o que não poderia cumprir, acusar os adversários do que depois ela faria, permitir que uma organização criminosa tomasse a Petrobras e outras estatais para financiar um projeto de poder? Para ela e para Lula, não é desonestidade, é “luta política”.

Mas o vale-tudo é só para eles. Na oposição, o PT foi um denunciante e perseguidor implacável de adversários políticos, destruindo reputações, estabelecendo o padrão nós contra eles para a vida política nacional. Sim, a ascensão do bonde do PMDB não inspira esperanças, apenas alívio para uma situação insustentável. Quem sabe o PT seja útil na oposição?

Fiel à sua formação marxista e suas crenças econômicas brizolistas, Dilma decidiu exercer seu poder para baixar os juros na marra e a energia elétrica no grito, certa de que estava fazendo um bem ao Brasil e aos pobres. E à reeleição. Não ouviu nenhuma opinião divergente, mesmo quando as consequências devastadoras de suas decisões já eram evidentes. As maiores vítimas foram os pobres.
Será possível que alguém que se expressa tão confusamente possa pensar da forma clara, objetiva e analítica que a função exige ?

Recordista no anedotário da República, seu estilo se sintetiza na piada final:
“Dilma faz delação premiada. Mas investigadores não entendem nada”.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Lula: onde estão as mulheres de grelo duro do Partido?

Que Lula é escroto, isso todo mundo já sabe. Nos tempos de sua presidência, ao chegar ao Palácio do Planalto, no meio da manhã, perguntava ao assessor especial Marco Aurélio Garcia: "e aí, Marco Aurélio, já tomou no cu hoje?" O indagado não esclarecia se já havia tomado, ou não. Mais provável que sim. As noites, afinal, costumam ser longas, e tépidas as madrugadas, boas para arroubos amorosos. 

A escrotice de Lula com as mulheres (de qualquer cor) também é notória. Curioso que havendo ministério devotado aos direitos humanos a aos assuntos das mulheres, a ministra responsável pouco se lixe para tais fatos. Coisa de fâmulos, certamente, que só devem aplaudir e consentir com o patrão truculento, independentemente do que ele faça.

Ou, então, tudo se origina do arraigado costume machista, nascido na Casa Grande para regular as relações com a Senzala, impondo à ministra a conduta, ou o papel, tradicionalmente esperado de mucama: cabeça baixa e sorrisinho amarelo de quem sabe poder tomar um croque, ou beliscão de padre, se ousar outra atitude. 

Pior, pode ser privada de conceber um filho do Sinhô, mecanismo perfeito de lavar a mácula negra da descendência, através de numerosas barrigadas de mulatos, embriões de sucessivas gerações de morenos cada vez mais claros.  

O texto abaixo, do jornalista Reinaldo Azevedo, mostra à perfeição alguns dos traços que compõem a persona de Lula da Silva, o maior cafajeste que já dirigiu o Brasil em toda sua história. Indiretamente diz bastante, também, sobre a famulagem subserviente, dos que só andam de cabeça em pé para melhor exibirem entre si o próprio nariz marrom.

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"Que Lula seja asqueroso no trato com subordinados, incluindo Dilma Rousseff, fica evidente. A sua impaciência se traduz até nos “alôs”. O único que fala com ele com alguma altivez é Vagner Freitas, presidente da CUT. Coisa de sindicalistas. Todos os outros se expressam pra dentro e o chamam  de “chefe”.

E não há dúvida de que ele é mesmo chefe de uma organização.

A tradição da qual provem Lula não vê a mulher com bons olhos. Numa entrevista à revista Playboy, em 1979, o ainda apenas sindicalista Lula confessou que usava seu cargo na área previdenciária do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo para pegar as “viuvinhas” dos companheiros mortos. Diz lá uma frase emblemática sobre o sexo feminino: “O problema de mulher é você conseguir pegar na mão. Pegou na mão…”, tá fotografada!

Num de seus edificantes diálogos com Dilma, Lula reclama do mandado de busca e apreensão na casa de Clara Ant, diretora do instituto que leva seu nome, nestes termos:

LULA: Foram na casa do Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula), e na casa da Clara Ant. A Clara tava dormindo sozinha, quando entrou (sic) cinco homens lá dentro. Ela pensou que era um presente de Deus. E, oh depcepção, era a Polícia Federal.
DILMA: Ela pensou que fosse um presente de Deus? (risos)

Esse é Lula! Ah, ele está só brincando… Não que este pudesse, mas imagino o barulho que as feminázis não estariam fazendo se fosse FHC. Essas pilantras obrigaram Fernanda Torres a se ajoelhar no milho só porque ela ousou dizer que não via crime numa cantada.

Lula está brincando? Ele não brincava quando pegava as viuvinhas, quando dizia que pegar na mão de uma mulher dá ao homem o direito de levar o resto, quando confessou que conheceu primeiro o sogro de Marisa e logo pensou: “Vou papar a nora desse velho”. Há mais.

Numa outra conversa com Paulo Vannuchi, que foi secretário nacional de Direitos Humanos (!!!), Lula quer que as mulheres do partido partam pra cima de um procurador de Rondônia. Trata-se de Douglas Kirchner, que investiga se o ex-presidente praticou tráfico de influência na sua relação com a Odebrecht. E então ele diz:

Lula: Nós vamos pegar esse de Rondônia agora e vamos botar a Fátima Bezerra e a Maria do Rosário em cima dele.
Vannuchi: Isso mesmo.
Lula: Sabe, porque… até a Clara Ant (…) porque fica procurando o que fazer. Faz um movimento da mulher contra esse filho da puta. Porque ele batia na mulher, levava ela pro culto, deixava ela se fuder, dava chibatada nela. Cadê as mulheres de grelo duro do nosso partido?


Ah, sim, claro! Como não observar que Lula, o machão que não foi eleito por ninguém, deu um golpe e tomou a Presidência de Dilma, a primeira mulher eleita para o cargo?".

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Festa do PT: nenhum negro na foto


Entre os maiorais do PT não havia lugar para mulheres na festa de aniversário do partido. Somente duas aparecem em foto divulgada pelo Estadão. Pretos, então, nem se fala. Se havia algum, deveria ser junto aos mirmídones de sempre que vivem a puxar o saco do aiatolá.

Isso é festa de branco

terça-feira, 19 de maio de 2015

Grupo de Lula para 2018 não tem negros, nem mulheres, nem gays: só machos (Felipe Moura Brasil)


Os brancos machos de Lula




















"A campanha da elite branca está lançada. É a chapa de Lula para as eleições presidenciais de 2018. 

Aponto  aqui os nomes e as fichas corridas dos membros do tal      “Grupo para o futuro". Aparentemente, não há negros, nem mulheres, nem gays, nem jovens:


- Fernando Haddad
Prefeito de São Paulo que recebeu 2,4 milhões de reais de Ricardo Pessoa, dono da UTC preso pela Operação Lava Jato.

- Alexandre Padilha
Ex-ministro da Saúde que se encontrou com Alberto Youssef para negociar a compra de remédios da Labogen, 
empresa usada pelo doleiro para remessas ilegais de dinheiro para o exterior.

- Antônio Palocci
Ex-ministro da Fazenda acusado de ter arrecadado pelo menos R$ 2 milhões roubados da Petrobras para a campanha de Dilma Rousseff.

- Rafael Marques
Presidente do sindicato dos Metalúrgicos do ABC que voou com Lula em jatinho fretado pela Odebrecht.

- Luciano Coutinho (conselheiro eventual, segundo a Folha)
Presidente do BNDES suspeito de facilitar empréstimos milionários intermediados por Lula para ditaduras comunistas parceiras do PT.

Participam ainda:
- Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo;
- Arthur Henrique, secretário municipal de Trabalho;
- Nelson Barbosa, ministro do Planejamento;
- Josué Gomes, presidente do grupo Coteminas;
- Rui Falcão, presidente do PT;
- Vagner Freitas, presidente da CUT.

Lula repete a seus interlocutores que, neste momento, não tem condições de disputar a Presidência da República, mas pensa no futuro.

“As reuniões servem de aconselhamento ao presidente Lula”, diz Rafael Marques. “Para orientá-lo nos movimentos que ele deve fazer”.

Cotas, só para os outros, claro, porque o lulismo não consegue sobreviver de acordo com as regras que prega.

Em janeiro, a cúpula petista atribuiu a crise interna do partido aos cargos de direção ocupados por meio de cotas aprovadas em 2011: 50% para mulheres, 20% para negros e 20% para jovens de até 30 anos.

E adivinha quem era um daqueles que pregava a reforma estrutural nas direções estaduais e nacional do PT: Lula, claro.

Para ele, as direções haviam se tornado instâncias burocráticas e incapazes de promover uma defesa eficaz da imagem da sigla, que já enfrentava sua pior crise política. Lula defendeu mudar as regras para a composição partidária em todos os níveis e pediu reforma no estatuto do PT.

Não havia por que ser diferente com o planejamento da campanha de 2018. As “minorias”, para Lula, só servem para levar a culpa pela roubalheira petista".