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quinta-feira, 9 de março de 2017

Mulheres de grelo duro e outras


O presidente Temer e o deputado estadual mineiro João Leite têm uma característica comum: ambos são pessoas amáveis e bem educadas, incapazes de pronunciar um palavrão sequer em suas atividades rotineiras. Seus comentários durante as comemorações do dia internacional da mulher,  no entanto, estão sofrendo duras críticas por parte de algumas parlamentares e militantes da oposição. 

Quem são elas? Fácil identificar; são aquelas de "grelo duro", como as definiu o cafajeste Lula da Silva, este, sim, um modelo de macho aplaudido pelas barangas, sempre papando uma desavisada. Já em relação aos  mutiladores genitais femininos, um obsequioso silêncio nas avaliações dessas viragos detestáveis. Clara é a explicação para tal conduta. 

Como sustentar o discurso da "Mama África", explorada e perseguida, apontando formas bárbaras de tratamento das mulheres africanas pelas quais o mundo europeu não tem qualquer responsabilidade? Melhor ignorar, pensam com cautela. E cabe repetir à exaustão: os agentes de tão brutal tratamento dado às meninas e moças não são os homens; são as próprias mães e avós das vítimas. 

O Ministério da Saúde bem poderia obrigar os médicos a informarem casos de suspeita de mutilação genital feminina que chegassem a seu conhecimento, nos consultórios. Afinal, cresce no Brasil a presença de migrantes oriundos da África Negra. Seria, então, uma inegável manifestação de solidariedade de gênero, ultrapassando em muito a conversa fiada das barulhentas feminazis mais conhecidas.   

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Direitos sociais e direitos do trabalho

O direito ao trabalho é uma das maiores conquistas da civilização contemporânea. Ele está no âmago daquilo que se concebe como cidadania em uma sociedade livre, justa e fraterna. A Constituição Federal de 1988 descreve largamente – nos dispostos dos artigos 6º e 7º – uma coleção não exaustiva de direitos sociais, bem como dos direitos dos trabalhadores de maneira mais específica.

Amplamente conhecida, e também compartilhada por todos que se preocupam com o desenvolvimento social, é a concepção haurida na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu artigo 23: “toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”.

Uma investigação sobre os direitos trabalhistas vai encontrar seus ecos na própria Bíblia sagrada, além de documentos históricos que testemunham os passos adiante que a humanidade vem dando ao longo do tempo. Marco importante para isso está nas lutas sociais da modernidade quer tenham natureza laica (com os diferentes movimentos socialistas) quer religiosa (em que a obra de Leão XIII é uma das referências mais conhecidas).

Na contramão do espírito do tempo, que estipula a primazia dos direitos sociais, viu-se há pouco o ex-presidente do Brasil cobrar publicamente a demissão de uma trabalhadora em empresa privada, por discordâncias fundamentalmente políticas e ideológicas. O grau de atrevimento e de prepotência de Lula da Silva – o infeliz autor de tão absurda exigência – ofende o mais elementar senso de justiça que alguém possa ter.

É de se avaliar se não caberia uma intervenção do Ministério Público do Trabalho em defesa da trabalhadora injustamente demitida do banco Santander, a pedido, ou por ordem, de Lula da Silva (conforme foi largamente noticiado pela imprensa). Mais que ilegal e contrária às prescrições constitucionais, o vergonhoso episódio é imoral, tanto quanto escravizar outra pessoa. Das entidades sindicais bancárias a vítima de Lula deve esperar pouco ou nenhum apoio: elas são, na sua maioria, organizações pelegas a serviço de gente como Lula e sua turma. No campo justrabalhista reina soberano o princípio da proteção, tornado, porém, letra morta como tantos outros pelos governantes de plantão. E ainda querem, os lulopetistas, pontificar sobre exclusão social. Promover a demissão de alguém, que pensa diferente das autoridades, seria uma outra forma sofisticada de "inclusão" da qual pouco sabíamos até agora?

O povo brasileiro pode inferir, da cruel conduta de Lula da Silva, uma antecipação daquilo que o petismo prepara para o futuro do Brasil. Para essa gente desqualificada, e de pendor totalitário, vozes discordantes precisam ser demitidas, como foi o caso citado, e ainda mandadas para campos de concentração – em Gulags – como na era soviética. Além de vermos fatos infamantes e infames ocorrendo sob nossas barbas, ainda somos obrigados a ouvir as xaropadas e lenga-lenga de dona Dilma, diariamente, pelos meios de comunicação de massa. É de amargar! Francamente…