Mostrando postagens com marcador Santander. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santander. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ainda há juízes em Berlim


O Estadão informa que o Santander foi condenado a pagar 450 000 reais em danos morais a Sinara Polycarpo, a ex-analista do banco que fez previsões pessimistas - agora comprovadamente realistas - sobre o efeito da reeleição de Dilma Rousseff na economia.

A juíza Lúcia Toledo Pinto Rodrigues, da 78a Vara do Trabalho de São Paulo, entendeu que a demissão foi política. "Não merece qualquer amparo a tese defensiva de que o ato de demissão foi meramente jurídico e totalmente dissociado das opiniões políticas pública e grosseiramente manifestadas na época", escreveu a magistrada na decisão (Publicado em OAntagonista).

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Direitos sociais e direitos do trabalho

O direito ao trabalho é uma das maiores conquistas da civilização contemporânea. Ele está no âmago daquilo que se concebe como cidadania em uma sociedade livre, justa e fraterna. A Constituição Federal de 1988 descreve largamente – nos dispostos dos artigos 6º e 7º – uma coleção não exaustiva de direitos sociais, bem como dos direitos dos trabalhadores de maneira mais específica.

Amplamente conhecida, e também compartilhada por todos que se preocupam com o desenvolvimento social, é a concepção haurida na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu artigo 23: “toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”.

Uma investigação sobre os direitos trabalhistas vai encontrar seus ecos na própria Bíblia sagrada, além de documentos históricos que testemunham os passos adiante que a humanidade vem dando ao longo do tempo. Marco importante para isso está nas lutas sociais da modernidade quer tenham natureza laica (com os diferentes movimentos socialistas) quer religiosa (em que a obra de Leão XIII é uma das referências mais conhecidas).

Na contramão do espírito do tempo, que estipula a primazia dos direitos sociais, viu-se há pouco o ex-presidente do Brasil cobrar publicamente a demissão de uma trabalhadora em empresa privada, por discordâncias fundamentalmente políticas e ideológicas. O grau de atrevimento e de prepotência de Lula da Silva – o infeliz autor de tão absurda exigência – ofende o mais elementar senso de justiça que alguém possa ter.

É de se avaliar se não caberia uma intervenção do Ministério Público do Trabalho em defesa da trabalhadora injustamente demitida do banco Santander, a pedido, ou por ordem, de Lula da Silva (conforme foi largamente noticiado pela imprensa). Mais que ilegal e contrária às prescrições constitucionais, o vergonhoso episódio é imoral, tanto quanto escravizar outra pessoa. Das entidades sindicais bancárias a vítima de Lula deve esperar pouco ou nenhum apoio: elas são, na sua maioria, organizações pelegas a serviço de gente como Lula e sua turma. No campo justrabalhista reina soberano o princípio da proteção, tornado, porém, letra morta como tantos outros pelos governantes de plantão. E ainda querem, os lulopetistas, pontificar sobre exclusão social. Promover a demissão de alguém, que pensa diferente das autoridades, seria uma outra forma sofisticada de "inclusão" da qual pouco sabíamos até agora?

O povo brasileiro pode inferir, da cruel conduta de Lula da Silva, uma antecipação daquilo que o petismo prepara para o futuro do Brasil. Para essa gente desqualificada, e de pendor totalitário, vozes discordantes precisam ser demitidas, como foi o caso citado, e ainda mandadas para campos de concentração – em Gulags – como na era soviética. Além de vermos fatos infamantes e infames ocorrendo sob nossas barbas, ainda somos obrigados a ouvir as xaropadas e lenga-lenga de dona Dilma, diariamente, pelos meios de comunicação de massa. É de amargar! Francamente…

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Santander: o último papelão de Lula

Lula sempre foi conhecido pelos deboches costumeiros com os quais ele agride a ética e os bons costumes há mais de quatro décadas. Suas torpezas - intelectuais e espirituais - são tão reiteradas, que poucos ainda se tocam quando se deparam com outra de suas patifarias. 

Mentiroso, devasso e corrupto, ninguém imaginava que ele fosse capaz de ir mais fundo do que já tinha ido no terreno da ignomínia. Auto-intitulado líder sindical, a deplorável criatura achou agora de pedir a demissão de uma trabalhadora  do banco Santander. E o fez por discordar da opinião da bancária, opinião aliás, compartilhada por todas as pessoas informadas e sérias do país que se devotam a ler os sinais e os números. 

A moça disse, simplesmente, que a economia do Brasil se enfraquece quando os resultados publicadas das pesquisas eleitorais são favoráveis a dona Dilma. Pura verdade, nada mais que isso. O movimento dos negócios, no câmbio e nas Bolsas de valores funciona como unidade de medida da confiança política no governo. Como o descrédito da madame presidente é um fato, Lula quis eliminar a febre quebrando o termômetro.  

A pobre moça, decapitada por público pedido de Lula à direção do Santander, não fez mais que informar aos clientes daquela instituição financeira que dona Dilma faz mal à economia brasileira. A bem da verdade, ela faz mal ao Brasil de diferentes maneiras e não só à economia. 

A pelegada sindical da CUT jaz em obsequioso silêncio. Os sindicatos dos bancários ignoraram a perfídia de Lula. Apoiaram, portanto, a conduta covarde e rancorosa do ex-presidente. Então, fica assim. Lula da Silva já ganhou muitos presentes, inclusive títulos de doutor honoris causa de universidades (isso soa engraçado, quase tão hilário quanto as Forças Armadas darem medalhas de pacificadores a guerrilheiros de araque, gente como Genoíno e outros mensaleiros). A partir de agora Lula tem mais um troféu para sua coleção de bizarrices. Após beijar as mãos de Jáder Barbalho, babar nos ovos de Sarney e transformar o gabinete da Presidência da República em São Paulo num sucedâneo de motel, entre outras façanhas, Lula merece o título indeclinável de dedo-duro dos patrões. Recupera com isso o hábito cultivado outrora de delator, bem documentado em sua trajetória de X-9 do delegado Romeu Tuma. 

Ressoa na memória a lição de Lula a Fernando Henrique: iria ensiná-lo a ser ex-presidente! Os fatos, tão somente eles, mostram que a lama onde o professor Lula chafurda é coisa privativa dele. Por mais que tente, só levará consigo ao chiqueiro gente como Collor, Sarney, Zé Dirceu e assemelhados. A estes se ajuntam os militantes do PCC, conforme se está a ver com parlamentares petistas em São Paulo. Fernando Henrique Cardoso não precisa de defensores. Os brasileiros de bem sabem que ele não pediria a demissão de um trabalhador por qualquer motivo que fosse. Lula, sim, barro que é de má qualidade.