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terça-feira, 7 de março de 2017

Propina não é propina


A propina paga pela burguesia à "crasse" trabalhadora deve ser entendida de forma diferente como tem sido feita. A fatídica palavra remete a gorjeta, tal qual entendem os povos de língua espanhola. Pedir propina não passa de  reles solicitação de um adjutório, perfeitamente integrado nos costumes locais dos hermanos. Na concepção pátria, no entanto, a propina ganha aura de política de distribuição de renda, quando não de expressão da velha luta de classes. Reagindo à alienação, como diria Marx, o capilé arrancado dos capitães da indústria traveste-se de mais valia, quando repassada aos representantes sindicais, agora sob a forma de Participação em Lucros e Resultados - a PLR. Não há nada de ilícito nisso. Aliás, há sólidos fundamentos a justificá-la. A previsão legal encontra-se no ordenamento jurídico brasileiro. Claro que no Brasil há singularidades não encontráveis em nenhum outro país. Por exemplo, a curiosa prática na Petrobrás de pagar a PLR aos petroleiros, mesmo quando a empresa dá prejuízo. 


domingo, 15 de janeiro de 2017

Comando Vermelho e Sindicato do Crime


O Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte, composto por trabalhadores devotados ao ramo de homicídios, roubos e latrocínios naquele progressista estado brasileiro, resolveu dar sua colaboração aos "irmãozinhos" do Amazonas e Roraima, mostrando que a união faz a força. 

Ao que parece, a confusão não é mais que uma reação estratégica ao projeto da CUT de fortalecer seus quadros, instalando bases para futura hegemonia no pedaço. Os avanços da Lava-Jato sinalizam para uma ampliação da presença de outros poderosos (gente como Lula, Palocci e Vacari),  num ambiente institucional já ocupado por diferentes facções de "trabalhadores". A companheirada de hoje - conforme explicou o advogado Marcello Cerqueira em esclarecedor artigo no jornal O Globo - foi quem pautou o modelo de organização para bandidos pés-de-chinelo, ainda nos tempos dos governos militares, quando terroristas e assaltantes de bancos, em geral, passaram a conviver nos calabouços da Ilha Grande. 

O Comando Vermelho, nascido Falange Vermelha, é a mais perversa  herança dentre todas as que forjaram os ideólogos do sub-marxismo ainda imperante entre nós, deixada como vingança dos antigos terroristas contra a sociedade que os rejeitou, por bem ou por mal. Os manos passaram, então, a usar conceitos complexos mal digeridos para sua concepção particular de luta de classes, matriz do "nós contra eles" que tanto marca o discurso lulista.

O ovo da serpente começou a ser chocado naqueles anos sombrios, sob a emulação de "pensadores" qual dona Dilma, classificada, aliás, como professora da doutrina leninista voltada para jovens com vento na cabeça, conforme se sabe hoje. Francamente, só podia dar no que deu. Era dialética demais para mentes tão estúpidas. Marcola, sem dúvida, tem mais discernimento. A escolinha da professora Dilma faria mais sucesso que a do professor Raimundo. Fica a sugestão para a atualmente desocupada dama: criar algo, parecido com a Khan Academy, devotado a cultuar o marxismo-leninismo. Vai bombar na internet, especialmente se for ao vivo.     

terça-feira, 23 de junho de 2015

Marx não tinha razão


O passivo aumenta a cada dia. O PT acabou até com a luta de classes. Segundo informa OANTAGONISTA, funcionários da Odebrecht fizeram, ontem, 22 de junho, um movimento espontâneo em defesa da empreiteira. Na frente da sede da Odebrecht, em São Paulo, nas redes sociais e em blogs. 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

QUEM QUER DINHEIRO?


Segundo o Ministério da Fazenda, a cada real de acréscimo ao valor estipulado para o salário mínimo corresponde um dispêndio governamental de R$300 milhões ao ano. Pois bem, caso o salário mínimo tivesse sido estabelecido em R$560,00 (em vez dos R$545,00 aprovados pelo Congresso), o governo gastaria R$4,5 bilhões a mais com o pagamento de pensões, aposentadorias e outros benefícios sociais.

Estes quase cinco bilhões de reais seriam apenas a metade do que custou ao país a mutreta do Banco Panamericano. Eis o retrato do Brasil de hoje: Silvio Santos, sim, viúvas, órfãos, portadores de deficiências, não! Aqueles que têm mais de 50 anos não imaginariam ver tais acontecimentos: os ilustres defensores dos pobres e oprimidos - em outras eras - arrochando os miseráveis para enricar Silvio Santos e outros semelhantes. O PMDB começou assim: do "tudo pelo social" à metamorfose do Brasil em Maranhão. O PT vai, gradativamente, seguindo os passos do mestre. Vai acabar, não em Irajá, mas no Amapá. Ulisses, Brizola e Covas jamais teriam concordado com isso em silêncio.

Luta de classes é isso aí.