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terça-feira, 7 de março de 2017

Propina não é propina


A propina paga pela burguesia à "crasse" trabalhadora deve ser entendida de forma diferente como tem sido feita. A fatídica palavra remete a gorjeta, tal qual entendem os povos de língua espanhola. Pedir propina não passa de  reles solicitação de um adjutório, perfeitamente integrado nos costumes locais dos hermanos. Na concepção pátria, no entanto, a propina ganha aura de política de distribuição de renda, quando não de expressão da velha luta de classes. Reagindo à alienação, como diria Marx, o capilé arrancado dos capitães da indústria traveste-se de mais valia, quando repassada aos representantes sindicais, agora sob a forma de Participação em Lucros e Resultados - a PLR. Não há nada de ilícito nisso. Aliás, há sólidos fundamentos a justificá-la. A previsão legal encontra-se no ordenamento jurídico brasileiro. Claro que no Brasil há singularidades não encontráveis em nenhum outro país. Por exemplo, a curiosa prática na Petrobrás de pagar a PLR aos petroleiros, mesmo quando a empresa dá prejuízo. 


domingo, 16 de agosto de 2015

Milionário (Lula) e Zé Rico (Dirceu)

Triste o destino da crasse trabalhadora. Está sempre tomando um pau na moleira, vítima preferencial dos espertalhões de plantão que brotam por todo lado. Dois dos maiores patifes já nascidos no Brasil criaram um partido político para combater a burguesia. Agora se sabe, pelo andar da Lava Jato, que o milionário (Lula) e o Zé Rico (Dirceu) queriam, mesmo, é se dar bem na vida. Enquanto os manés ganhavam uma merrequinha, cala boca fácil de ser distribuído, a dupla dinâmica acumulava pixulecos de montão. 

Só o PC do B, talvez pela obtusidade granítica, se contentava com uma tapioca e um caldo de cana ali da feira.

Verdade seja dita, no entanto, que a adorável dupla sertaneja original não merecia ser plagiada pela dupla cover de gatunos, cuja estrada da vida terminará um dia no inferno.