Mostrando postagens com marcador Pimenta da Veiga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pimenta da Veiga. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dona Dilma fugiu do pau...

(Publicado no blog do Ricardo Setti, em 03/09/2014)

A campanha de Pimenta da Veiga deveria seguir o exemplo do Jornal da Globo. Construir um monte de perguntas a serem feitas ao filhote de Dilma - Fernando Pimentel - a fim de esclarecer o eleitorado mineiro sobre os riscos que este está correndo. A hipótese de uma rápida campanha PIMENTINA também deveria ser considerada.
Segue abaixo o texto de Setti com o relato do vergonhoso comportamento de dona Dilma, a pusilânime:

"Tal como previsto, a presidente Dilma Rousseff não compareceu à entrevista que, por sorteio entre os principais presidenciáveis, deveria ter concedido ao Jornal da Globo, iniciado às 00h05 de hoje, quarta-feira.
O âncora William Waack — sem dúvida um dos melhores entrevistadores do país, que conhece em profundidade os temas de que trata e não faz média com personalidades de qualquer tipo — anunciou, após o nóticiário diário das atividades dos três candidatos mais bem situados nas prévias, que a presidente “se recusou” a dar a entrevista, acrescentando: “Naturlamente, um direito dela”.
Explicou que, com as entrevistas — a de hoje será com Aécio Neves (PSDB) –, o telejornal pretende “ajudar os eleitores” em sua escolha.
Se fosse uma candidata à Presidência que tivesse efetivamente o que dizer aos brasileiros, sem os floreios, recursos técnicos e fantasias do horário eleitoral obrigatório, Dilma consideraria haver perdido 23 preciosos minutos — tempo que o JN dedicou a Marina Silva, na madrugada desta terça-feira — de exposição livre e sem rodeios ao eleitorado.
Como demonstrou no debate transmitido pelo SBT, porém, a presidente não consegue se dar bem com perguntas e precisa consultar papelada preparada para sua assessoria para não tropeçar.
Waack e sua colega de bancada mostraram ao público as perguntas que fariam à presidente, caso ela não houvesse fugido da raia. É claro que, como sempre ocorre, as respostas propiciariam novas perguntas e que o elenco, portanto, seria maior do que o de abaixo.
Mas vejam como havia temas difíceis para Dilma:
1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente, para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil no seu governo tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso? 
4.  A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?
6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?"

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Acertei no milhar... (youtu.be/3RFU0-bjNO4)


Alexandre Padilha dispara na corrida eleitoral, segundo informa pesquisa Datafolha  na madrugada desta sexta-feira de agosto. O ex-ministro da Saúde de dona Dilma cravou 28% na menção estimulada. Em seguida, aparecem Skaf (20%) e Alckmin (19%), tecnicamente empatados, considerando-se a margem de erro de 2% adotada. Os demais postulantes têm, cada um, índices inferiores a 12%. Que alegria, Etelvina, não vou mais trabalhar...

O dia, porém, já vem raiando, trazendo consigo a esclarecedora luz do sol. Que pena! A improvável vitória de Padilha foi um sonho, minha gente. As percentagens acima referem-se à rejeição dos candidatos. Os 28% até que não são demasiados. Padilha pode manter a esperança. O repúdio dos paulistas ainda vai crescer mais até 5 de outubro, garantindo-lhe o privilégio de segurar a lanterna.

A mesma pesquisa Datafolha, agora realizada em Minas Gerais, aponta Pimentel (PT) com 29% e Pimenta da Veiga (PSDB) com 16%. A estratégia do ex-ministro da Indústria de dona Dilma (pegar uma carona nas preferências dos mineiros por Aécio), revela-se, então, acertada. Mimetizando ainda os chavões usados pelo deputado Leonardo Quintão (PMDB) na disputa pela prefeitura da capital mineira, em 2008 ("isso dá pra fazer, isso eu posso fazer"), o petista vai derrotando com folga o candidato tucano. Autointitulado "bom de serviço", Pimentel só não explicou aos eleitores as razões da falência do parque industrial brasileiro que esteve, por quase quatro anos, sob sua orientação e responsabilidade política. Ou desorientação e irresponsabilidade, tanto faz. 

Aspecto importante mas pouco analisado: o povo das gerais pagará caro pela derrota de dona Dilma e a concomitante vitória de Pimentel. Toda a corriola petista encostada na máquina administrativa federal vai buscar uma boquinha no governo estadual. A turma é grande e voraz. O cocho será pequeno para tão grande legião. Que Barbarícia nos acuda.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A estética de Pimentel

A campanha de Fernando Pimentel - ex-ministro de dona Dilma - ao governo de Minas vai se atrelando, cada vez mais, à campanha de Aécio à presidência da república. Os tucanos têm um nó estratégico a desatar, ou cortar, ao estilo de Alexandre, o grande, em Górdio. Aécio tem baseado sua pretensão na crítica à nefasta continuidade dos governos petistas nos últimos doze anos. Pimentel faz o mesmo: questiona os últimos doze anos de hegemonia do PSDB na política mineira. Aécio e Pimentel batem na mesma tecla. As palavras de um podem ser substituídas perfeitamente pelas do outro. Pimenta da Veiga perde-se em platitudes - parece até que é dona Dilma falando - num discurso vazio frente à ofensividade de Pimentel. De fato, é uma situação esquizofrênica: apoiar a continuidade de Dilma e a mudança em Minas Gerais ou, ao contrário, apoiar a mudança no nível federal e a concomitante permanência do quadro regional. Tão estranha antinomia cria para, o eleitor comum, uma situação de perplexidade.

Pimenta da Veiga ainda não encontrou a manobra para sair do curé em que se encontra. Pimentel, sempre mais velhaco, constrói  um pano de fundo que o possibilite pegar uma carona na provável vitória de Aécio em Minas Gerais. Já lançou dona Dima ao mar, omitindo seu nome em peças publicitárias, situação confirmada, apesar de negada, pelo uso de uma estética de campanha que apela mais para o azul e amarelo que para o vermelho e branco tradicionais. O agressivo rubro do PT vai-se dissolvendo em tons do ouro e do azul peculiares dos tucanos. É algo insidioso, como o veneno que se administra gradativamente, através de um contrabando no imaginário popular. Pimentel vai, assim, parasitando o projeto nacional de Aécio, qual uma rêmora que se agarra junto às guelras do tubarão.