segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Escola sem partido = Escola sem PT


O PT não é o que de pior poderia acontecer a estudantes em termos de deformação espiritual. A estupidez, aí sim, granítica, está com outros fanáticos de agrupamentos tipo PSOL, PSTU, PCB, Rede e Causa Operária mas, principalmente, com os trogloditas do PC do B. Pessoas comuns jamais acreditariam que a Albânia fosse o "farol do socialismo"; muito menos que a Coréia do Norte fosse o ápice da democracia, verdadeira antecâmara do paraíso comunista. Para quem tiver alguma dúvida a respeito de tais figuras e seu modo de pensar, basta visitar o site Vermelho, do PC do B. Essa gente é uma prova viva de quão inexorável é a entropia, à qual estamos condenados, caso não se desenvolvam outros paradigmas organizacionais.   

domingo, 7 de agosto de 2016

Processo do PT sumiu no TSE

Há coisas que só acontecem com o PT. Caso espantoso dentre inúmeros outros é o do desaparecimento de processo no TSE, cujo resultado pode levar à cassação de seu registro partidário. Aliás, as oposições deveriam avaliar com maior acuidade a Diretoria de Tecnologia da Corte Eleitoral. São muitas as suspeitas de manipulação dos resultados envolvendo as urnas eletrônicas e a impossibilidade de auditagem das votações. 

A cautela tem um fundamento simples: se há petistas infiltrados em todas as instituições da república, por qual razão o estratégico setor encarregado dos procedimentos técnicos eleitorais estaria livre deles? Não faz sentido, ainda mais sendo os petistas quem eles são. Dispensam apresentações, conforme se vê pelos escândalos monumentais em que se acham metidos. Esse negócio de "extraviar" processo, ainda mais quando tudo está submetido a registros eletrônicos, é algo grave que deveria exigir uma explicação contundente. 

O Estadão noticiou que "o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, abriu processo para apurar uso de verbas públicas da Petrobrás pelo PT. Em caso de confirmação da ilegalidade, o partido pode ter o registro de funcionamento cassado. O pedido original da Corregedoria-Geral Eleitoral foi feito em setembro do ano passado, mas, segundo a Corte, teria sido extraviado”.

O processo deriva da prestação das contas da campanha da presidente Dilma Rousseff e do Comitê Financeiro do PT em 2014, aprovadas com ressalvas, devido às suspeitas de irregularidades detectadas à época. Foi instaurado com base em informações da Operação Lava Jato, que levantou provas de que o esquema de desvio de recursos na estatal abasteceu o caixa da legenda.

Em troca de contratos públicos, empreiteiras teriam feito repasses ao PT e às campanhas do partido, inclusive as presidenciais, na forma de doações oficiais e clandestinas. O suposto uso do sistema oficial para recebimento de propina é um indício de lavagem de dinheiro obtido por meio de corrupção. 

O pedido de abertura de processo havia sido feito em setembro do ano passado pelo ex-corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, ao gabinete do então presidente do TSE, Dias Tóffoli. Ele embasou o pedido em informações remetidas por Mendes, relator das contas de campanha de Dilma e do PT.

As doações contabilizadas parecem formar um ciclo que retirava os recursos da estatal, abastecia contas do partido, mesmo fora do período eleitoral, e circulava para as campanhas eleitorais. No período eleitoral, o esquema abasteceria também as campanhas diretamente”, escreveu Mendes à época. O ciclo se completaria não somente com o efetivo financiamento das campanhas com dinheiro sujo, mas também com a conversão do capital em ativos aparentemente desvinculados de sua origem criminosa, podendo ser empregados, como se lícitos fossem, em finalidades outras, até o momento não reveladas, acrescentou Mendes.

A instauração do processo, no entanto, não foi levada adiante pelo gabinete de Tóffoli. O TSE sustenta que o pedido do ex-corregedor extraviou. Recentemente, a gestão de Mendes constatou que não havia sido tomada providência a respeito e pediu que o procedimento fosse reconstituído.

Na sexta-feira, 5, 11 meses após o pedido original, o atual presidente autuou e deu número ao processo, que inicialmente ficará sob relatoria da atual corregedora, ministra Maria Thereza de Assis Moura. Ela fica no cargo este mês e depois será substituída pelo ministro Herman Benjamin, que assumirá o caso.

O processo ainda está em fase inicial, cabendo toda a coleta de provas e de depoimentos. Não há prazo para que a investigação se encerre e seja levada a julgamento em plenário.

Conforme a Lei dos Partidos, as legendas só podem usar recursos públicos se a fonte for o Fundo Partidário. O uso de qualquer outra verba é considerado irregularidade grave, passível da cassação do registro de funcionamento. Na prática, deixa de existir formalmente, não podendo mais disputar eleições, receber doações e fazer propaganda partidária. 

A assessoria de imprensa do PT divulgou nota neste sábado, 6, negando irregularidades com a velha conversa mole de que o PT não tem conhecimento de nenhum pedido de cassação de seu registro e não vê motivos para adoção desta medida, pois todas as suas operações financeiras são feitas dentro da legalidade, diz o texto".

Ora, quando se sabe que a Casa Civil da Presidência da República coordena a política de Tecnologia da Informação dos órgãos públicos, dá para se imaginar o que essa gente é capaz de fazer para ganhar as eleições. Dona Dilma o disse em alto e bom som. Não se pode duvidar dela, ao menos nesse caso.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dilma na nuvem (Ruy Castro)


Vamos sentir saudades dela. Onde encontraremos outra tão deliciosamente inepta, magnificamente irresponsável e esplendidamente à vontade no seu sesquipedal despreparo? Ninguém se lhe compara na firmeza com que exerce seu desconhecimento sobre a lógica ou a aritmética mais simples. Ninguém a supera na arte de dizer sandices e, ao corrigir-se, dobrar a meta e dizer mais sandices. E ninguém faz isto num português tão tosco, singelo e de quinta. Refiro-me, claro, à ex-presidente Dilma Rousseff.

Depois de nos brindar com enunciados inesquecíveis sobre a mandioca, o vento estocado, a mulher sapiens, as pastas de dente que insistem em escapar do dentifrício e o meio ambiente como uma ameaça ao desenvolvimento sustentável, temia-se que seu afastamento nos privasse de novas contribuições ao nonsense. Mas Dilma não falha — é só colocar-se ao alcance de um microfone.


Sua última façanha está na internet e é facilmente acessível basta digitar "Dilma" e "nuvem". Ao saber outro dia que as acusações contra ela estão na "nuvem" — uma nova forma de armazenamento incorpóreo e universal de arquivos –, soltou os cachorros em entrevista a um canal de televisão.


"Pois bem", rugiu. "Inventam uma história fantástica. Que tá na nuvem. É. Tá na nuvem. Sei lá que nuvem. Sabe, eu não entendi muito bem essa história de nuvem. Tô aqui tentando apurar direitinho. Como é que uma coisa pode estar na nuvem? É muito simples estar na nuvem, não tem de provar. Que nuvem? Onde está a prova?"



A Dilma tá certa. Essa história de nuvem é mais uma tentativa de golpe contra uma mulher honesta, que fez o diabo para se eleger, digo, sofreu o diabo na ditadura. Quero ver provar. Mas o José Eduardo Cardozo [seu ministro de estimação, advogado e porta-voz] já está vendo isso. Ele vai desmoralizar essa nuvem.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

As pedaladas, as campeãs e o assalto aos velhinhos (Rolf Kuntz)


Um caso ou outro poderia ser acidente. Mas os maus negócios dos bancos, a queima de recursos das fundações, a devastação das grandes estatais e a crise da Oi, sem condições de pagar R$ 65,4 bilhões de dívidas, trazem as marcas de um estilo de governo. Esse estilo foi implantado em 2003 e só interrompido, por enquanto provisoriamente, em abril deste ano. O escândalo do crédito consignado apenas acrescentou um toque de perversidade, um tempero especial, a uma longa história de bandalheiras.

Os R$ 23,1 bilhões perdidos pela Petros podem ser uma cifra assustadora, mas esse valor parece até modesto quando se pensa no balanço da Oi. A quebra, ou quase quebra, da operadora estabeleceu um recorde. Nenhum outro processo de recuperação judicial havia envolvido tanto dinheiro. Mas outros detalhes também tornam especial esse episódio. A Oi, uma das maiores empresas de telecomunicação do Brasil, é uma das mais discutíveis criações do governo petista.

O toque final de sua constituição dependeu de uma alteração legal promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Formatada para ser a grande companhia nacional do setor, capaz de enfrentar as multinacionais, essa operadora resultou em mais um fracasso, mais uma prova contra a política de criação de campeãs nacionais. Uma de suas poucas realizações notáveis foi a instalação de uma antena ao lado do sítio do ex-presidente Lula.

A nova ação da Polícia Federal, com prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, condução de seu colega Carlos Gabas e visita à sede do PT em São Paulo, foi classificada por aliados da presidente Dilma Rousseff como tentativa de reforçar o processo de impeachment. A manobra seria destinada, além disso, a desviar a atenção das acusações a membros do governo provisório. Alegações como essas poderiam ter alguma respeitabilidade em outras circunstâncias. Mas é impossível, agora, levá-las a sério. Afinal, a Operação Custo Brasil, mais um desdobramento da Operação Lava Jato, só escancara mais detalhes de uma enorme sequência de crimes.

Alguns desses novos detalhes, como o desvio de dinheiro de clientes do crédito consignado, funcionários ativos e aposentados, são especialmente hediondos. Mas, além de mais escabrosos que outros, podem ser especialmente informativos. A denúncia vai além do assalto e aponta o PT como um dos beneficiários do dinheiro subtraído.

Cada novo capítulo da Operação Lava Jato confirma os vínculos entre aparelhamento, loteamento e corrupção nos governos entre 2013 e meados de abril de 2016. Esses governos foram guiados essencialmente por um projeto de poder. Todo o discurso a respeito de planos de integração social e de mudança econômica nunca foi mais que um esforço de construção de imagem. Esse esforço pode ter enganado parte do público brasileiro e, com certeza, uma parte considerável do público estrangeiro. Mas a chamada política social do PT foi principalmente um instrumento de dominação, baseado muito mais na transferência de renda – um mecanismo de fácil manejo – do que na efetiva absorção dos pobres na economia moderna. Sem as transferências, a maior parte das famílias provavelmente voltaria às condições miseráveis.

Os aumentos do salário mínimo superiores aos ganhos de produtividade também proporcionaram alguma melhora do consumo, mas políticas desse tipo são insustentáveis. Depois de algum tempo, a inflação tende a anular seus efeitos.

Além disso, nenhuma economia administrada sem disciplina fiscal, uso criterioso de recursos e atenção ao investimento e à produtividade vai muito longe. A recessão brasileira, com mais de 11 milhões de desempregados, é mais uma prova dessa obviedade ignorada pelos petistas – principalmente pela presidente Dilma Rousseff e por seus incompetentes favoritos.

Não há como fixar uma linha divisória entre o estilo de ocupação do governo – aparelhamento, loteamento e apropriação partidária do Estado – e o desastre econômico. A mediocridade do primeiro mandato, com crescimento médio anual de apenas 2,1%, foi um claro prenúncio da recessão. Em 2014 a economia, já atolada na crise, cresceu 0,1%, enquanto a inflação bateu em 10,67%. A piora do quadro a partir daí foi um desdobramento normal, até porque a presidente rejeitou os esforços do ministro Joaquim Levy de reconhecer e enfrentar os problemas.

Quem vincula a Operação Custo Brasil ao processo de impeachment acerta, no entanto, pelo menos num ponto. Há um parentesco indisfarçável entre o projeto de poder do PT, os desmandos na administração direta e indireta, a desastrosa política econômica e as pedaladas fiscais. São estas, formalmente, a base do processo de impeachment. Mas só com muito esforço de abstração é possível separá-las do resto. O resto inclui, entre outros detalhes, o desemprego de mais de 11 milhões e o assalto aos velhinhos do crédito consignado. Esse jogo político é indivisível.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dinossauros da política


As próximas eleições municipais darão aos brasileiros, em especial àqueles moradores das grandes cidades, a oportunidade única de se verem livres de figuras anacrônicas e decadentes. Exemplo mais que adequado está na pretensão da Erundinossaura de ser novamente prefeita de São Paulo, cargo que ela ocupou entre 1989 e 1992. Já naquela época o petismo se enroscava com trapaças envolvendo empreiteiras. 

Para os que esqueceram, vale relembrar o famoso caso Lubeca, fonte de corrupção que desaguou no financiamento da primeira campanha de Lula à presidência da república. São Paulo, aliás, é palco de disputa envolvendo as mais bizarras figuras da política brasileira. Dentre os pretendentes, que sempre se apresentaram ao povo paulista para ocupar a prefeitura nos últimos 25 anos, Jânio Quadros talvez tenha sido o mais normal de todos. Maluf, Pitta, Marta, Kassab, Haddad etc., sem esquecer Erundinossaura, configuram um verdadeiro batalhão de oportunistas. Observando com lupa, nem o próprio Serra se salvaria.

Nas outras capitais do Brasil o quadro é similar. No Rio de Janeiro, um espancador de mulher saltita alegremente em busca da vitória tendo como coadjuvante... u'a mulher, por incrível que pareça. A candidata a vice prefeita é deputada estadual com largo número de mandatos. Provavelmente endosse, carioca da gema que é, o chiste de Nelson Rodrigues sobre o desejo gozoso das mulheres em tomar uns tabefes; só as neuróticas reclamariam, claro, dizia o grande teatrólogo.   

Varrido do imaginário popular em função de suas infames trapaças, o petismo tenta se infiltrar em outras legendas, com especial devoção à Rede de Marina Silva, parasitando-as como um vírus maléfico. Sabem os candidatos petistas que uma denúncia no decorrer da campanha, apontando-os como os nomes apoiados por Lula e Dilma, terá o mesmo efeito de um beijo da morte. Em Minas Gerais, quando se queria queimar um candidato, bastava dizer que ele seria apoiado pelo notório Newtão Cardoso. O resultado era fatal, derrota tão certa quanto dois e dois são quatro. Conhecedor da alma humana, Millôr Fernandes dizia que riqueza, não, mas pobreza pega. Más companhias destroem a reputação de qualquer um. Outubro permitirá aferir a validade de tais considerações.

domingo, 24 de julho de 2016

Uma luta que não é deles: Os estudantes e a greve na USP (José de Souza Martins)


A notícia do fim da greve dos funcionários da USP veio com uma ressalva. A de que poderá ser retomada após o término das férias do calendário escolar. Para quem, como eu, cresceu dentro de uma fábrica e presenciou a greve dos 300 mil, em 1957, soa estranho que alguém pare para descansar da paralisação e a ela retornar após o merecido descanso.

As greves universitárias do período pós-ditatorial fluem no cenário adverso da peculiar impotência do paredismo de classe média. Não incidem sobre atividades produtivas. Nenhuma riqueza deixa de ser criada, ninguém lamentará que alunos deixem de estudar, funcionários deixem de funcionar, professores deixem de ensinar. As perdas são invisíveis. Quem se importará com os enormes danos que bibliotecas fechadas durante meses causam a estudantes de pós-graduação que tem teses para concluir e prazos rígidos para cumprir na Universidade e nas agências de fomento que lhes concedem bolsas de estudo?

Prazos que a greve não modificará. Em nossa cultura alienada, que de vários modos valoriza a ignorância, estudar não é necessariamente um bem. Para muitos é um castigo. Concretamente, ninguém perde com paralisações em setores que não produzem diretamente mais-valia, para irmos ao vocabulário que dá sentido às verdadeiras greves, as fabris. Ao contrário, são setores que vivem à custa de uma parcela da distribuição da mais-valia extorquida dos trabalhadores do setor produtivo.

As três universidades públicas paulistas são mantidas às custas de uma proporção não pequena da arrecadação do ICMS, recolhido sempre que alguém compra alguma mercadoria de alguém que não seja propriamente bandido e sonegador e que, portanto, emite nota fiscal para pagar o devido imposto. Os favelados da favela de São Remo, encravada em terreno da USP, e os favelados da favela do Jaguaré, a quatro quarteirões da Cidade Universitária, são comantenedores da Universidade de São Paulo.

Quando, a duras penas, compram um quilo de feijão ou de arroz ou um litro de leite para refeição da família e das crianças, pagam parte do ICMS que mantém a Universidade e assegura à pequena burguesia que a frequenta o ensino de primeiro mundo que seus filhos nunca terão. A USP é agora mesmo anunciada como a ocupante do 10º lugar, a Unicamp do 12º e a Unesp do 36º no ranking das Universidades do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Da Cidade Universitária não se vê a favela que se espalha pelo morro do Jaguaré, no entanto tão perto, e a miséria dos exíguos barracos de chão de terra batida, com a bacia da privada encravada num canto do cômodo único, com a mesa de caixote e a cama coletiva lado a lado. De lá, porém, se vê perfeitamente o próspero cenário dos muitos carros estacionados na USP, do vai e vem dos beneficiários do ensino público gratuito, democrático e laico, da alimentação subvencionada, do transporte gratuito, das bolsas de estudo e até das moradias gratuitas para muitos. Não se trata aqui de fazer a crítica fácil a quem se deixa manipular ou arrebanhar para causas que tem sua razão. Trata-se de tentar desvendar o nó que se esconde por trás das tensões que aos poucos vão consumindo a Universidade.

A facilidade com que alunos são mobilizados para causas que não são as suas, as dos funcionários ou as dos professores, apenas sugere as peculiaridades da crise de gerações entre nós nos dias atuais. Antes da ditadura, as novas gerações tinham uma causa e uma esperança, a da definição de um projeto de nação para todos, confirmação de uma história social em andamento.

Na ditadura, o projeto foi truncado e reprimido, quem o defendia foi perseguido, quem insistia foi preso, cassado, banido ou morto. A crise de gerações ganhou outro contorno, o da vítima, o da generosa disponibilidade até para dar a vida em nome do sonho de uma pátria livre e soberana, justa e democrática. Com o fim da ditadura, o sonho aparentemente acabou, perdeu conteúdos, cedeu lugar aos arranjos e conveniências de poder, à busca de privilégios corporativos. As novas gerações já não têm uma causa. Tudo já está pré-formatado para elas pelos outros, pelos que não tendo causa própria se apossam do direito dos jovens de terem sua própria causa, suas próprias perguntas e suas próprias respostas.

No afã autoritário do mando e da imposição, cada um a seu modo, professores e funcionários usurparam o que é próprio das novas gerações, que é recriar o mundo segundo seu modo de vê-lo e seu modo de querê-lo. Hoje, os estudantes dos movimentos grevistas nas universidades públicas, os dos cadeiraços, das ofensas e ameaças aos professores, querem o mundo e a sociedade ultrapassados de uma geração vencida, a geração fracassada que levou o Brasil ao abismo do mensalão e do petrolão, da Operação Lava Jato, da corrupção descarada, do poder pelo poder. Não lhes ensinaram a ver suas próprias contradições nem a reconhecer sua missão no mundo. Apenas a gritar sem falar, calar sem ouvir, espernear sem caminhar.


Servidores da USP decidiram encerrar uma greve que já durava mais de dois meses. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP, o corte de salário de parte dos grevistas foi o principal motivo para o fim do movimento.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Marilena Chauí

Dona Marilena Chauí é professora de filosofia da USP, considerada a maior e melhor universidade do país. Fez-se famosa pela sua, aliás, bem remunerada adesão ao PT, e sua defesa de tudo que é maléfico que o petismo impôs à nação. Se pelo dedo se conhece o gigante, a conduta política da madame permite entender a sofrível reputação das instituições de ensino superior brasileiras, verdadeiros antros de doutrinação, em nada diferentes das madraçais islâmicas. 

Alguém poderia achar que a dona, em seus delírios insanos, somente está a exercer o seu direito de livre manifestação do pensamento, vá lá a concessão. Em tudo, porém, há um limite. Quem se der ao trabalho de assistir ao vídeo abaixo, verá que um pedido de interdição da professora de filosofia favorita do PT deveria ser considerado. Os pais de alunos da tia velha deveriam considerar tal hipótese, em defesa da saúde mental e intelectual de seus filhos. José Guilherme Merquior, por sinal, já apontara seu comportamento desonesto ao plagiar Claude Lefort. 

A possível demência cobraria das autoridades acadêmicas um laudo psiquiátrico, em prol do interesse público e da defesa do equilíbrio espiritual no ambiente universitário. 

https://youtu.be/AQXw8B0lN2c

Marilena Chauí e a lava-jato