Mostrando postagens com marcador protestos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador protestos. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Pinta brava

















Em recente debate filosófico na Associação Brasileira de Imprensa, sob a coordenação de Lula e Chauí, intelectuais petistas se esmeravam em exibir seus fortes argumentos. Quem não concordava com eles tomava porradas dialéticas. Marx já havia descrito tal tipo de proletariado em O 18 Brumário de Luiz Bonaparte. Lombroso, algum tempo depois, desenvolveu a teoria dos biótipos suspeitos.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Dilma e as vaias



Dona Dilma recebeu cartão vermelho; todo o mundo viu e ouviu. Não só lá, é bom não esquecer, mas em diferentes lugares onde alguma multidão se reuniu para assistir os jogos da seleção brasileira. As imagens divulgadas a respeito mostraram homens e mulheres apelando para fescenina injúria, aos berros, à atual presidente da república. Os maus modos sempre praticados e estimulados pelo lulo-petismo, ao que parece, fizeram escola. Tremenda façanha que pode ser debitada, também, a dona Dilma que ainda outro dia pontificou, com desassombro, que nas eleições era permitido fazer o diabo. Pois aí está. As incivilidades costumeiras protagonizadas pelos expoentes do PT (Lula à frente, como não podia deixar de ser), impregnaram o sentimento popular: eis aí parcela das mais consistentes da herança maldita que essa gente vai deixar, aliás, já deixou.

O petismo não se incomoda com as críticas feitas a seu peculiar modo de governar. As denúncias de suas trapaças, corrupção e incompetência generalizadas são respondidas com desdém, isso quando a turma se dá ao trabalho de responder. Tais críticas, elaboradas por lideranças políticas, pensadores, artistas e outros intelectuais encontra-os fechados em copas, na obtusa convicção de que aqueles que os questionam não possuem legitimidade para fazê-las. O petismo, de fato, é impermeável à voz da razão. Os exemplos são colossais. Dariam para preencher um volume do tamanho de uma lista telefônica, daquelas antigas. Seus maiorais, quando pegados com a boca na botija, e tal como o demonstra o caso do mensalão, são considerados por eles quase que santos, apesar de criminosos: companheiros inocentes – acreditam - devotados à nobre causa de transformar o Brasil numa filial combinada de Cuba e Venezuela, estas repúblicas dignas dos mais imundos yahoos (Swift nada sabia do Brasil, mas nos profetizou há trezentos anos).

Impossibilitado o diálogo sobre os fatos e os rumos futuros, o povo brasileiro tem apelado para o argumento último dos desesperados: as vaias nos campos de futebol. Um típico fenômeno de massa que faz o PT sangrar na veia da verdade. Muito diferente dos Black Blocs, arruaceiros gestados nas entranhas do petismo para intimidar o povo. Este só tem sua voz para ferir, no centro do alvo, o ponto fraco destes totalitários que nos infelicitam. As massas, agora sem a canga dos que se julgam seus donos traduzem, numa crua expressão dirigida à cúpula governista, a repulsa às sujeiras que viraram costume na última década. Uma compreensão da natureza humana notável, digna de um psicanalista. Os poderosos, que nunca se tocavam com as elaboradas construções simbólicas dos críticos intelectualizados (aquele nhem-nhem-nhem típico de tucanos), sofrem doravante com a linguagem direta do homem comum. Com suas impublicáveis alusões indecentes, o povo demonstra que aprendeu bem a lição: a pornografia política não é mais monopólio do PT.

  

sábado, 17 de dezembro de 2011

De peito aberto - Nelson Mota

(Publicado em O Globo, de 16-12-2011)

"Que Praça Tahir que nada, Ocuppy Wall Street é passado, que indignados conseguem chamar mais atenção para suas causas? Entre as novas formas de manifestações e protestos na era digital, a mais sensacional é o coletivo ucraniano Femen. Mulheres lindas, louras e nuas, ou quase, protestando em via pública pelas mais variadas causas, não necessariamente feministas.

De peito aberto, elas gritam contra a corrupção, as fraudes eleitorais, a violência contra mulheres, a prostituição, e ganham espaços espetaculares na mídia planetária. Os policiais encarregados de reprimi-las ficam nervosos e cheios de dedos, elas esperneiam e gritam enquanto eles tentam cobrir a nudez ultrajante com a manta da hipocrisia. Epa! Nudez ultrajante? Manta da hipocrisia? Menos, colunista, menos.

As manifestações começaram em Kiev, mas as garotas do Femen ficaram tão famosas que até já atuaram como protestantes-convidadas na Rússia. Se continuarem tão requisitadas para manifestações na Europa, em breve poderão programar uma turnê internacional de protestos.

Hoje elas são cerca de 300 militantes na Ucrânia, mas a tropa de choque que vai para as ruas tem 40 ativistas, não por acaso as mais bonitas e com melhores atributos para a missão. Logo se abriu outra discussão entre as feministas, sobre a ausência de barangas no núcleo duro, ou macio, das manifestações. Elas negam e dizem que já houve até uma sexagenária topless. Mas é exceção, a tática é mesmo escalar as mais gatas para chamar a atenção. É um bom uso para a beleza.

Feministas americanas históricas como Betty Friedan e Germaine Greer ficariam histéricas diante das lourinhas e louraças do Femen e seus corpos avassaladores.

Não se discutem os méritos das suas causas, mas a eficiência dos seus métodos e práticas, as reações que provocam. Elas invertem o jogo de mulheres nuas como objetos sexuais dos homens, e exercem seu poder exibindo o corpo, não como oferta ou sedução, mas como um veículo de suas vontades.

São elas que estão em controle, aos homens resta ficar olhando e desejando - mas terão delas apenas as suas palavras de ordem e seus slogans."