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terça-feira, 9 de junho de 2015

Ex-marido de Dilma admite: o governo cometeu estelionato eleitoral (Ricardo Noblat)

Ex é quase sempre uma piada. O ex-marido, ex-deputado e ex-terrorista Carlos Araújo confirma tal julgamento. Considera o povo brasileiro um bando de idiotas. Segundo ele, dona Dilma só tomou conhecimento da gravidade da situação do país durante a campanha eleitoral do ano passado. Se há algum idiota nesta história não é o eleitor brasileiro. A madame já estava há doze anos no palácio do Planalto e nunca desconfiou de nada? 
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"Flávio Ilha, repórter de O Globo, perguntou ao advogado Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma Rousseff, e conselheiro informal dela, se o ajuste fiscal era inevitável. Resposta:

- Sim. Quem ganhasse a eleição [presidencial do ano passado] teria de fazê-lo, com mais ou menos arrojo, com doses diferentes, mas teria de fazer.

- Então a tese de estelionato eleitoral é correta? – insistiu Flávio.

- Não diria isso. É que o governo tomou consciência da gravidade da situação durante a campanha eleitoral. E aí, no meio da eleição, não tem como mudar a política econômica. E nem dá para falar em crise, sendo governo, durante uma campanha eleitoral. Então, eu vejo que se tratou de preparar o país para, logo depois da eleição, adotar uma política para sair da crise.

Carlos quer que acreditemos que o governo só tomou consciência da “gravidade da situação” durante a campanha. Se de fato foi assim é muito grave. Porque qualquer economista pé rapado sabia muito tempo antes da eleição que a desastrosa política econômica do governo obrigaria o país a passar por um duro ajuste fiscal.

Carlos admite que houve estelionato eleitoral quando diz que durante uma campanha eleitoral o governo não pode falar em crise. Pode falar, como Dilma falou, que o país estava uma maravilha, e negar que fosse promover um ajuste fiscal caso se reelegesse. Mas não pode falar em crise.
Por negar a crise, pode mentir. Mas a verdade só pode ser anunciada depois de fechadas as urnas, contados os votos, proclamados os resultados.

Sei".


sábado, 30 de agosto de 2014

Minha vida é minha mensagem (Gandhi)

Trotando em direção à derrota que se avizinha, a bojuda dama que ainda preside o país (ou seria melhor dizer púcara dama?), resolveu destravar a língua para dar lições ao Brasil, como se ela as tivesse para dar a quem quer que fosse. Em encontro do PMDB paulista, na cidade de Jales, de maneira dissimulada e velhaca (como convém a uma pícara), dona Dilma tachou as propostas da adversária como “fundamentalistas, obscurantistas e retrógradas”. Marina bem poderia responder dizendo, como Gandhi: minha vida é minha mensagem! Mas isso seria conceder à repolhuda dama uma reverência que ela não merece.

Não que concepções e programas políticos não possam merecer tal ou qualquer outra adjetivação. A questão aqui é da ausência de legitimidade da autora dos reparos para fazê-los. Dona Dilma não tem autoridade moral para censurar ninguém. Rigorosamente, ninguém. Forjada num ambiente que pregou e praticou o mais rombudo terrorismo, quem a madame pensa que é, para questionar eventuais propostas consideradas por ela como “fundamentalistas, obscurantistas e retrógradas”? 

Pôs e dispôs, fez e desfez, conduziu o Brasil como se fora senhora de baraço e cutelo, sem nunca se dignar a prestar contas e a responder quaisquer das críticas que lhe foram dirigidas. A leviana condução da Petrobrás é o exemplo mais contundente da conduta deletéria, sob todos os aspectos, da arrogante madame. Fantasiada de gerentona houve-se da forma mais irresponsável possível que um dirigente pode se haver. 

Nunca é demais relembrar que a esquisita criatura, quando presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, assinou SEM LER, é bom que fique frisado, a justificativa e ordem de aquisição do monte de ferro velho conhecido como refinaria de Pasadena, por um preço centenas de milhões de dólares acima do seu valor real. Nenhum acionista de empresa séria, em qualquer lugar do mundo, aceitaria pacificamente tal situação. Aqui, no entanto, onde a Petrobrás é uma casa da mãe joana, pode-se furtar à vontade que nada irá acontecer com os responsáveis, ou irresponsáveis, melhor seria dizer. O povo é rico e não se incomoda de arcar com o infame prejuízo. 

Com a mesma leveza de alma, a pícara dona também se conduziu em outros setores do governo. A vasta e aberrante corrupção, que contaminou a tudo e a todos, é fruto da semente plantada no governo Lula e cultivada com esmero por sua sucessora. Não é casual que a cúpula dirigente do PT mofe na Papuda. E que outros companheiros de armas  se preparem para ocupar, em breve, o lugar que lhes está reservado. Merecidamente.       

O Brasil está em recessão, conforme o atestam os próprios números oficiais sobre o setor industrial, em particular, e a economia, em geral. Só há alguma melhora no setor agrícola, onde o governo, felizmente, não teve como botar a mão. A culpa pelos fracassos é sempre dos outros, talvez de Pedro Álvares Cabral. Os maiores culpados, no entanto, - dona Dilma e o ex-ministro da Indústria e Desenvolvimento, Fernando Pimentel, à frente - quedam-se em obsequioso silêncio, ou declamam platitudes como se nada tivessem a ver com o assunto. Ou, então, põem-se a atacar os adversários na esperança de, acuando os outros, ficarem desobrigados de dar as explicações que o povo brasileiro espera e merece.