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domingo, 19 de julho de 2015

Princípios, fins e meios (Nelson Motta)

"Posso até acreditar que João Vaccari não ficou com um tostão dos pixulecos milionários que arrecadou para o PT na Petrobras. Mas isso não faz dele um guerreiro do povo brasileiro e nem é atenuante para seus crimes; é agravante.

Em países civilizados, de maior tradição jurídica do que o Brasil, como a Itália, a Alemanha e a Inglaterra, a motivação política é um agravante dos crimes, aumenta a pena. Porque o produto do roubo servirá para fraudar processos legais, para atentar contra as instituições democráticas, para prejudicar adversários políticos, e terá consequências na vida de todos os cidadãos que tiveram seus direitos lesados em favor de um plano de poder de um partido.

O ladrão em causa própria dá prejuízos pontuais a pessoas físicas ou jurídicas. O que usa o dinheiro sujo para fraudar o processo eleitoral e manipular a vontade popular, para corromper parlamentares e juízes, para impor o seu projeto político, causa irreparáveis prejuízos a todos porque desmoraliza a democracia, institucionaliza a impunidade e interfere — sejam lá quais forem as suas intenções — de forma decisiva e abusiva nos direitos e na vida dos cidadãos que sustentam o Estado.

Uma das mais nefastas heranças do PT no poder foi a institucionalização — e absolvição — do roubo com motivações políticas, com mensaleiros e tesoureiros corruptos ovacionados como guerreiros e heróis pela militância cega, surda e bem empregada. Por essa ética peculiar, em nome da “causa popular" vale tudo, extorsão, suborno, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, agir como uma máfia para destruir os adversários e se eternizar no poder. Em nome do povo, é claro...

É claro que na maioria desses “roubos políticos", chamados de “expropriação” no tempo da luta armada de Dilma e Dirceu, os guerreiros, diante de tanto dinheiro e tão fácil, não resistem a cobrar seu próprio pixuleco, como registram as históricas imagens de Waldomiro Diniz, braço direito de José Dirceu, pedindo a sua comissão de uma “doação” do bicheiro Carlinhos Cachoeira ao partido, no início da era Lula.


Esse tempo acabou, lugar de ladrão é na cadeia".

terça-feira, 31 de março de 2015

Luiz Inácio falou...


"Vamos lá companheirada. Levantem a cabeça e casquem fora da boquinha.  A fila é grande"!


Petistas na pocilga













Não satisfeito, Lula prosseguiu nas recomendações: "De cabeça baixa apenas o Vaccari, homem de muitas responsabilidades e experiente ordenhador de vacas".


Petrobrás: a vaquinha do PT


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Vaccari: ministro da Fazenda de Dilma

Dona Dilma não se cansa de criticar e condenar as escolhas alheias, em vez de mostrar ao eleitorado suas próprias opções. Aécio fez uma ousada manobra: apresentou ao público o nome daquele que será seu ministro da Fazenda - Armínio Fraga - caso ele seja eleito no próximo domingo. Armínio é um técnico respeitado e admirado por sua competência, não só aqui no Brasil, como também internacionalmente. Além do mais, é honesto. Ser honesto deve ser obrigação de todos. Mas em vista dos padrões usuais das administrações petistas, já faz um enorme diferencial ter assessores que primam pela integridade.

Dona Dilma, no entanto, não tem coragem de sugerir um nome que seja para seu ministério da Fazenda. Dada a legião de petistas, seria implausível que não houvesse ninguém melhor que Guido Mantega disponível na praça. Suspeita-se que o escolhido, o nome in pectore, é o do tesoureiro do PT - um tal João Vaccari - talvez o especialista que melhor encarne a natureza das relações financeiras que os atuais governistas estabelecem com o erário. Delúbio, outro craque, infelizmente está proibido pela Justiça federal de se credenciar para o cargo. Não que ele não tenha qualificações. Elas são abundantes e extravasam qualquer medida. 

Pela experiência, eficiência e dedicação, no entanto, o melhor indicado seria Vaccari. Seu envolvimento com as negociatas da Petrobrás, dos fundos de pensão, de Itaipu e, sabe Deus que mais, fazem-no o candidato natural para gerenciar a portentosa máquina da fazenda pública. 

No último debate deste segundo turno, dona Dilma poderia esclarecer isso, em vez de ficar preocupada com as escolhas de Aécio. Quem nomeou ministros e dirigentes que foram defenestrados dos cargos, após denúncias da imprensa e, não por investigação oficial, foi dona Dilma. Seu dedo podre só poderá escolher mesmo outras figuras, tão apagadas e medíocres como as que ornamentam seu balofo ministério.