domingo, 9 de setembro de 2018

Teste rápido para Marina


(Aqui vai um pequeno e rápido teste para a candidata presidencial Marina Silva).

Se um grupo de moças e meninas está a caminhar pela floresta em direção ao trabalho, qual opção seria a melhor, se acaso lá aparecesse um lobo mau, muito mau mesmo, daqueles que matam e estupram suas vítimas?

1a.) Ficarem juntas e gritar desesperadas pelo auxílio de um eventual caçador;

2a.) Correr cada uma em diferentes direções, para que o lobo se contente apenas com uma delas, salvando-se as demais;

3a.) Pegar a espingarda cartucheira que a moça mais velha carregava e mandar bala no malvado;

4a.) Fazer um discurso para o lobo mostrando-lhe o quão anti-ecológico é o seu comportamento ilícito.

Evidentemente a melhor opção é a terceira. Após detonar o lobo, sairiam todas cantando: quem tem medo do lobo-mau, lobo-mau, lobo mau? Quem tem medo do lobo-mau...  

Esfolado o bruto, vão contentes com seus chapeuzinhos vermelhos esvoaçantes, se abrigar e comer um pedaço de bolo na casa da vovó. 

Enquanto abraçam docemente a boa velhinha, os testículos do lobo, presos num espeto adequado, assam por sobre o braseiro do fogão.

sábado, 8 de setembro de 2018

Bolsonaro atacado


"Sim, delenda Bolsonaro. Sim, Bolsonaro deve ser destruído. Há mais de vinte séculos os romanos deram a senha, ao se referirem a Cartago. Melhor faria o candidato se cuidasse de sua segurança. Para o seu próprio bem e o nosso".

O texto acima foi o último parágrafo de um aviso de alerta ao deputado Jair Bolsonaro. Deveria ele se precaver contra as ações reais ou potenciais de seus inimigos. Não foi escrito ontem, nem anteontem. Foi publicado neste blog no dia 7 de setembro de 2017, exato um ano antes da violência da qual foi vítima em Juiz de Fora.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O terror dos entrevistadores (Vittorio Medioli)


(PUBLICADO EM 02/09/18 - no jornal OTEMPO)

"No ensinamento das artes marciais, já na primeira aula o aluno aprende que deixar de prestar atenção à defesa é muito perigoso. Quando se decide atacar, esse esquecimento costuma ser fatal.

O entrevistado de quarta-feira pelo Jornal Nacional, Jair Bolsonaro, estudou numa escola superior de guerra, teve acesso ao que se precisa no enfrentamento e, bem por isso, nunca poderia ser subestimado.

Ainda mais depois da apresentação do início do mês passado na GloboNews, que deixou estonteados seus nove entrevistadores ao longo de duas horas e meia de sabatina, que respondeu como nunca se tinha visto numa rede de tamanha importância.

Desde Lao-Tze, três são os requisitos para a vitória, e o bom guerreiro, quando entende que lhe falta um desses, não se joga ao ataque.

Primeiro, conhecer o campo de batalha; segundo, conhecer bem o adversário; e terceiro, conhecer completamente a si próprio nos limites e fragilidades. A vitória será assim garantida.

O bom combatente pode se sujeitar a uma aparente derrota inicial, a um recuo, para confundir os planos do adversário e deixá-lo refém num campo que não lhe dá possibilidade de resistir.

Ousar, sem cálculo, contra um adversário desconhecido é confiar no azar. Subestimar o adversário deu no que deu com a apresentadora do JN, Renata Vasconcellos, na entrevista com o cadete das Agulhas Negras.

Na Itália se diz “sapato grosso, cérebro fino”. As botas de Bolsonaro confundiram a sutileza de seu plano e geraram o maior apuro de todos os tempos no templo mais temido do jornalismo nacional, que não costuma receber pedradas ao vivo.

Não serviu de alerta, nem foi levada a sério, a entrevista no canal GloboNews com o candidato do PSL. Repetiram-se, e com sucesso ainda maior, as perguntas e as respostas, com Bolsonaro se defendendo ao atacar os entrevistadores. Aplicou três seguidos golpes na entrevistadora e intimidou William Bonner, que não sabia para onde dirigir seu olhar.

Renata Vasconcellos não deve ter assistido à entrevista na GloboNews e partiu para cima. Cobrou, “indignada”, a paridade de salário entre homem e mulher, sobre a qual o presidenciável tem outra opinião, e recebeu a resposta de que há disparidade entre o salário dela e o de William Bonner.

Renata empalideceu e retrucou que isso não dizia a respeito ao entrevistado, já que ele recebe dinheiro público proveniente de contribuintes. Nessa, Bolsonaro disparou não haver diferença entre ele e Renata, já que a rede de televisão que a contrata recebe altas verbas do setor público, e nisso, portanto, se equiparam. Voltou com o tema homofobia, e dessa vez Bolsonaro abriu o livro, segundo ele, distribuído pelo MEC nas salas de aulas, com o qual discorda por ser endereçado a menores. Seguindo a trilha de sucesso anterior na Globo News, Renata relacionou Bolsonaro à ditadura, e ele, como já tinha respondido no começo do mês, declamou um editorial de Roberto Marinho, de 1964, que considerava o golpe militar “necessário”.

Pois é. Esse episódio, assistido ao vivo por 30 milhões de pessoas, em seguida reproduzido em milhões de postagens e compartilhamentos nas redes sociais, se concretiza até aqui como o grande fato dessa campanha presidencial, dando a Bolsonaro passaporte para o segundo turno.

Isso porque, num ambiente crivado de candidatos interpretando personagens, Bolsonaro se diferenciou como “novidade”. Sagaz e atento como a personagem mítica de Davi, que com uma pedra certeira derruba o gigante.

O jornalismo não pode ser alimentado de certezas e preconceitos, mas de análises e dúvidas, de olhares lançados de diferentes pontos contraditórios.

Tirar do conforto os políticos frente aos holofotes e microfones é mais do que justo, especialmente contrastando as platitudes e as formas rebuscadas de fugir de respostas precisas.

Bolsonaro, na descrença do “político tradicional”, mostrou contra-atacar sem medo e ter estudado detalhadamente as fraquezas do entrevistador, guardando no colete munições de sobra para colocar em apuros quem quer acuá-lo.

Nesse caso a entrevistadora subestimou amplamente o entrevistado, não teve o tempo ou o cuidado de analisar a mais recente entrevista de Bolsonaro, levantou-lhe a bola para gols de placa, emprestou-lhe um momento de “glória” frente a um universo de eleitores 30 vezes superior àquele da GloboNews.

Esse episódio se ergue na categoria dos “históricos”. Provavelmente consagra um Bolsonaro que não esperava tanto “apoio” para entrar no segundo turno, enquanto a outra vaga tem meia dúzia de aspirantes."

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Alice e o que se deve ensinar nas escolas


Em um dos mais deliciosos episódios da saga Através do Espelho e o que Alice encontrou lá, a menina discute com as rainhas ( a Branca e a Vermelha) a questão do papel da escola e do que se deve, enfim, aprender nela. A propósito de um convite para jantar, afirma uma das rainhas a Alice:

Rainha Vermelha: "... estou certa de que você não teve muitas aulas de  boas maneiras, não é?"

Alice: "Boas maneiras não se ensinam em aulas. Aulas ensinam a fazer contas de somar, e coisas desse tipo".

Na mosca! A aparentemente ingênua obra de Carroll revela aqui, e em outros inúmeros lugares, verdades de aplicação universal. Escola é lugar para aprender matemática e outras ciências. O precioso tempo das crianças não pode, ou não deve, ser dissipado perdulariamente. As avaliações internacionais, propiciadas pelos testes PISA, confirmam tal verdade, quando comparados os resultados brasileiros com os de outras nações. 

Não se deve perder a oportunidade de ler as fascinantes Aventuras de Alice no País das Maravilhas e o Através do Espelho e o que Alice encontrou lá.

Hoje, quando tantos querem atribuir à escola uma longa série de responsabilidades, soa agradável ler a sacada de Lewis Carroll, autor da incomparável e genial obra-prima.

No Brasil, atualmente, há educadores que valorizam mais o ensino de trivialidades nas escolas, e de temas que deveriam estar sob o cuidado dos pais (como educação sexual para criancinhas). Deixam de lado o singelo aprender a "ler, escrever e contar", conforme sintetizava o também inesquecível professor Darcy Ribeiro. Os efeitos gerais para o povo brasileiro, de uma escola que é uma calamidade, cobram a cada ano que passa o preço do nosso afastamento daqueles que estão à frente, no mundo, do processo de avanço científico e tecnológico.

sábado, 25 de agosto de 2018

Marina e as armas

Em entrevista recente dada à revista Marie Claire, a ex-senadora e candidata à presidência da república MARINA SILVA, indagada se já havia sofrido algum tipo de violência sexual, respondeu na lata:

Marie Claire: Já sofreu algum tipo de violência sexual?
Marina:
Nunca. Quando era criança tínhamos uma espingarda. Eu e minhas irmãs a levávamos para cortar a seringa". 

A ilustre ambientalista, ao que parece, não tinha lá muita confiança nos curupiras e outras entidades da floresta para lhe dar proteção. Melhor carregar uma cartucheira (calibre 12, de preferência) do que ficar dando sopa para o azar. Aquele ali, afinal, era um ambiente de machos ferozes que não hesitariam em estuprar uma donzela descuidada, qual o lobo da história de Chapeuzinho Vermelho. 

Marina Silva, seguia, assim, com premonitória consciência, as recomendações que hoje faz o capitão Bolsonaro, muito criticado por defender o direito das pessoas de possuírem uma arma de fogo. Marina e suas irmãs foram além: não só possuíam como também portavam uma providencial cartucheira. Foi sua sorte e sua salvação.

Você também, faça como Marina Silva. Ao andar pela mata, não esconda sua arma. Pendure-a no ombro e vá, sem temor, pelas trilhas e meandros da floresta de pedra. E se o lobo mau der as caras, despeje-lhe chumbo em cima.  
 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Dilma, o golpe e universidades públicas

Conforme já foi amplamente noticiado, algumas universidades brasileiras vêm patrocinando "cursos" sobre a cassação de dona Dilma, que teria sido, para fanáticos esquerdistas, não uma decisão constitucionalmente correta, mas um verdadeiro "gópi" (no pitoresco patuá de uma folclórica senadora petista potiguar).

A UFMG, evidentemente, não poderia ficar de fora da discussão de tão relevante assunto. Sua respeitável faculdade de Direito - a Casa de Afonso Pena - resolveu então meter também sua colher de pau no angu "com que empanturra todos os membros do magistério". 

Numa midiática manobra para atrair as atenções do público, convidou a notória dama ensacadora de vento para proferir a aula inaugural do tal curso, que terá, ainda, a presença ativa de outros 32 palestrantes, segundo informa a imprensa de Belo Horizonte. 

Não é este o primeiro evento com tal finalidade dentro da UFMG. Entidades sindicais do magistério e do funcionalismo administrativo acadêmico já haviam patrocinado um seminário com a mesma pauta nos dias 4 e 5 de julho do corrente no campus da Pampulha. Postados à mesa, eminentes professores doutores falaram para pouco mais de duas dezenas de entediados e sonolentos ouvintes. Com certeza havia mais gente no grupo de serviçais ao lado, que varriam salas, corredores e instalações sanitárias do prédio onde se dava a efeméride e, também, na capina dos vastos jardins circundantes. Mas estes humildes terceirizados não passavam de sombras invisíveis e, talvez, sejam até mesmo eleitores de Bolsonaro. Melhor nem pensar neles.

O ápice da reunião dos cintilantes mandarins foi o momento em que um dos painelistas, revirando seu sarapatel de fatos desconexos ao longo da história brasileira, chamou a dama cassada pelo Senado federal de "presidenta" Dilma. Tal suprema manifestação de sabujice indica o longo e penoso percurso reservado para o Brasil, no futuro, caso queira se livrar dos parasitas que infestam as universidades públicas atualmente.

 

Crime impossível


“Um idoso de 78 anos foi preso em flagrante pela Polícia Federal no aeroporto de Navegantes, no Litoral Norte, por ato obsceno em local público. Uma passageira contou aos agentes que o homem se masturbou ao lado dela dentro do avião, quando a aeronave chegava ao município, na noite de domingo (5).

“A moça relatou aos comissários de bordo, que avisaram o comandante da aeronave. Ele fez contato com as torres que acionaram a Polícia Federal. Ela declarou que o idoso abriu o zíper da calça e se masturbou ao lado dela”, disse o delegado Thiago Giavarotti.

Depois que o avião pousou, o idoso foi detido pelos agentes e levado à delegacia da PF de Itajaí, onde pagou uma fiança de R$ 15 mil e foi solto."

O idoso não tinha antecedentes criminais, disse a PF. O nome dele não foi revelado, assim como o conteúdo do depoimento dele”.

(G1, 8-8-2018)