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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A vida de luxo de dona Dilma


A vida de dona Dilma é uma moleza, além de confortável. Por isso a turma do PT não admite nem pensar em largar o osso. Todos eles adoram veículos de luxo (bem bregas, é verdade). Basta ver a limousine cor de rosa alugada pela estranha senhora, nos Estados Unidos. Apesar de ridícula, é melhor que se deslocar em um Chevette ou em um Fiat Uno cá na terrinha. E, sobretudo: quem paga a conta dos milhares de reais do luxo da madame são os manés, os mesmos que precisam trabalhar metade da vida só para pagar os impostos que financiam o bem bom da tia velha. Mais abaixo segue imagem do interior da limousine, para que se tenha uma ideia a respeito do espírito de Maria Antonieta que baixou na sua mais recente encarnação. Olhe o brioche! A revista VEJA publicou a nota, a seguir, sobre as presepadas de dona Dilma na sua mais recente viagem aos Estados Unidos.


A limousine pink de Dilma











"Diante das graves crises - econômica e política - que assolam o país, o governo tenta convencer a população de que também faz sua parte para reduzir despesas. Chegou a cortar a quantidade de ministérios, de cargos comissionados e passou a tesoura nas viagens em primeira classe de ministros e chefes das Forças Armadas - eles agora vão viajar na classe executiva. Mas as benesses do alto escalão ainda continuam. 

Um exemplo está no aluguel de veículos, que pode chegar a cifras altíssimas para custear os gastos com transporte da presidente Dilma Rousseff e de seus assessores. Somente durante visita aos Estados Unidos, onde a petista cumpriu agenda entre os dias 27 de junho e 1º de julho deste ano, o custo da locação de 24 veículos chegou a 224.624 dólares - cerca de 861.141 reais. 

O valor consta em documento enviado à Câmara dos Deputados pelo Ministério das Relações Exteriores. Na lista dos serviços alocados estão desde mini-vans até carros de luxo, como duas Mercedes-Benz S550, que resultaram em um custo de mais de 14.000 reais em dois dias, além de Cadillacs e o pomposo Liconln Town Car. 

O aluguel desses carros passaria despercebido, não fosse um calote de 100.000 dólares que o governo deu na empresa que alugou os veículos. Ao reclamar da rasteira (calote) levada pela equipe da petista, o empresário Eduardo Marciano questionou: "Se Rousseff não tem dinheiro para alugar um serviço VIP, ela definitivamente deveria buscar por um táxi local ou, talvez, um transporte público da cidade, porque a minha empresa não tem de carregar ninguém de graça". 

Diante da confusão, o governo quitou as dívidas com a empresa. Mas não deu qualquer sinal de que vai abrir mão do conforto de que desfruta nas viagens ao exterior" (Veja, Marcela Mattos)


Interior da Limousine



domingo, 17 de agosto de 2014

O bom de serviço e a herança maldita

Vale a pena ler abaixo o editorial do Estadão - "Seis meses desastrosos" -, publicado no último sábado. Os resultados da deplorável obra de dona Dilma e do professor Fernando Pimentel estão lá traduzidos em números: a indústria, o comércio exterior e o desenvolvimento caminhando céleres para o buraco. Os dados não foram inventados por algum oposicionista rancoroso. Os dados são oficiais. Depois de tanto obrarem, a madame e seu ministro ainda querem continuar "governando" o país e, de lambugem, ocupar o governo mineiro para, certamente, reduzir as alterosas ao nível de alguma republiqueta africana, ou latino americana. Lula da Silva, o pai de todos, só teve um momento de lucidez na sua vida. Cunhou a expressão "herança maldita". Nunca antes na história deste país descreveu-se com tal precisão aquilo que dona Dilma e Pimentel legarão aos brasileiros. A favor dos três, reconheçamos, há o magnífico porto de Mariel. Construído em Cuba, claro, ao custo de bilhões que poderiam ter sido aplicados na precária infraestrutura nacional. Mas o Brasil não é prioritário. Prioritários são os interesses de um ditador gagá, cujo regime se especializou em alugar mercenários de todos os tipos para os governos amigos. Não é um modelo original. Na África subsaariana havia, nos séculos XVI e XVII, estados que se devotavam a uma única atividade: o tráfico de escravos. Se para Cuba os lulo-petistas construíram Mariel, para o Brasil ficaram as inumeráveis obras inacabadas ou mal iniciadas ou, então, construídas no padrão PAC, tal como se viu com o viaduto que desabou em Belo Horizonte. O país está precisando, mesmo, é de tomar um banho de sal grosso para se livrar desses hereges. Ou de um exorcista, daqueles dos bons, para espantar tanta coisa ruim.  

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SEIS MESES DESASTROSOS

"O Brasil continuou perdendo espaço na economia mundial, no primeiro semestre, com desempenho muito pior que o da maior parte dos países, tanto emergentes quanto desenvolvidos. A recuperação global vem sendo mais lenta do que se previa há alguns meses, mas o quadro brasileiro é especial. O País tem exibido uma rara combinação de baixíssimo crescimento com inflação elevada, contas públicas em deterioração e comércio externo empacado. Na sexta-feira a estagnação foi confirmada por mais uma fonte oficial. Em junho, a atividade econômica foi 1,48% inferior à de maio e 2,68% menor que a de um ano antes, segundo o índice produzido mensalmente pelo Banco Central (IBC-Br). Esses números são da série livre de efeitos sazonais. O crescimento ficou em 0,08% na primeira metade do ano. Em 12 meses, chegou a 1,41%, mas com forte perda de ritmo na fase final.

O balanço completo do período janeiro-junho será divulgado no fim do mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o índice do BC é considerado uma boa antecipação do Produto Interno Bruto (PIB) e, além disso, harmoniza-se muito bem com os dados parciais de produção, consumo e investimento conhecidos até agora e também com os números da balança comercial. Será enorme surpresa se o PIB vier muito melhor que o IBC-Br.

As projeções mais otimistas para o ano todo continuam sendo as do setor público. O Ministério do Planejamento publicou em julho uma estimativa de crescimento econômico de 1,8%. No mês anterior o BC havia divulgado uma projeção de 1,6%. As bolas de cristal do setor privado mostram cenários muito piores. A mediana das projeções do setor financeiro chegou a 0,81% no dia 8, segundo a pesquisa Focus, conduzida pelo BC. Na semana anterior a estimativa de crescimento estava em 0,86%. Na metade de julho havia chegado a 1,05%.

Os maus números de junho têm sido atribuídos, pelo menos em parte, à Copa do Mundo. Houve menos dias de trabalho e menor atenção aos negócios e, além disso, decisões importantes foram adiadas. Há alguma verdade nesse argumento. Mas a Copa durou cerca de um mês e a economia foi mal durante todo o semestre. Além disso, vários números da série do IBC-Br foram revistos para baixo, segundo a informação publicada ontem. O dado de maio passou de -0,18% para -0,80%. O de abril, de +0,05% para -0,01%. O de março, de +0,04% para -0,24%. Seria cômico atribuir todo esse desastre à mudança de rotina provocada pelo campeonato da Fifa.

O futebol pode servir para explicar parcialmente, portanto, a redução do consumo e o recuo da produção industrial em junho e, talvez, em parte de julho. Mas é necessário examinar outros fatores para analisar o atoleiro econômico do primeiro semestre deste ano. Um dos principais componentes do quadro é a estagnação da indústria.

A produção industrial nos primeiros seis meses foi 2,6% menor que a de janeiro a junho de 2013. A de bens de consumo duráveis, 8,6% inferior à de um ano antes. Esse número combina, à primeira vista, com os do consumo. O volume das vendas no varejo, no mesmo período, ficou 4,2% acima das de um ano antes, sem contar as de carros, veículos, peças e material de construção. Quando esses itens entram na conta, a diferença fica em apenas 0,1%. Isso se explica em parte pelo endividamento dos consumidores, pela alta dos juros e pelo efeito da inflação no orçamento familiar.

Mas o aumento da importação também é parte da conta. Nos 12 meses terminados em junho, a parcela de importados no mercado nacional de bens industriais chegou a 21,8%, o coeficiente mais alto desde 2007. O cálculo é da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Juntam-se nesse quadro a perda de vigor do mercado interno e o baixo poder de competição da indústria. A competitividade foi erodida por vários fatores desastrosos. Mais estímulo ao consumo que à produção, baixo nível de investimento, ineficiência da infraestrutura e política comercial mais ideológica do que pragmática são exemplos evidentes. Grandes erros nasceram das fantasias do governo, incluída a do mercado interno como seguro contra a crise".

(Publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, de 16-08-2014)