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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Mendonça Filho e Darcy Ribeiro


"O Brasil é uma vergonha do ponto de vista educacional em qualquer parâmetro", declarou Mendonça Filho no Congresso Nacional. 

Palmas para o ministro. Há muito uma autoridade não faz avaliação tão certeira e tão profunda. Aliás, durante todo o regime lulopetista o que se viu foi a fraude, a enrolação, o engodo e a mistificação verberados por todos seus ministros e a corriola que os seguiam. 

Mendonça Filho se aproxima, auspiciosamente, da postura de Darcy Ribeiro frente ao nosso descalabro educacional. O grande pensador do Brasil, discípulo dileto de Anísio Teixeira, chegou a publicar livro cujo título e conteúdo vão ao encontro do diagnóstico do atual ministro da educação: "nossa escola é uma calamidade".

Mais nada é necessário ser dito: a herança maldita está identificada.

Os que se colocam contra as reformas educacionais propostas não passam de impostores. Tiveram quase uma década e meia para dizer ao que vieram. Os resultados estão aí à disposição de quem quiser ver.

Com a permissão de Thomas Morus, vale replicar algumas de suas palavras proferidas contra Lutero: essa gente tem a boca cheia de merda.

Parabéns, ministro Mendonça Filho.   

domingo, 19 de junho de 2016

O Grande Sabichão



Grande Sabichão

Luis Barroso não perde uma oportunidade de perder a oportunidade, em especial ao desempenhar o papel de corregedor geral da vida nacional, notadamente quando está em foco a atuação dos políticos do PMDB e seus aliados. Dando-se ao desfrute de se achar dono da verdade - na confortável posição de julgar quem pode, ou deve, ser presidente da república ou ministro de Estado - o Grande Sabichão desfila impávido pela avenida ampla da política partidária brasileira. Aliás, e sem coincidência, sempre defendendo o PT e sua visão de mundo. 

Quando em presença de estudantes, então, o coice é certo, porém, não necessariamente, certeiro. Em vez de voltar sua atenção para resolver os desafios primordiais postos a ele e a seus pares no STF - julgar as dezenas de milhares de ações que mofam há anos em suas gavetas entulhadas - sua excelência prefere meter o bedelho em seara que não lhe compete.


Deveria, então, se seu ânimo é ser porta voz de interesses sectários, entrar de vez na disputa eleitoral postulando um mandato parlamentar. 


Ajudaria em muito a obtenção de justiça, frise-se, se o Grande Sabichão e colegas reduzissem, por exemplo, os enxundiosos votos que adoram proferir. Tais discursos torturantes, reconheça-se, têm, contudo, notáveis efeitos soporíferos no público que os ouve, bem como em algumas de suas, eventualmente, insones excelências. 


Mas não é o que se vê. O Grande Sabichão prefere julgar quem pode, ou não, ser ministro da Educação, como declarou recentemente, ao vituperar contra o deputado federal Mendonça Filho, do DEM. Este foi acusado de não ter condições para ocupar o cargo ministerial, num odioso desprezo à sua legitimidade e competência, não fora ele possuidor de vários mandatos populares, neles incluído o de governador de Pernambuco. 


Já Cid Gomes (o tartufo do Ceará), Tarso Genro (o  cultor de poesia onanista), Fernando Hadad (o higienista social), Janine Ribeiro (o nefelibata) e Aloisio Mercadante (o comprador de dossiês), todos ex-ministros de Lula e Dilma, seriam, na ótica barrosa, figuras exponenciais e talhadas para elevar aos píncaros a pátria educadora.

Pedindo emprestada expressão de sua lavra, o Grande Sabichão é, ao que parece, um ponto fora da curva quanto à neutralidade e isenção tradicional da magistratura superior brasileira.
 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Caxirolas e o petismo cultural e educacional


As franjas mais periféricas que compõem o petismo educacional e cultural se alvoroçam, tal como formigas frente à chegada do tamanduá. Não suportam a ideia de que precisarão trabalhar e vender sua arte, ou o que pensam ser arte, nos disputados mercados da vida, bem longe dos adjutórios fartamente distribuídos à tigrada, para que esta fique em cúmplice silêncio com a roubalheira dos mandarins. Quem já se esqueceu do episódio das caxirolas, a ridícula invenção de Carlinhos Brown que deixou dona Dilma embasbacada?
  
Melhor fará o deputado Mendonça Filho, novo ministro da Educação e Cultura, se varrer para o lixo esse conjunto de parasitas que se agarram aos favores e capilés governamentais desde o início do facinoroso regime lulo-petista. A lição de Maquiavel precisa ser colocada em prática: o mal se faz de uma vez, o bem se faz aos poucos. 

Afaste os que ocupam cargos comissionados e transfira para outros locais, preferencialmente um único, os que não puderem ser demitidos. Aliás, nada de computador ou telefone. Deixe-os sem função e abra Processos Administrativos Disciplinares a qualquer fato ou conduta reprovável. 

As medidas a serem tomadas devem ser duras e implacáveis. Caso o ministro não as tome, essa gente vai babar nas escadas esperando que ele escorregue e quebre o pescoço. Os petistas estão em guerra contra o povo brasileiro. As respostas do novo governo devem levar tal fato em consideração. Não se brinca com cascavéis, mesmo que tenham cortado seu chocalho.